Economia
‘Não pode correr o risco de tirar do mercado de trabalho quem pode trabalhar’, diz Haddad
Ministro da Fazenda participa de conferência sobre economia brasileira e defendeu a revisão de programas sociais. Ministro Fernando Haddad participa de conferência do BTG Pactual
Reprodução
O ministro da Fazenda Fernando Haddad defendeu a revisão de programas sociais para garantir que os benefícios atinjam seus verdadeiros públicos e não gerem problemas para a economia.
Haddad disse que sua equipe apresenta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva as possibilidades de correções nos programas, não apenas para ajustar as contas públicas, mas também para que a atividade econômica não seja impactada por uma falta de gerenciamento dos benefícios.
“Não pode correr o risco de tirar do mercado de trabalho quem pode trabalhar por uma distorção de um programa mal gerenciado”, afirmou o ministro.
Ele discursa no Macro Day 2024 do BTG Pactual, conferência do banco que discute a economia do país.
Ainda sobre a questão fiscal, em meio a questionamentos sobre a capacidade do governo de arcar com as contas públicos, Haddad afirmou que “o fiscal é importante, mas não é o todo”.
O ministro disse que o crescimento econômico “também inspira cuidados”, para que o governo consiga evitar ou corrigir distorções na economia, principalmente o avanço da inflação.
Segundo Haddad, “não existe nenhum motivo para que o Brasil não cresça mais do que a média global”, tendo em vista que o país tem demonstrado uma atividade econômica forte e um mercado de trabalho resiliente.
O ministro, porém, destaca que a equipe econômica tem olhado para esse crescimento com atenção, “porque o sucesso também causa distorções”. Ele explica que, a partir do momento que o país começa a se aproximar do pleno emprego e a alcançar o limite da capacidade produtiva instaurada, o governo precisa “ajustar variáveis para garantir a qualidade do crescimento”.
Uma das principais variáveis são os possíveis gargalos da oferta de produção, que podem gerar pressão inflacionária na economia. Quando a atividade econômica está muito forte, com a população com dinheiro para consumir, a demanda por produtos e serviços sobe e isso impacta a oferta. Se as empresas não conseguem elevar a produção para ofertar mais, isso gera inflação.
Em julho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,38% e acumulou uma alta de 4,5% em 12 meses. Esse percentual é o teto da meta de inflação do Banco Central do Brasil (BC) para 2024 — a meta é de 3,0%, podendo oscilar entre 1,50% e 4,50%.
Inflação bate no teto da meta de 4,5% no acumulado até julho; e agora?
Durante discurso de abertura da conferência, o presidente do BTG Pactual, André Esteves, disse que “Fernando Haddad tem sido um herói na defesa da economia brasileira”.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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