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PF conclui inquérito das joias e indicia Bolsonaro; veja cronologia de como aliados do ex-presidente venderam e recuperaram Rolex

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Relógio foi vendido por cerca de R$ 300 mil para uma loja chamada o Precision Watches, na Pensilvânia, nos Estados Unidos. O item de luxo deixou o Brasil, segundo a investigação, em um avião da Força Aérea Brasileira junto com uma comitiva do ex-presidente
A Polícia Federal vai entregar ao Supremo Tribunal Federal (STF) o relatório final do inquérito que apurou a suspeita de venda ilegal de joias do acervo presidencial. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi indiciado por peculato, que é a apropriação de bens públicos, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Bolsonaro ganhou joias e presentes no exercício do mandato. Ao todo, ele recebeu anel, abotoaduras, um rosário islâmico (“masbaha”) e um relógio da marca Rolex, de ouro branco com diamantes.
Segundo a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, ele teria usado a estrutura do governo brasileiro para se beneficiar da venda dos itens.
As investigações da PF mostraram que os presentes começaram a ser negociados nos EUA em junho de 2022. O g1 fez uma cronologia do recebimento, transporte e venda do relógio (veja mais abaixo).
O objeto foi vendido por cerca de R$ 300 mil para uma loja chamada o Precision Watches, na Pensilvânia, nos Estados Unidos. O item de luxo deixou o Brasil, segundo a investigação, em um avião da Força Aérea Brasileira junto com uma comitiva do ex-presidente.
LEIA MAIS:
Entenda os próximos passos no caso das joias
Cronologia da movimentação do Rolex desde o recebimento do presente, passando pela venda e recompra por aliados de Bolsonaro
Luisa Rivas e Kayan Albertin/Arte g1
Cronologia
19/10/2019 – Bolsonaro viaja ao Oriente Médio. O objetivo era intensificar relações com países da região e divulgar oportunidades de investimentos no Brasil.
30/10/2019 – Em visita a Riad, na Arábia Saudita, Bolsonaro recebeu o Rolex de presente. Conforme apurado pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, o ex-presidente participou de um almoço oferecido pelo rei saudita, Salman Bin Abdulaziz al Saud, momento em que ganhou um conjunto de joias, incluindo o relógio.
11/11/2019 – O Rolex recebido foi protocolado como presente no “Acervo Privado” após ordem de Bolsonaro.
06/06/2022 – O Rolex é liberado do “Acervo Privado”, tendo como destino o gabinete de Bolsonaro. O tenente Osmar Crivelatti assinou a retirada do Rolex.
06/06/2022 – Mauro Cid (filho) troca e-mails para tratar da possível venda do Rolex. Os e-mails não deixam claro quem estava negociando com o então ajudante de ordens de Bolsonaro.
jun/22 – Com Mauro Cid (filho) e comitiva, Bolsonaro viaja aos EUA para participar da Cúpula das Américas. Cid (filho) não retorna ao Brasil junto com a comitiva. A PF suspeita que o Rolex deixou o país neste mês.
12/06/2022 – Mauro Cid (filho) e Marcelo Camara trocam mensagens sobre o “Kit Ouro Branco”, que inclui o Rolex. Os registros foram feitos por Mauro Cid (filho), enquanto ele ainda estava nos EUA.
13/06/2022 – Cid (filho) vai até Pensilvânia (EUA) vender o Rolex. O endereço refere-se a um Shopping Center, que abriga uma loja especializada em vendas de relógios novos e usados.
13/06/2022 – O Rolex presenteado pela Árabia Saudita é vendido na Pensilvânia. Segundo a PF, o item de luxo foi repassado à loja Precision Watches por R$ 346.983,60. O valor foi depositado na conta bancária de Mauro Cesar Lourena Cid, pai de Mauro Cid, e amigo de longa data de Bolsonaro.
30/12/2022 – Novos itens do conjunto “Ouro Branco” são retirados do Brasil. As peças foram transportadas no avião presidencial para os Estados Unidos, segundo a PF.
Março de 2023 – Imprensa revela existência do Rolex.
08/03/2023 – Envolvidos criam operação para resgatar as peças do “Kit Ouro Branco”, incluindo o Rolex. A PF informou que, durante a troca de mensagens, os envolvidos compartilharam notícias de que o TCU poderia pedir imediata devolução dos itens.
11/03/2023 – Frederick Wassef viaja para os EUA para recuperar o Rolex.
14/03/2023 – Wassef recompra o Rolex nos EUA. Ele precisou pagar um valor maior do que o obtido na venda, segundo o Blog da Natuza Nery.
15/03/2023 – Fábio Wajngarten troca mensagens com Mauro Cid (filho). Segundo a PF, na conversa, eles diziam temer que o Tribunal de Contas da União (TCU) determinasse a devolução imediata dos itens de luxo.
15/03/2023 – O TCU determina a devolução dos itens de luxo dado por sauditas. A entrega dos itens deveria ser feita à Secretaria-Geral da Presidência da República no prazo de cinco dias.
27/03/2023 – Mauro Cid (filho) embarca para os EUA para recuperar as demais peças do “Kit Ouro Branco”, na Flórida. Nesta data, Mauro Cid (filho) disse a Osmar Crivelatti, por meio de um mensagem, que a situação estava resolvida.
28/03/2023 – Mauro Cid (filho) retorna ao Brasil com as peças do “Kit Ouro Branco”.
29/03/2023 – Wassef volta ao Brasil com o Rolex e desembarca em São Paulo.
02/04/2023 – Wassef entrega o Rolex a Mauro Cid (filho) em São Paulo.
02/04/2023 – Mauro Cid (filho) leva o Rolex para Brasília e o entrega a Osmar Crivelatti.
04/04/2023 – Kit de joias é entregue na Caixa Econômica Federal pela defesa de Jair Bolsonaro, segundo o blog da Julia Duailibi.
04/07/2024 – Polícia Federal conclui inquérito das joias
Organograma da PF mostra envolvidos em negociação de joias nos EUA; VEJA VÍDEO:
Organograma da PF mostra envolvidos em negociação de joias nos EUA

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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