Economia
Amoras levam ‘susto’ para brotar no Nordeste: g1 mostra a produção de frutas vermelhas no calor da Bahia
Série ‘De onde vem o que eu como’ explica como as espécies sensíveis ao calor, naturais do clima frio, sobrevivem às altas temperaturas na Chapada Diamantina. De onde vêm as frutas vermelhas
Já foi o tempo em que frutas vermelhas eram exclusividade do sul do Brasil e de países de clima frio. Agora, a amora, o mirtilo, a framboesa e tantas outras frutinhas sensíveis às altas temperaturas também podem ser cultivadas no Nordeste do país.
Sobretudo na região da Chapada Diamantina, onde as temperaturas máximas podem chegar aos 32°C e as mínimas aos 20°C, no período mais quente e úmido do ano (entre novembro e abril).
A nova possibilidade acontece devido a técnicas como o “estresse hídrico” e a aplicação de casca de arroz nas raízes das árvores.
O g1 foi até a cidade de Mucugê, no sul da Bahia, para explicar como funciona a produção das frutas vermelhas nessa região de ecossistema diverso, com vegetação de Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica (confira no vídeo acima).
Você vai ver também que:
💧As árvores de amoras sofrem um “susto” dos produtores: é o chamado “estresse hídrico”, em que os produtores retiram a água da raiz para que elas entendam que precisam se fortalecer para que novas frutas nasçam.
🌱As framboesas são as mais sensíveis de todas as frutas vermelhas e, lá no Nordeste, precisam ser colhidas nas primeiras horas da manhã para não ficarem murchas.
🫐O mirtilo, conhecido também como blueberry, tem o gosto e textura parecidos com os da uva niágara e da jabuticaba, respectivamente.
🌾Tanto o mirtilo quanto a framboesa precisam ser plantados em sacos de casca de arroz, para não absorver toda a umidade do solo.
Créditos ‘De onde vem’:
Coordenação editorial: Luciana de Oliveira
Edição e finalização: Marih Oliveira
Narração: Marih Oliveira
Reportagem: Marília Barbosa e Miguel Folco
Roteiro: Marília Barbosa
Produção: Marília Barbosa
Assistente de produção: Giovana Toledo
Coordenação de vídeo: Tatiana Caldas e Mariana Mendicelli
Coordenação de arte: Guilherme Gomes
Direção de arte e ilustrações: Vitória Coelho, Luisa Blanco, Gabs e Ana Moscatelli
Fotografia: Miguel Folco
Motion: Vitória Coelho
Imagens adicionais: Acervo Globo e Adobe Stock
Plantação de mirtilo em Mucugê, Chapada Diamantina
Miguel Folco/g1
Plantação de amoras em Mucugê, Chapada Diamantina
Miguel Folco/g1
Framboesas colhidas em plantação na Chapada Diamantina
Miguel Folco/g1
Geleia de frutas vermelhas
Miguel Folco/g1
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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