Economia
Tupperware anuncia que está falida: como marca de potes de alimentos entrou em colapso
A empresa de 78 anos disse que buscará autorização judicial para iniciar a venda do negócio enquanto continua a operar. Tupperware anuncia que está falida: como marca de potes de alimentos entrou em colapso
Getty Images via BBC
A empresa americana Tupperware, fabricante dos icônicos potes de plásticos, anunciou que está falida.
A companhia afirmou que solicitará autorização judicial para iniciar a venda do negócio sem encerrar as operações.
A empresa de 78 anos tornou-se sinônimo de armazenamento de alimentos a tal ponto que muitas pessoas usam seu nome para se referir a qualquer recipiente de plástico, mesmo de outras marcas.
Os produtos Tupperware são vendidos em pelo menos 70 países.
LEIA TAMBÉM
Copom aumenta Selic pela primeira vez no governo Lula e taxa vai a 10,75%
Com alta, Brasil sobe para 2º no ranking de maiores juros reais do mundo; veja lista
Fed reduz juros dos EUA em 0,50 ponto percentual, primeiro corte em 4 anos
Entretanto, a Tupperware tentou, sem sucesso, reposicionar-se no mercado e renovar seus produtos para agradar um público mais jovem.
Após um breve aumento nas vendas durante a pandemia, quando mais pessoas cozinharam em casa, a demanda continuou a cair.
Segundo o repórter de negócios da BBC Peter Hoskins, o crescimento do custo das matérias-primas, o aumento dos salários e os custos de transporte também vinham afetando suas margens de lucro.
As ações da Tupperware caíram mais de 50% esta semana após a notícia de que a empresa planejava entrar com a falência.
Há longas negociações em curso entre a Tupperware e seus credores sobre como administrar mais de US$ 700 milhões (cerca de R$ 3,8 bilhões) em dívidas, segundo relatos.
No ano passado, a empresa alertou que poderia ir à falência se não levantasse rapidamente novos fundos.
“Nos últimos anos, a posição financeira da empresa foi severamente impactada por um ambiente macroeconômico desafiador”, disse Laurie Ann Goldman, diretora executiva da Tupperware, em comunicado aos investidores.
O impulso das ‘festas Tupperware’
A Tupperware foi fundada em 1946 por Earl Tupper, um químico americano que patenteou o fechamento hermético em potes.
Seus produtos de polietileno — à prova de ar e água graças à tampa duplamente vedada — começaram a ser vendidos em lojas de departamentos, mas não alcançaram o sucesso esperado porque os clientes tinham dificuldade para utilizá-los, diz Derbail Jordan, repórter de negócios da BBC.
As pessoas estavam acostumadas com produtos de vidro e cerâmica, e esse novo recipiente Tupperware precisava ter o ar retirado para fechá-lo.
Uma ‘festa Tupperware’ em 1955; nesses eventos, os vendedores, em sua maioria mulheres, ofereciam os recipientes a outras mulheres em suas casas
Getty Images via BBC
Foi a comerciante Brownie Wise quem ajudou a transformar a marca em um nome familiar.
Wise desenvolveu uma abordagem na qual os vendedores, principalmente mulheres, ofereciam Tupperware a outras mulheres em suas casas, em eventos conhecidos como “festas de Tupperware”.
Earl Tupper acabou contratando Wise, e isso ajudou a impulsionar o crescimento do negócio por meio de festas em casa — algo que por sua vez permitiu que muitas mulheres gerassem renda.
Mas acredita-se que eles entraram em conflito sobre a estratégia da empresa e, em 1958, Tupper demitiu Wise.
Ela processou a empresa e recebeu um ano de salário como compensação, afirma Jordan.
Tupper acabaria vendendo o negócio mais tarde.
Além de vender produtos em seu site, a empresa ainda utiliza um modelo de comércio direto, onde as pessoas ganham uma porcentagem dos produtos que vendem.
Em anos recentes, a empresa também começou a vender seus produtos na rede americana de lojas Target, procurando atrair clientes mais jovens e outras redes semelhantes em todo o mundo.
A empresa também ampliou sua linha de utensílios de cozinha, projetando itens como uma espécie de churrasqueira que funciona no micro-ondas.
‘A festa já acabou’
As estratégias para salvar a empresa não tiveram o resultado esperado.
“A festa acabou há muito tempo para a Tupperware”, diz Susannah Streeter, diretora de mercados da consultoria Hargreaves Lansdown.
“As mudanças no comportamento dos consumidores fizeram com que seus produtos saíssem de moda. Os consumidores começaram a se afastar dos plásticos e a encontrar formas mais ecológicas de armazenar alimentos.”
Neil Saunders, diretor-gerente de varejo da consultoria GlobalData, afirma que a Tupperware “não acompanhou os tempos em termos de seus produtos e distribuição”.
Saunders aponta que o método de vendas diretas através de festas da Tupperware “não se conecta” com os clientes mais jovens, e que mesmo os clientes mais velhos que “se lembram da Tupperware em seu apogeu” mudaram.
A Tupperware disse em comunicado em março que, em 2022, sua força de trabalho com vendedores diretos diminuiu 18% em comparação com 2021.
A empresa também foi afetada por políticas de isolamento social na China devido à pandemia de covid-19, o que impactou fortemente o acesso a todos os tipos de produtos.
Streeter observa ainda que “sérios reveses” nos relatórios financeiros da Tupperware também tiveram um impacto negativo na empresa, incluindo a divulgação incorreta de resultados em 2021 e 2022.
FED reduz juros do Estados Unidos em 0,5 ponto percentual
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
-
Mato Grosso do Sul4 anos agoEXPOGRANDE SEM SHOWS DE ARTISTAS REGIONAIS. VOCÊ CONCORDA?
-
Política4 anos ago
Mercado financeiro eleva estimativa de crescimento do PIB de 2023 para 0,85%
-
Ciência e Saúde4 anos ago
Sono irregular aumenta o risco de aterosclerose e doença cardiovascular
-
Ciência e Saúde4 anos ago
A melhor hora para criar músculos é agora!
-
Economia4 anos ago
Reforma tributária: Fazenda defende ‘mínimo possível de exceções’ ao novo imposto sobre consumo
-
Economia4 anos ago
Ibovespa opera em queda, com plano de crescimento da China e âncora fiscal em foco
-
Economia4 anos ago
Centro-oeste de SP inicia semana com quase 500 vagas de emprego; veja como se candidatar
-
Política4 anos agoJoias para Michelle: fatos revelam ‘procedimento padronizado e conduta exemplar’ de auditor, diz Sindifisco


