Economia
Anatel planeja identificador contra golpes por ligação; veja como vai funcionar
‘Origem Verificada’ vai identificar quem está ligando, mesmo que o número não esteja salvo no celular; segundo a agência, a novidade está prevista para outubro. Novo projeto da Anatel promete identificar a origem de chamadas desconhecidas.
Banco de Imagens/Pixabay
Você já recebeu ligações de golpistas se passando por atendentes de empresas conhecidas? No “golpe 0800”, por exemplo, que teve mais de 4 mil registros por hora no último ano, criminosos entram em contato fingindo que são funcionários de um banco e pedindo dados financeiros para cometer fraudes.
Para evitar esse tipo de situação, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) está desenvolvendo o “Origem Verificada”, um sistema que vai identificar a origem de chamadas desconhecidas.
A ferramenta vai funcionar a partir de um banco de dados com as informações de contato de diversas empresas. Assim, quando as empresas cadastradas fizerem ligações, a ferramenta vai identificar a origem das suas chamadas.
Segundo a Conexis, associação que representa Vivo, Claro, Tim, Algar Telecom, Oi e Sercomtel, o sistema será oferecido das operadas às empresas interessadas, como bancos, que, para terem seus nomes identificados nas chamadas, precisarão contratar o serviço diretamente com elas.
A Conexis não revelou o valor que as empresas deverão pagar para contratar a ferramenta, mas disse que não haverá custos para os consumidores.
Segundo a Anatel, o objetivo da medida é aumentar a segurança contra golpes que usam números falsos e dar mais informações para consumidores decidirem se desejam ou não atender a uma ligação, evitando chamadas indesejadas. A novidade, segundo a agência, será anunciada oficialmente em outubro.
⚠️ Mas, fique alerta: a agência diz que a iniciativa é voltada para identificar chamadas autênticas, mas não é capaz de garantir proteção contra o roubo de seus dados. Além disso, a Anatel frisa que os clientes não precisarão baixar nenhum programa para aderir ao sistema.
Hoje, de acordo com a agência, o sistema operacional da muitos celulares não suporta a ferramenta, por isso, as “principais fabricantes do país” estão realizando atualizações com esse objetivo.
A agência disse ainda que os “principais bancos e empresas de telecomunicações do Brasil” já estão realizando testes para testar a funcionalidade do recurso em diferentes condições e aparelhos celulares.
Ao g1, a Samsung confirmou que está se preparando para aderir à funcionalidade e descreveu o que aparecerá na tela do celular ao receber uma ligação de um número verificado (veja abaixo):
o símbolo “check”, similar ao que existe em contas verificadas nas redes sociais;
o logotipo da empresa que está chamando;
um espaço para uma mensagem de texto opcional que pode mostrar, por exemplo, o motivo da ligação.
Como será o recurso da Anatel contra ligações fraudulentas
g1/Luísa Rivas
Como se proteger?
É preciso ficar ligado para não cair em golpes feitos por ligação de números desconhecidos. Confira algumas orientações nesse sentido:
Os bancos ligam para os clientes para confirmar transações suspeitas, mas nunca pedem informações como senhas, tokens e outros dados pessoais nessas ligações. Os bancos também nunca ligam e pedem para que clientes façam transferências, PIX ou qualquer tipo de pagamento.
Se for algo fácil ou bom demais, desconfie. Cuidado com o senso de urgência que os criminosos querem passar.
Cuidado com a exposição de dados nas redes sociais, como por exemplo em sorteios e promoções que pedem número de telefone do usuário e outras informações pessoais.
Ao receber uma mensagem de algum contato com número novo, certifique-se de que a pessoa realmente mudou o número de telefone.
O banco nunca contacta cliente via ligações ou mensagens e pede para que ele instale algum aplicativo. Se isso acontecer, desconfie.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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