Economia
Conselho da Vale elege Gustavo Pimenta como próximo presidente
Atual vice-presidente de Finanças, escolhido assumirá o comando da companhia em 2025; há meses, mineradora enfrentava processo turbulento para definir novo CEO. Gustavo Pimenta, atual vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores, foi eleito por unanimidade pelos conselheiros da Vale
Vale/Divulgação
O conselho de administração da mineradora Vale elegeu nesta segunda-feira (26) o novo presidente da companhia, que vai assumir o comando em 2025. Gustavo Pimenta, atual vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores, foi eleito por unanimidade pelos conselheiros, informou a Vale.
Ele assumirá a vaga de Eduardo Bartolomeo, que está no comando da mineradora desde março de 2019. Conforme o cronograma no processo de sucessão, Bartolomeo seguirá como presidente da companhia até 31 de dezembro de 2024.
Segundo a companhia, o novo presidente passará a comandar a Vale até 28 de fevereiro de 2025, assim que for cumprida a transição. Antes da eleição, a companhia havia informado que o atual presidente seguiria no comando até o fim de 2025.
A mineradora enfrentava há meses um processo turbulento de escolha do próximo presidente. O mandato de Bartolomeo venceu em maio deste ano, mas foi estendido até dezembro, após o conselho ter ficado dividido entre manter o presidente por mais um período ou abrir um processo para a escolha de uma nova liderança.
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O impasse no conselho sobre a sucessão da Vale ocorreu em meio a notícias de que o governo federal estaria tentando emplacar um nome como CEO da mineradora — o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi um dos cogitados.
Quem é Gustavo Pimenta?
De acordo com a Vale, Pimenta é um executivo com experiência global nos setores financeiro, de energia e mineração. Em mais de 20 anos de carreira, ele trabalhou no Brasil, Estados Unidos e Europa.
Gustavo Pimenta assumiu o cargo de CFO da Vale em 2021. Ele é formado em economia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e tem mestrado em finanças e economia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
“Vamos juntos nessa jornada, intensificando o diálogo com todos os nossos stakeholders [partes interessadas nas atividades da companhia] e priorizando a segurança das pessoas, das operações e do meio ambiente”, afirmou.
Ele reafirmou que companhia seguirá “com foco em geração e distribuição de valor, elevando a Vale a patamares ainda mais altos”.
Em nota, o presidente do conselho de administração da Vale, Daniel Stieler, disse estar confiante com a escolha de Pimenta para liderar a mineradora.
“Ele reúne as competências necessárias para que possamos aspirar um novo ciclo virtuoso para a companhia, orientado por nosso propósito, e com grande potencial de geração de valor a todos os nossos públicos de relacionamento”, afirmou.
‘Nunca houve ingerência’
Em entrevista à Reuters, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reafirmou que “nunca houve uma ingerência do governo com relação à Vale”.
Silveira criticou, no fim de julho, a demora para a definição de um novo presidente da companhia, relatando que faltava na Vale alguém “com autoridade” para tratar de assuntos que são relevantes ao interesse nacional, como a conclusão de um acordo entre Vale, BHP e Samarco com autoridades para a reparação e compensação pelo rompimento de barragem em Mariana (MG), que ocorreu em 2015.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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