Economia
Alunos aprendem a cultivar hortas em escolas públicas do ES e produtos são usados na merenda
Projeto é realizado em dez escolas municipais de tempo integral de Viana, na Região Metropolitana da Grande Vitória. Alunos de 3 a 11 anos participam da ação. Alunos aprendem a cultivar hortas em escolas públicas e plantio é utilizado na merenda
Estimular o contato com a terra, a consciência sobre os cuidados com a natureza e a prática de uma alimentação cada vez mais saudável: esses são os objetivos de um projeto que cria hortas em escolas públicas de Viana, na Região Metropolitana de Vitória. Verduras e legumes são cultivados por alunos de escolas municipais do ensino fundamental em tempo integral de seis unidades. E o que é colhido pelos estudantes é utilizado na merenda.
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Ao todo, nove escolas participam do projeto, com alunos de idades que variam entre 3 e 5 anos no centro municipal de educação infantil, e 10 a 11 anos na escola de ensino fundamental.
A ideia é que mais escolas façam parte do projeto, que começou em 2021.
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O projeto é uma parceria entre o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e a Prefeitura de Viana, em parceria com a Fundação de Desenvolvimento e Inovação Agro Socioambiental do Espírito Santo (Fundagres – Inovar).
Alunos de escolas públicas de Viana, no Espírito Santo, aprendem a cultivar hortas na própria unidade
Reprodução/TV Gazeta
Em algumas unidades, o projeto acabou de chegar. É o caso do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) José Chagas, que fica no bairro Primavera.
As hortaliças foram colocadas em caixas de madeira para que a horta tenha mobilidade e os vegetais possam ser levados para a sala de aula e serem usados como estratégia de aprendizagem.
“O momento que a gente envolve as crianças no plantio, no cultivo da horta, elas estão aprendendo novos hábitos e também aprendendo sobre sustentabilidade, meio ambiente, tudo o que envolve a questão do plantio e dos cuidados com as plantas”, comentou a diretora da escola, Grazielle Gomes Nascimento.
Tudo o que é cultivado pelos alunos em escolas de Viana, Espírito Santo, é utilizado no preparo da merenda
Reprodução/TV Gazeta
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Na Escola Francisco de Assis Pereira, no bairro Canaã, a horta chegou há mais tempo. As crianças plantaram sementes de cenoura e aprenderam sobre as etapas do processo de plantio.
A implementação de hortas no ambiente escolar está diretamente ligada às disciplinas trabalhadas, entre elas a de Ciências, especificamente nos conteúdos referentes à utilização do solo, às características das plantas e até a utilização dessas plantas no cozimento e na alimentação.
“Eu já descobri que tem uma forma de diferente de afofar a terra, que não é simplesmente passar a mão. Tem a ferramenta certa para vir nas bordas, nos cantos e passar direitinho”, disse a aluna Ysabella Muss da Silva, de 10 anos.
Alunos de escolas em Viana, Espírito Santo, plantam salsinha, cebolinha, cenoura, dentre outros legumes e hortaliças
Reprodução/TV Gazeta
Depois da colheita, os alunos conseguem ver aquilo que plantaram no prato da merenda do dia a dia, com refeições balanceadas.
“É gratificante trabalhar com eles e ensinar a mexer na terra. Que eles possam também levar isso para casa, para a família. Ensinar para a família o que é ter um alimento saudável, cultivar a cebolinha, a salsinha, economiza no bolso também”, pontuou a professora Irenildes Moreira da Silva.
A extensionista do Incaper, Carolina Santibanez Fernandes, contou que o projeto vem para resgatar a reconexão das crianças com a terra e deve incentivar, a longo prazo, a permanência do jovem no campo.
“O município vem passando por um rápido processo de êxodo rural e, por esse motivo, nem sempre as crianças e os jovens têm tempo para estarem próximos da natureza. Esse é mais um caminho para que as crianças desenvolvam o amor e o cuidado pela terra”, disse Carolina Fernandes.
Merenda das escolas em Viana, Espírito Santo, é feita com produtos colhidos nas hortas dentro das unidades
Reprodução/TV Gazeta
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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