Economia
Por que Rússia deve crescer mais do que todos os países desenvolvidos, apesar de guerra e sanções, segundo o FMI
FMI espera que a Rússia cresça 3,2% neste ano, significativamente mais do que o Reino Unido, a França e a Alemanha.
GETTY IMAGES via BBC
O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a economia da Rússia cresça mais rápido que a de todos os países desenvolvidos, incluindo os Estados Unidos, neste ano.
A organização projeta um crescimento de 3,2% para a Rússia neste ano, significativamente mais do que o Reino Unido, a França e a Alemanha.
As exportações de petróleo “mantiveram-se estáveis” e os gastos públicos “permaneceram elevados”, contribuindo para o crescimento, afirmou o FMI.
No geral, a organização afirmou que a economia mundial havia sido “notavelmente resiliente”.
“Apesar de muitas previsões sombrias, o mundo evitou uma recessão, o sistema bancário revelou-se amplamente resiliente, e as principais economias dos mercados emergentes não sofreram interrupções repentinas”, acrescentou.
O FMI é uma organização internacional com 190 países membros. Seus relatórios são utilizados por empresas para ajudar a planejar onde investir, e por bancos centrais para orientar suas decisões em relação às taxas de juros.
O grupo afirma que as previsões que faz para o crescimento no ano seguinte na maior parte das economias desenvolvidas têm estado, na maioria das vezes, dentro de uma margem de aproximadamente 1,5 ponto percentual do que realmente acontece.
Apesar de o Kremlin ter sido alvo de sanções pela invasão da Ucrânia, o FMI atualizou suas previsões de janeiro para a economia russa neste ano. A projeção de crescimento para 2025 é de 1,8%, superior ao esperado anteriormente.
Os investimentos de empresas privadas e estatais e a “robustez do consumo privado” na Rússia promoveram o crescimento junto às fortes exportações de petróleo, segundo Petya Koeva Brooks, vice-diretora do FMI.
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A Rússia é um dos maiores exportadores de petróleo do mundo e, em fevereiro, a BBC revelou que milhões de barris de combustível produzidos a partir de petróleo russo ainda estavam sendo importados para o Reino Unido, apesar das sanções.
Fora da Rússia, o FMI revisou para baixo suas previsões para a Europa e para o Reino Unido neste ano. Prevê um crescimento de 0,5% para o Reino Unido, que ficou como o segundo país com pior desempenho do G7, grupo das nações mais industrializadas do mundo, atrás da Alemanha.
O G7 também inclui França, Itália, Japão, Canadá e EUA.
Em 2025, o crescimento do Reino Unido deve chegar a 1,5%, segundo o FMI, o que colocaria o Reino Unido entre os três países com melhor desempenho do grupo, de acordo com o FMI.
Para o Brasil, o FMI aumentou a projeção de crescimento em 2024 de 1,7% para 2,2%.
Conflito no Oriente Médio
Economistas do FMI alertaram que se o conflito entre Israel e o Hamas se agravar ainda mais no Oriente Médio, isso pode levar ao aumento dos preços dos alimentos e da energia em todo o mundo.
Os contínuos ataques a navios no Mar Vermelho e a guerra da Rússia em curso na Ucrânia também podem afetar a economia global, até agora “notavelmente resiliente”, afirmou.
Um potencial aumento nos custos dos alimentos, da energia e dos transportes atingiria com força os países de baixa renda, acrescentou.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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