Política
Telegram coleciona polêmicas e tem fama de menos rigoroso do que rivais: relembre
App se tornou um dos mais populares do mundo e conquistou mais de meio bilhão de usuários desde 2013. Regras menos rígidas que os rivais fizeram a ferramenta se tornar alvo de denúncias de propagação de discursos de ódio e informações falsas, além de ser explorada por criminosos. Telegram, aplicativo de mensagens.
Divulgação/Telegram
Alvo de uma ordem de bloqueio pela Justiça brasileira nesta sexta-feira (18), o Telegram coleciona polêmicas nos últimos anos e a fama de menos rigoroso do que os rivais, como o WhatsApp.
Ele foi criado pelos irmãos Durov, uma dupla de empreendedores da Rússia conhecida pela rede social VKontakte (VK), o “Facebook russo”. Em 9 anos, se tornou um dos mais populares do mundo com mais de meio bilhão de usuários.
Telegram ganhou mais de 70 milhões de usuários novos com pane do WhatsApp em 2021
O aplicativo ganhou protagonismo na guerra na Ucrânia, já que tem sido usado pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. Em seu canal dentro da plataforma, Zelensky envia discursos e informações sobre ataques.
O Telegram também passou a ser usado por russos que querem burlar a censura do governo de Vladimir Putin sobre os meios de comunicação.
Raio x do Telegram
Arte / g1
Mas o que esse aplicativo tem de diferente dos outros, como o WhatsApp? Veja abaixo:
1. Mensagens e canais
O Telegram foi criado com a missão de ser um aplicativo que protegesse a liberdade e a privacidade dos usuários que trocassem mensagens através dele.
WhatsApp, Telegram e Signal: conheça as vantagens de cada aplicativo
Permitindo a criação de grupos com até 200 mil participantes, o aplicativo de distanciou de um mensageiro e se aproximou de uma rede social, como o Facebook, Twitter e Instagram, na avaliação de especialistas. No WhatsApp, por exemplo, o número máximo de pessoas aceito para grupos é de 256.
A plataforma também deixa que mensagens sejam enviadas e recebidas sem divulgar o número do telefone. Além disso, há opções adicionais para controlar a exposição de dados, como permitir que só algumas pessoas possam ver quando você está on-line.
Outra característica é que o Telegram pode ser acessado em qualquer dispositivo sem depender da internet no celular.
Ainda é possível o agendamento de envio de mensagens e busca de pessoas próximas para se comunicar, recurso que exige cuidado.
2. Segurança
As conversas comuns no Telegram não são criptografadas de ponta a ponta, como acontece no WhatsApp. Essa tecnologia embaralha o conteúdo dos chats para que somente as pessoas que participam da conversa possam visualizá-lo, graças a uma chave que cada um tem.
Nos chats convencionais do Telegram há criptografia, mas ela não é do tipo “ponta a ponta”. Na verdade, ela acontece na conexão com os servidores da empresa.
Veja passo a passo como deixar o Telegram mais seguro
A empresa promete que mensagens de texto, fotos, vídeos e outros materiais compartilhados não podem ser decifrados se forem interceptados.
O aplicativo optou por essa abordagem para ter um backup em “tempo real” das conversas e permitir que diversos aparelhos se conectem na mesma conta ao mesmo tempo.
Por isso, é possível acessar o Telegram pelo computador mesmo que o seu celular esteja sem internet, por exemplo.
Apesar disso, o aplicativo oferece a opção de ativar a criptografia de ponta a ponta manualmente em cada conversa por meio do recurso “chats secretos”.
3. Privacidade
As conversas do Telegram ficam guardadas nos servidores da empresa (com criptografia), o que pode acender um alerta para algumas pessoas – como ocorreu após o vazamento de conversas de autoridades brasileiras em 2019.
A promessa do app é não compartilhar esses dados com terceiros, mas como em qualquer empresa há riscos de invasões cibernéticas, ainda que sejam remotas. Eles também afirmam que não possuem vínculos com redes de anúncios e que não irão usar as informações para fins publicitários.
“O Telegram só pode ser forçado a entregar dados se um assunto for grave e universal o suficiente para passar pelo escrutínio de vários sistemas jurídicos diferentes em todo o mundo. Até hoje, divulgamos 0 bytes de dados de usuários para terceiros, incluindo governos”, escreve o aplicativo em sua documentação oficial.
Como abrir uma conta no Telegram:
Colecionando polêmicas
As regras menos rígidas que os rivais também fizeram com que o Telegram se tornasse alvo de denúncias de propagação de discursos de ódio e informações falsas.
Em 2018, a plataforma chegou a ser bloqueada no seu próprio país de origem, a Rússia. Na ocasião, a empresa se recusou a fornecer ao Serviço Federal de Segurança (FSB) acesso a conversas privadas. O aplicativo era, então, popular entre os ativistas políticos, principalmente jihadistas.
Antes da suspensão, a agência de regulamentação russa Roskomnadzor deu 15 dias para que o Telegram entregasse os códigos.
Em 2017, a Indonésia também recorreu à ameaça de bloquear a plataforma para que ela tomasse medidas para inibir “propaganda radical terrorista”.
O governo indonésio acusou o Telegram de ter grupos com conteúdos “cheios de propaganda radical e terrorista, ódio, meios de fazer bombas, como elaborar ataques, imagens perturbadoras, em que tudo que está em conflito é a lei da Indonésia”.
Em defesa, Pavel Durov, um dos criadores do aplicativo, alegou que os canais que são acusados de propagarem conteúdo radical pelo governo indonésio seriam derrubados e que criaria uma força-tarefa para retirar mensagens com esse teor.
No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia manifestado preocupação com o impacto que o Telegram pode ter nas próximas eleições. O aplicativo foi o único dos grandes a não atender ao chamado do tribunal para firmar acordos no combate à desinformação para as eleições de 2022.
Em fevereiro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) já havia ameaçado suspender o app por 48 horas caso não fosse cumprida a ordem de derrubar perfis associados a disseminação de discurso de ódio e informações falsas.
A plataforma, então, acatou a decisão e bloqueou as contas que eram do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, cuja prisão preventiva foi decretada em outubro do ano passado.
Quem é Allan dos Santos e quais são as investigações contra ele
Uma reportagem do Fantástico do último domingo (13) mostrou que o app possui diversos grupos brasileiros que compartilham pornografia infantil, tráfico de drogas, venda de armas sem registro, propaganda neonazista, estelionato e até venda de dinheiro falsificado. Assista abaixo.
Grupos no Telegram abrigam negociações de drogas, armas, pornografia infantil
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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