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Halving do bitcoin: entenda fenômeno que acontece a cada 4 anos e está impulsionando a criptomoeda

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Processo que divide pela metade a remuneração paga aos mineradores tem como objetivo controlar a quantidade de bitcoins em circulação no mercado, para garantir a escassez e a valorização do ativo. G1180424 – HALVING BITCOIN
De quatro em quatro anos, em média, o investidor em criptomoedas tem sua própria “Copa do Mundo”: o “halving” do bitcoin.
Halving é a expressão em inglês para “dividir pela metade”. Quando acontece um halving, a remuneração de quem minera bitcoins é dividida ao meio, como uma forma de controlar a quantidade da criptomoeda em circulação.
O criador do bitcoin (que ninguém sabe quem é, mas que é conhecido pelo pseudônimo Satoshi Nakamoto) definiu, lá no início do projeto, que o bitcoin precisaria ser um ativo escasso e só haverá 21 milhões de bitcoins em circulação.
A mineração é a única forma pela qual novos bitcoins são colocados em circulação. O trabalho do minerador é encontrar e validar as informações das transações com bitcoin. Isso serve para manter a segurança da rede.
Cada transação que ocorre dentro da rede do bitcoin, equivale a um bloco. A cada bloco correto que é validado pelo minerador, ele recebe uma remuneração em bitcoins. Ao longo do tempo, a cada halving do bitcoin, a recompensa por essa operação foi diminuindo.
Em 2008, eram 50 bitcoins por cada bloco minerado;
Em 2012, eram 25 bitcoins;
Em 2016, eram 12,5 bitcoins;
Em 2020, eram 6,25 bitcoins.
Agora, em 2024, a remuneração passará a ser de 3,125 bitcoins por bloco minerado.
Nesta reportagem, o g1 explica por que o halving é importante, como a criptomoeda se valoriza por causa dele e, claro, quais cuidados o investidor precisa ter para não se deixar levar pelo bom momento da criptomoeda.
LEIA MAIS:
Como funcionam o bitcoin e outras criptomoedas? G1 Explica
O que está por trás de recorde histórico do preço do bitcoin
🔎 O que é o halving
Para entender o que é o halving, é necessário dar um passo atrás e compreender como a rede do bitcoin foi desenhada.
A ideia inicial da criptomoeda era provar que um sistema financeiro poderia funcionar de forma segura, sem a interferência de um banco central (que tem a possibilidade de imprimir dinheiro para financiar mais gastos do governo).
Theodoro Fleury, diretor de investimentos na QR Asset, lembra que o bitcoin surgiu como um “experimento anarcocapitalista” — uma ideologia político-econômica que defende a soberania do indivíduo e o livre-mercado.
A emissão de moeda é muito criticada por essa ala do mercado porque, ao ter mais dinheiro em circulação sem um aumento da oferta de produtos, a inflação tende a disparar.
Para isso, Satoshi Nakamoto criou uma rede descentralizada (ou seja, sem um banco central comandando), em que cada transação financeira é registrada por meio da tecnologia de “blockchain”.
O blockchain uma espécie de grande “livro contábil” que registra vários tipos de transações e possui seus registros espalhados por vários computadores, que registra o envio e recebimento de valores. O minerador é quem verifica se os dados envolvidos naquela transação estão corretos, e recebe uma recompensa para isso.
⚠️ UM EXEMPLO PRÁTICO: Se um usuário vai transferir para outro um valor X de bitcoins por algum produto ou serviço, o trabalho do minerador é verificar se essa pessoa que está transferindo tem a quantidade necessária em conta e se os dados das partes envolvidas estão certos. A missão é garantir a correção da transação.
Se o minerador identifica que o bloco é verdadeiro — ou seja, que todas as informações da transação estão corretas —, ele é incorporado à rede do bitcoin e recebe um código criptografado. Para hackear qualquer bloco da rede, então, seria necessário desvendar a criptografia de todos os códigos que vieram antes dele. E é assim que a rede se mantém segura.
Os mineradores são recompensados por casa bloco verdadeiro identificado. É somente dessa maneira que mais bitcoins são colocados em circulação no mercado. Desde o último halving, cada bloco dá recompensa de 6,25 bitcoins.
Cada halving acontece quando 210 mil blocos são incorporados à rede — o que leva, em média, quatro anos.
Bitcoin: Saiba o que é e como funciona a mais popular das criptomoedas
📈 Por que o halving acontece
O halving acontece para que o bitcoin continue sendo um ativo escasso, explica Theodoro Fleury. A lógica do mercado é que, quanto maior a escassez de um ativo financeiro, maior será o seu valor.
“Essa é justamente uma das qualidades do bitcoin como ativo, que é a escassez. Ele foi desenhado para ser um ativo escasso. Depois desse próximo halving, ele vai ser mais escasso que o ouro”, diz o especialista.
Quando o limite de 21 milhões de bitcoins em circulação for atingido, só será possível ter a criptomoeda comprando ou recebendo de outra pessoa. Então, o preço praticado seguirá a tradicional lei da oferta e demanda: se mais gente estiver procurando do que vendendo, o preço sobe, e se mais gente estiver vendendo do que procurando, o preço cai.
De fato, com a proximidade de mais um halving e essa percepção de escassez segue aumentando, o bitcoin vive um ciclo de alta nos últimos meses.
O bitcoin teve uma valorização de quase 40% desde o início do ano e a expectativa do mercado é que os próximos meses, após o halving, ele continue tendo um avanço de preço, repetindo o que aconteceu nas últimas vezes.
A criptomoeda chegou a atingir seu pico histórico há pouco mais de um mês, quando ficou cotada a US$ 73 mil em 13 de março. Mas o preço do bitcoin não depende só de si.
A ameaça de escalada do conflito no Oriente Médio e dados mais fortes da economia americana — que fizeram o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) reavaliarem o momento de baixar os juros do país — criaram um cenário de maior cautela com investimentos.
Nesse contexto, a aversão aos ativos de risco cresceu, com o mercado buscando produtos com maior segurança e menos volatilidade. O bitcoin, com todo o vaivém das cotações, já devolveu parte dos seus ganhos e, atualmente, está em torno dos US$ 60 mil, uma queda de cerca de 10%.
“É claro que isso tem uma influência sobre o preço do bitcoin, assim como em outros mercados, mas é uma influência de curto prazo. Não vejo isso atrapalhando a visão positiva para os preços depois do halving”, comenta Fleury, QR Asset.
Mas é por conta dessa volatilidade e alta sensibilidade aos assuntos macroeconômicos e políticos que o especialista alerta que é preciso ter muita cautela antes de investir.
“O bitcoin é um ativo volátil, com altas e baixas acentuadas. É um ativo que pode cair 50% de repente. Então você deve colocar ali um dinheiro que, se você vir caindo pela metade, não vai te incomodar. O risco é o investidor colocar mais do que ele aguenta”, destaca.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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