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Economia

Horário de verão: entenda o que acontece em MG se relógios forem adiantados ou não em uma hora

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A possível volta do horário de verão está sendo discutida no governo federal. Segundo Cemig, resultados apontam para neutralidade na redução do consumo, se houver mudança. Horário de verão deve reduzir o pico de consumo em cerca de 4,5% no Paraná, segundo a Copel
Aen/Divulgação
O governo federal decidirá nos próximos dias se haverá horário de verão neste ano no Brasil. O que pode acontecer em Minas Gerais se os relógios forem adiantados em uma hora? E, caso não haja essa alteração, pode fazer alguma diferença na distribuição de energia elétrica no estado?
☀️ De acordo com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), de forma preliminar, os resultados apontam para uma neutralidade na redução do consumo, se houver mudança nos ponteiros.
☀️ Essa neutralidade acontece principalmente por causa do uso de lâmpadas mais eficientes (compactas e LED) em residências e vias públicas, nos últimos anos, e também pela popularização de equipamentos de climatização, como ventiladores e aparelhos de ar-condicionado.
☀️ A companhia estima ainda que não haverá impacto financeiro na compra de energia para atender aos consumidores.
Compra de energia
🔌 A Cemig é uma holding que tem várias empresas. A que o público está mais habituado é a Cemig Distribuição, que é a energia que chega até os imóveis, que tem os postes e as subestações.
🔌 Ainda há a Cemig Geração e Transmissão, responsável pelas usinas e transporte, e a Cemig Comercializadora, que vende a energia produzida.
🔌 A Cemig Distribuição atende a mais de 9,2 milhões de clientes no estado.
🔌 Segundo a legislação, ela compra energia com antecedência, em contratos de médio e longo prazos. Assim, atualmente, ela possui contratos de compra para atender a todo o mercado, incluindo uma previsão de crescimento, até 2032.
🔌 A companhia informou ainda que adquire a energia por meio de leilões definidos pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e organizados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
🔌 O custo adicional para o cliente é o sistema de bandeira tarifária que sinaliza mês a mês a condição de geração do país no momento.
Subestação da Cemig, em Pouso Alegre, na Região Sul de Minas Gerais
Divulgação/Cemig
Associações do setor aéreo
Associações do setor aéreo publicaram uma nota, nesta terça-feira (24), informando que a categoria precisa de no mínimo 180 dias para adaptação ao horário do verão, caso o governo federal aprove o retorno da medida, que está suspensa desde 2019. O assunto voltou a ser discutido em meio à seca recorde que assola o país e à proximidade dos meses mais quentes do ano.
No texto, divulgado no site da Associação das Empresas Aéreas (Abear), as entidades destacam os “impactos na operação e logística do transporte aéreo caso medida seja adotada imediatamente”.
“[As associações] vêm a público expressar grande preocupação com a possibilidade de restabelecimento do horário de verão pelo Governo Federal de forma tempestiva e sem prazo suficiente que considere as questões operacionais e logísticas do transporte aéreo, o que pode ter impactos substanciais para os passageiros e comprometer a conectividade do país”, diz a nota.
Volta do horário de verão em discussão
Horário de verão
Reprodução/JN
O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) recomendou o retorno do horário de verão em 2024. Se adotado, o adiantamento dos relógios em 1h (que é o que determina o horário de verão) aconteceria depois do 2º turno das eleições municipais.
☀️A estratégia é encarada pelo governo como uma forma de deslocar o pico de consumo para um horário com mais geração solar, reduzindo a necessidade de acionar usinas termelétricas — caras e que poluem mais — para atender à demanda.
“Foi recomendado pelo ONS e aprovado pelo CMSE um indicativo de que é prudente, que é viável e que seria um instrumento apontado como importante a volta [do horário de verão]”, anunciou o ministro Alexandre Silveira, em entrevista coletiva no dia 19 de setembro.
Contudo, Silveira disse que ainda não está convencido da necessidade do horário de verão, apesar da recomendação do comitê. O ministro disse que há “tranquilidade de que não faltará energia” e que pretende analisar outras medidas antes, como adiantamento de linhas de transmissão e mudanças na operação da usina de Belo Monte.
A decisão final caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
História do horário de verão no Brasil
Horário de verão foi instituído no Brasil em 1931 no governo Getúlio Vargas
Getty Images via BBC
O horário de verão foi instituído pela primeira vez no Brasil em 1931, durante o governo de Getúlio Vargas.
“A prática dessa medida, já universal, traz grandes benefícios ao público, em consequência da natural economia de luz artificial”, dizia o texto do decreto assinado por Vargas, datado de 1º de outubro daquele ano.
A medida foi repetida em anos seguintes, sem regularidade. A partir de 1985 — ano que foi marcado por uma seca histórica, que resultou em blecautes e racionamento de água —, o horário diferenciado passou a ser adotado anualmente, com duração e abrangência territorial definidas por decretos presidenciais.
Em 2008, um decreto tornou o horário de verão permanente, vigorando do terceiro domingo de outubro até o terceiro domingo de fevereiro do ano seguinte.
Até que, em abril de 2019, o então presidente Jair Bolsonaro também por decreto extinguiu a prática.
“O horário de pico hoje é às 15 horas e [o horário de verão] não economizava mais energia. Na saúde, mesmo sendo só uma hora, mexia com o relógio biológico das pessoas”, argumentou Bolsonaro, à época.
Presidente Lula vai decidir sobre volta do horário de verão
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Estudo do ONS aponta economia de até R$ 1,8 bilhão com contratação de energia se houver horário de verão
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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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