Economia
Arrecadação federal supera R$ 200 bilhões pela 1ª vez na história em agosto e bate recorde para o mês
Medidas aprovadas no ano passado, como taxação de fundos exclusivos, de ‘offshores’ e aumento de tributos sobre combustíveis, ajudaram o resultado. Na parcial do ano, arrecadação somou R$ 1,73 trilhão e também bateu recorde histórico. Um trabalhador verifica folhas de cédulas durante uma visita de imprensa na Casa da Moeda do Brasil, no Rio de Janeiro,.
Sergio Moraes/Reuters
A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 201,6 bilhões em agosto deste ano, informou nesta quinta-feira (19) a Receita Federal.
O resultado representa um aumento real de 12% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 180,1 bilhões (valor corrigido pela inflação).
Essa também foi a primeira vez que a arrecadação superou a marca de R$ 200 bilhões no mês de agosto, e, portanto, representa recorde para esse período.
A comparação foi possível porque os valores da série histórica da Receita Federal, que tem início em 1995, foram corrigidos pela inflação.
A arrecadação recorde de agosto ocorre após o governo ter adotado medidas em 2023, algumas delas aprovadas no Congresso, medidas como:
a tributação de fundos exclusivos, os “offshores”;
mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados;
retomada da tributação de combustíveis;
retomada do voto de confiança no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf);
limitação no pagamento de precatórios (decisões judiciais), entre outros.
Segundo a Receita Federal, o desempenho da arrecadação neste ano também está relacionado com “comportamento das variáveis macroeconômicas”, ou seja, pelo crescimento da economia — que tem surpreendido positivamente os economistas.
Parcial do ano
Nos oito primeiros meses de 2024, ainda segundo dados oficiais, a arrecadação federal somou R$ 1,73 trilhão — sem a correção pela inflação.
Em valores corrigidos pela variação dos preços, a arrecadação totalizou R$ 1,75 trilhão de janeiro a agosto, o que representa um crescimento real (acima da inflação) de 9,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 1,6 trilhão.
Nos oito primeiros meses deste ano, a arrecadação também bateu recorde histórico para o período.
Déficit zero
A alta da arrecadação está na mira do governo para tentar zerar o rombo das contas públicas neste ano, meta que consta na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024.
Porém, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual previsto no arcabouço fiscal (a nova regra das contas públicas). Ou seja, não haverá descumprimento da meta se houver déficit de até R$ 28,75 bilhões.
O objetivo é considerado ousado, até o momento, pelos analistas do mercado financeiro, que projeta um rombo em torno de R$ 66 bilhões para 2024.
Em 2023, o governo federal registrou um déficit primário (sem contar as despesas com juros) de R$ 230,5 bilhões. Foi o segundo pior resultado da série histórica, que começou em 1997. Segundo o Tesouro Nacional, o valor alto decorreu, entre outros fatores, do pagamento de R$ 92,4 bilhões em precatórios herdados do governo anterior.
No começo deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo buscará “superávit” nas suas contas em 2024, ou seja, arrecadar mais do que gastar. Mas indicou que, se não for viável, não haverá problemas.
Neste mês, o Congresso Nacional aprovou projeto que desonera a folha de pagamentos até o fim do ano, e que também traz medidas para compensar a perda de arrecadação.
Entre as medidas de compensação, que aumentam a chance de cumprir a meta fiscal deste ano, estão:
repatriação de recursos no exterior;
atualização do valor de bens imóveis no Imposto de Renda;
Desenrola para empresas com multas em agências reguladoras;
pente-fino de benefícios sociais;
uso de depósitos judiciais e extrajudiciais;
uso de recursos esquecidos;
monitoramento de benefícios fiscais.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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