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Política

Deputado muda de partido duas vezes durante a janela partidária; especialista vê ‘leilão eleitoral’

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Charlles Evangelista era do União Brasil e mudou para o PL no último dia 12. Nesta quinta (31), assinou a filiação ao PP. Janela permite migração entre legendas sem risco de perda de mandato. O deputado Charlles Evangelista no plenário da Câmara em imagem de outubro de 2021
Najara Araújo / Câmara dos Deputados
Em menos de 20 dias — durante a chamada “janela partidária” — um parlamentar de Minas Gerais trocou de partido duas vezes.
A janela termina no próximo sábado (1º) e é o período de 30 dias aberto pela legislação eleitoral seis antes da eleição no qual deputados federais podem trocar de legenda sem risco de perder o mandato
Em 3 de março, data de início da janela partidária, Charlles Evangelista integrava o União Brasil. No último dia 12, mudou para o PL, partido do presidente Jair Bolsonaro. Nesta quinta (31), assinou a ficha de filiação ao PP, legenda do presidente da Câmara, Arthur Lira (AL).
Quando ainda integrava o União Brasil, Evangelista participou de um mutirão de filiações na sede do PL, em Brasília, ao lado de Bolsonaro. Na ocasião, cerca de dez deputados se filiaram ao PL , e o nome de Evangelista estava entre os novos integrantes da sigla.
Após o evento, o parlamentar chegou a publicar em redes sociais uma foto ao lado de Bolsonaro (imagem abaixo). Na publicação, ele confirmou que esteve em Brasília “a convite” do presidente para “acertar detalhes sobre a filiação ao PL”.
Charlles Evangelista ao lado do presidente Jair Bolsonaro em evento do PL em março.
Reprodução/Redes Sociais
Mas, ao g1, o deputado disse que não chegou a assinar a ficha de filiação ao PL, embora o partido e outros deputados que se filiaram no dia 12 tenham informado que ele já era um dos novos integrantes da sigla.
O parlamentar afirmou que negociou com o PL em razão da possibilidade de ficar mais próximo de Bolsonaro. “Fiquei muito feliz ao ver a confiança do nosso presidente e a animação de continuar mudando o Brasil”, escreveu Evangelista.
O deputado, porém, afirmou que, por “estratégia eleitoral”, desistiu da negociação com o PL a fim de migrar para o PP .
Evangelista relata que foi convidado para ingressar no PP pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira. Segundo o deputado, o ministro garantiu que o PP seguirá na base governista e fará campanha ao lado de Bolsonaro em 2022.
“Por isso, eu fui [para o PP]. Percebi que o PL estava inchado, com uma bancada muito forte. Haverá muitos puxadores de votos, e o formato da eleição proporcional poderia acabar não servindo para mim. Eu poderia acabar não eleito”, disse o parlamentar.
Ele disse ainda que, na campanha de 2022, formará dupla com a deputada estadual por Minas Gerais Delegada Sheila, que é do PL e também é mulher do parlamentar. Os dois já estiveram juntos, pelo PSL, na corrida eleitoral de 2018.
“Na disputa estadual, há uma diferença no PL. Há chances de ela ser eleita pelo partido por lá. Acreditamos nesse caminho”, declarou Evangelista.
‘Leilão eleitoral’
Para o cientista político André Rosa, doutor pela Universidade de Brasília (UnB) e consultor da Confederação Nacional dos Municípios, a prática de Charlles Evangelista é um episódio do chamado “leilão eleitoral” que, segundo ele, “descaracteriza a agenda partidária que o eleitor está buscando”.
“É o que tem acontecido hoje no nosso sistema brasileiro, que ainda carece de ajustes. O nosso sistema promove esse leilão eleitoral visando a maximização dos interesses dos atores políticos, mas, ao mesmo tempo, essa falha também cria um problema muito grande no nível ideológico”, disse Rosa.
Na avaliação do cientista político, a janela partidária é só mais uma forma de “esvaziar o sentido de um partido político”.
Janela partidária
A janela partidária começa seis meses antes das eleições e dura 30 dias. Durante o período, os parlamentares podem mudar de partido sem perder o mandato. Senadores, prefeitos, governadores não estão previstos na regra. A eles, é dada liberdade para trocar de partido durante todo o mandato.
A medida foi implantada em 2015, por meio da reforma eleitoral, como forma de driblar a legislação sobre o tema, vigente desde 1997.
Antes da existência da janela partidária, os deputados poderiam trocar de partido apenas em casos em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconhecesse justa causa.
“Esse troca-troca – e esse episódio do Charlles Evangelista é só mais um exemplo – mostra que a janela também ajuda a enfraquecer os partidos. Ao final, o deputado está trocando de agenda partidária e o eleitor também. Isso desvirtua a questão ideológica, que é o que realmente pesa nos partidos políticos”, disse Rosa.
* Sob supervisão de Fausto Siqueira
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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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