Política
Bolsonaro, Washington Reis, Mauro Cid: quem é quem no caso das vacinas
17 pessoas foram indiciadas na primeira etapa da investigação, entre elas o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Nesta quinta-feira (4), PF faz buscas contra um novo alvo – Washington Reis, ex-prefeito de Duque de Caxias e secretário estadual de transportes do RJ. Jair Bolsonaro, Washington Reis e Mauro Cid
Antonio Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo / Reprodução e Geraldo Magela/Agência Senado
A Polícia Federal (PF) faz buscas nesta quinta-feira (4) contra um novo alvo num inquérito que investiga a emissão de falsos cartões de vacinas contra a Covid.
A primeira fase da investigação levou ao indiciamento de 17 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apontado pela PF como um dos beneficiários do cartão de vacina falso.
Nesta quinta, a PF faz busca contra Washington Reis, ex-prefeito de Duque de Caxias e atual secretário estadual de transportes do Rio de Janeiro, que não havia sido alvo da primeira fase da operação e não está entre os primeiros indiciados.
Além dele, a PF faz buscas contra Célia Serrano, secretária de saúde de Duque de Caxias, que havia sido indiciada por ter participado da falsificação de dados falsos da vacinação do deputado federal Gutemberg Reis (MDB-RJ) – outro dos beneficiados pelo esquema, segundo a corporação.
Washington Reis e Célia Serrano
Reprodução
De acordo com o Ministério Público Federal, Célia e o ex- secretário de Governo de Duque de Caxias João Carlos de Souza Brecha, foram responsáveis pela inclusão, nos sistemas do Ministério da Saúde, de registros de vacinação de Washington Reis e outras 9 pessoas, incluindo o atual prefeito de Duque de Caxias, Wilson Miguel dos Reis. No entanto, não foi esclarecido se esses registros também apresentavam indícios de falsidade.
Veja, nos infográficos abaixo, quem é quem nas investigações e como, segundo a PF, funcionaram as emissões de cartões falsos de vacinação.
Mauro Cid e família
Segundo as investigações, o esquema teve início no dia 12 de dezembro de 2022 com a emissão de cartões falsificados do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid Barbosa e sua esposa, Gabriela Cid.
Mauro Cid admitiu aos investigadores da Polícia Federal que falsificou cartões de vacinação para ele e sua família, e que depois fez o mesmo para o então presidente e a filha dele. Ele disse que a ordem para falsificar esses documentos partiu do próprio Jair Bolsonaro.
Veja o esquema de falsificação de vacinação da esposa de Mauro Cid, segundo a PF
Arte/g1
Bolsonaro e família
Ainda segundo as investigações, após saber que Mauro Cid tinha conseguido, Bolsonaro solicitou que o ajudante de ordens fizesse para ele também; que o ex-presidente deu a ordem para fazer os cartões dele e da sua filha, de 12 anos.
Mauro Cid confirmou que recebeu a ordem do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, para fazer as inserções dos dados falsos no nome dele e da filha no sistema do Ministério da Saúde, e que esses certificados foram impressos e entregues em mãos ao então presidente.
A inserção de dados no sistema do SUS foi feita no dia 21 de dezembro de 2022, por João Carlos Brecha.
Veja como foi esquema de fraude de vacinação de Bolsonaro, segundo a PF
Arte/g1
Washington Reis e família
Washington Reis
Tânia Reis/Agência Brasil
Além da famílias de Cid e de Bolsonaro, a PF investiga se houve inserção falsa de dados de vacinação de Washington Reis e de outras pessoas ligadas ao ex-prefeito de Duque de Caxias)
A PF já descobriu que o deputado Gutemberg Reis (MDB-RJ), irmão de Washington, teve registro de vacina falso inserido no sistema do Ministério da Saúde.
Essa inserção foi feita pelo então secretário de governo de Duque de Caxias, João Carlos de Souza Brecha, e pela então chefe da central de vacinação da cidade Claudia Helena Acosta Rodrigues.
Brecha também incluiu no sistema do Ministério da Saúde dados de vacinação de Washington Reis e mais 9 pessoas:
Wilson Miguel dos Reis, tio de Washington e atual prefeito de Caxias;
Rosenverg Reis, irmão de Washington e deputado estadual;
Lara Quaresma Reis de Oliveira e Nicolas Quaresma Reis de Oliveira, filhos de Gutemberg Reis, irmão de Washington e deputado federal;
João Pedro Reis de Farias, Thomas Reis de Farias, Lorenzo Guimarães Quaresma e Giovanna Guimarães Quaresma, sobrinhos de Gutemberg;
Rafael Machado Quaresma, cunhado de Gutemberg.
A corporação investiga se esses registros também são falsos.
Entenda investigação sobre fraude de vacinação em Duque de Caxias, segundo a PF
Arte/g1
Operação prende suspeitos de tráfico e lavagem de dinheiro no interior do Ceará
Veja, abaixo, quem é quem:
Indiciados pela Polícia Federal por fraude em vacinações de Bolsonaro e entorno.
Arte/g1
O que dizem os envolvidos
O g1 entrou em contato com a Secretaria Estadual de Transportes.
Após a ação, Reis disse que já esperava ser alvo de uma operação da PF e negou que tenha tido envolvimento com irregularidades durante a vacinação na cidade.
“Reviraram a minha casa de cabeça pra baixo, não tenho nada a esconder. Eu vacinei no meio da rua, mostrando meu braço, vacinando todo mundo. Agora, o que eu acho engraçado, só em época de eleição [que acontece as buscas e apreensões sobre o tema]… Estou há 2 anos esperando, não aparece nada, então, é vida que segue”, disse.
Em nota, o governo do estado do Rio de Janeiro disse que a ação desta quinta “tem como alvo único e exclusivo a obtenção de cartões de vacinação relacionados ao município de Duque de Caxias em 2022”. Ainda de acordo com o comunicado, “não existe nada referente ao governo do Rio na investigação e nem fatos que comprometam a conduta do secretário Washington Reis”.
A Prefeitura de Duque de Caxias disse que “a operação não teve como alvo nenhum órgão vinculado à municipalidade”. Com relação aos mandados contra o ex-prefeito e a secretária de Saúde, a instituição afirmou que “não se manifestará considerando o sigilo que recobre os atos”.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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