Economia
Argentina tem 3º superávit mensal seguido
Apesar da melhora fiscal, 57,4% dos argentinos estão vivendo abaixo da linha de pobreza, o que representa mais de 26 milhões de pessoas, aponta estudo publicado pelo jornal Ámbito Financiero. Milei fala em cadeia nacional sobre resultados fiscais da Argentina.
Reprodução/TV Pública Argentina
O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou nesta segunda-feira (22) que o país atingiu em março o terceiro mês consecutivo de superávit fiscal. De acordo com Milei, o excedente fiscal financeiro foi de mais de 275 bilhões de pesos no mês.
O superávit acontece quando as receitas do governo são maiores que as despesas. Na tentativa de controlar a inflação elevada, o presidente ultraliberal Javier Milei implementou medidas de austeridade, incluindo cortes dolorosos nos gastos do Estado, reduzindo subsídios e podando o setor público.
Em janeiro, as contas públicas argentinas ficaram no azul pela primeira vez em quase 12 anos. o superávit foi de cerca de US$ 589 milhões.
Já em fevereiro, o superávit foi de US$ 1,45 bilhão. As cifras também contemplam o pagamento de juros da dívida pública.
O governo Milei tem como meta um déficit fiscal financeiro “zero” este ano, parte das metas econômicas acordadas com o Fundo Monetário Internacional (FMI), com o qual o país tem em andamento um programa de empréstimo de 44 bilhões de dólares.
O próprio FMI disse no início do mês que o progresso alcançado pelo governo do presidente é “impressionante”, mas disse que “o caminho para a estabilização [econômica] nunca é fácil e requer uma implementação forte de políticas”.
O FMI também recomendou que Milei proteja os setores sociais mais pobres da Argentina, enquanto avança com suas reformas. Isso porque um estudo publicado pelo jornal Ámbito Financiero projeta que 57,4% dos argentinos estão vivendo abaixo da linha de pobreza, o que representa mais de 26 milhões de pessoas.
O esforço do governo tem por objetivo resolver desequilíbrio econômico que causou uma inflação na Argentina que passa dos 287,9% em 12 meses, segundo o instituto oficial de estatísticas, o Indec. Trata-se da variação interanual mais alta do mundo.
No dia 12, a inflação da Argentina ficou em 11% em março, o que representa uma desaceleração em comparação ao observado em fevereiro, quando os preços subiram 13,2%.
Um dia antes, o Banco Central da Argentina anunciou a redução da taxa básica de juros do país de 80% para 70% ao ano. A autoridade monetária afirmou que está observando uma “desaceleração pronunciada” da inflação, “apesar do forte efeito estatístico tardio que a inflação carrega em suas médias mensais”.
O BC acrescentou que, desde que Milei assumiu o cargo, a base monetária foi reduzida substancialmente, o que ajuda a absorver a liquidez e a conter os aumentos de preços.
Chanceler argentina tem primeira reunião bilateral com o Brasil desde a posse de Milei
Economia
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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