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Entenda por que União Brasil perde maior bancada e PL cresce na janela partidária, segundo especialistas

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Com 21 novas vagas, partido do presidente Jair Bolsonaro é o que mais ganhou deputados perto do dia 1º de abril, limite para a dança das cadeiras. União, fruto do casamento PSL e DEM, perdeu 28 representantes. Valdemar Costa Neto, presidente do PL, partido que mais cresceu até a metade da janela partidária
Pedro Henrique Gomes/g1
Com mais duas semanas de janela partidária, período no qual deputados federais podem mudar de partido sem perder seus mandatos, o PL do presidente Jair Bolsonaro está como o principal beneficiado. Em 20 dias, 10% dos integrantes da Câmara dos Deputados trocou de legenda.
A sigla obteve 21 novas cadeiras na Câmara (com 27 entradas e 6 saídas), parte delas vindas dos dissidentes do União Brasil – fruto da fusão DEM e PSL. Como parte dos integrantes do PSL integra a base de apoio do presidente, estava prevista tal debandada. Até aqui, o PL está com 63 deputados na Câmara.
Leia também:
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Apesar de ter filiado dois novos parlamentares, o União fecha a metade da janela com 28 saídas e totaliza 26 cadeiras a menos do que no mês passado. Nenhum outro partido foi tão desfalcado e perdeu o posto de maior partido na Casa – para o próprio PL – e agora é 3º.
Quem também passou o União Brasil é o PT, que manteve a 2º maior bancada ao somar um deputado neste tempo e chegar a 54 vagas.
Confira quais deputados ingressaram no PL na janela partidária
Além do União, o PTB sofreu baixas consideráveis: quatro de seus dez deputados federais rumaram para outras siglas, o que equivale a 40% de sua representação até então.
Dos outros beneficiados, o Republicanos angariou oito novos parlamentares, perdeu um e tem agora 40, já o PP aumentou em oito nomes a sua bancada e chega a 51 – é a 4ª maior bancada.
Motivações para o troca-troca partidário
Uma das explicações óbvias para a dança das cadeiras é a saída do presidente Bolsonaro do PSL, há dois anos. Como poderiam trocar de partido somente na janela partidária sem perderem o mandato, só agora deputados federais concretizaram a “migração” do União Brasil (fruto da fusão PSL e DEM) para a nova sigla de Bolsonaro.
Vera Chaia, professora de política da PUC São Paulo, entende esse movimento do União se desfalcar na mesma medida em que o PL se reforça tanto como natural. “Muitos parlamentares que se elegeram na esteira do Bolsonaro em 2018 ao irem para o PSL, que não era um partido grande, era sem expressão. Agora acontece o contrário: estão saindo e migrando para o partido atual do presidente”, diz.
Confira como está dividida a Câmara:
Bancada na Câmara em meio à ‘janela partidária’
A análise é similar à do professor da FGV Cláudio Couto. Para o cientista político, a debandada do União tem a ver com questões regionais e “por qual partido é mais interessante concorrer num determinado estado e da força gravitacional que a candidatura presidencial tem, o que pode explicar idas para o PL e, em menor medida, para o PP”, diz.
Para ele, as saídas não têm à ver com o fim das coligações, regra que passa a valer neste ano e afeta a cláusula – regra que coloca uma quantidade mínima de representantes para os partidos terem direito aos fundos partidário e eleitoral. “Trata-se de um partido grande, que não teria problemas para superar esse limiar”, continua.
A figura muda para outras siglas, como Psol e Rede. Somados, ambos têm dez deputados federais e, para evitar o risco de não atingirem a cláusula de barreiras, decidiram firmar uma federação e vão atuar juntos em todo o país pelos próximos quatro anos – até a eleição de 2026. Ele cita outro exemplo, o PTB, que viu sua bancada desabar 40% na janela.
“O PTB é um partido que vem erodindo nos último anos. Torna-se cada vez menor e já teve defecções importantes nos estados”, afirma. “Parlamentares mais precavidos se mudam para partidos nos quais as chances de uma eleição mais tranquila são maiores”.
Vera Chaia, da PUC, vê o fim das coligações como grande explicação para as 54 mudanças entre os deputados. “Existe uma tentativa de salvar o grupo político”, resume. “Com as federações, vemos mudanças significativa e a necessidade de as siglas incrementarem as federações e se salvar do corte da cláusula de barreira”.
Por ser a primeira eleição com a nova regra, a especialista pontua que será uma surpresa o resultado final. “Estamos acompanhando os partidos se acomodando, buscando seus pares para atuar em conjunto. Agora, o que vai acontecer, realmente é uma incógnita”.
Desde a última eleição nacional, em 2018, o total de deputados federais que trocaram de sigla chega a 84.

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Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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