Política
Veja o que é #FATO ou #FAKE na entrevista de Guilherme Boulos para o SP1
Candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSOL foi o quarto sabatinado nesta quinta-feira (26). Guilherme Boulos foi o quarto candidato à Prefeitura de São Paulo sabatinado no SP1
Reprodução/TV Globo
O deputado federal Guilherme Boulos, candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSOL, foi o quarto entrevistado pelo SP1, da TV Globo, nesta quinta-feira (26). A entrevista foi conduzida pelo jornalista Alan Severiano.
Na sabatina, Boulos disse que irá reduzir o número de ocupações na cidade com a implementação de um programa habitacional.
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Foram convidados os candidatos que tiveram pelo menos 5% de intenções de voto e que ficaram entre os cinco primeiros colocados na última pesquisa Datafolha, divulgada em 19 de setembro. A ordem dos entrevistados foi definida em um sorteio realizado na presença dos representantes dos partidos.
As entrevistas têm duração de 30 minutos, e as íntegras ficarão disponíveis no Globoplay.
José Luiz Datena, apresentador e candidato pelo PSDB, foi o primeiro sabatinado na segunda-feira (23). Ele prometeu criar 40 km de corredor de ônibus e defendeu o uso de fuzil na Guarda Civil Metropolitana (GCM) em “batalhões especiais”. Confira o que é #FATO ou #FAKE na entrevista dele.
No dia seguinte, foi a vez da deputada federal Tabata Amaral que disputa o cargo pelo PSB. Ela prometeu uma atuação conjunta entre a Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana (GCM) para extinguir cenas de uso aberto de drogas como a Cracolândia. Veja o que é #FATO ou #FAKE na sabatina dela.
Na quarta-feira (25), o empresariado Pablo Marçal (PRTB) foi o terceiro convidado. Ele afirmou que o período eleitoral é um “tempo de guerra” e defendeu o uso da violência como instrumento de campanha. Confira o que é #FATO ou #FAKE na entrevista dele.
O atual prefeito Ricardo Nunes (MDB) será o último sabatinado nesta sexta (27).
A equipe do Fato ou Fake checou algumas das principais declarações de Boulos. Leia:
“A cidade mais rica do Brasil tem 80 mil pessoas morando na rua.”
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A declaração é #FATO. Veja por quê: A cidade de São Paulo alcançou no mês de junho o total de 80.369 pessoas vivendo em situação de rua. O dado mais recente foi divulgado pelo Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua (OBPopRua), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Os números do OBPopRua são extraídos do Cadastro Único (CadÚnico), base de dados do governo federal para recebimento de benefícios sociais, atualizados pelas próprias prefeituras, através dos chamados CRAS (Centros de Referência em Assistência Social).
Procurada, a Prefeitura de São Paulo disse que a capital atende 31.884 pessoas em situação de rua. A gestão utiliza dados do Censo PopRua, publicado em 2022. A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) contesta os dados do OBPopRua.
Entre as capitais do Brasil, São Paulo registra 9,2% do Produto Interno Bruto (PIB). É o maior PIB entre as cidades brasileiras, como afirmou o candidato. Completam a lista os municípios do Rio de Janeiro (4,0%), Brasília (3,2%) e Belo Horizonte (1,2%). Os dados mais recentes foram divulgados pelo IBGE.
“Eu sou o único candidato que mora na periferia, moro no bairro do Campo Limpo.”
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A declaração é #FAKE: Veja por quê: Morador do Campo Limpo, zona sul de São Paulo, Boulos não é o único entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo a morar na periferia.
O metroviário Ricardo Senese, por exemplo, que disputa o cargo de prefeito pela UP, mora no bairro Vila Nova Cachoeirinha, localizado na zona norte da capital.
Já o candidato Altino Prazeres (PSTU), que também é metroviário, reside na Vila Guilhermina, na zona leste da cidade. Ambas regiões são consideradas periféricas.
“Uma coisa que eu vou fazer é garantir os corredores de ônibus que o Ricardo Nunes não fez. Ele tinha prometido 40 km de corredor e fez quatro.”
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A declaração é #FATO. Veja por quê: O Programa de Metas do governo Bruno Covas e Ricardo Nunes tinha como objetivo a construção de 40 km de corredores de ônibus. Quando foi apresentado, o texto informava que a capital contava com 131,2 quilômetros de corredores.
Segundo o site da SPTrans, São Paulo tem atualmente 135,3 km de corredores de ônibus. Dessa maneira, desde o início do mandato, a gestão entregou 4,1 km de novos corredores — como Boulos afirmou.
Procurada anteriormente, a prefeitura afirmou que já implantou 54 km de faixas exclusivas na cidade desde 2021, além de ter requalificado 1,2 km do corredor de ônibus da Avenida Santo Amaro. Destacou também que tem em andamento obras do corredor da Avenida Celso Garcia.
“Pra mim, eu tenho claro que não existe serviço público bom na ponta, que atenda as pessoas bem, sem o servidor valorizado. Por isso, vou valorizar o que o Ricardo Nunes não fez, a começar por acabar com o confisco absurdo de 14% dos servidores aposentados”.
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A declaração é #FATO. Veja por quê: Quando cita “confisco absurdo de 14%”, o candidato faz referência à Reforma da Previdência enviada por Ricardo Nunes, aprovada pela Câmara Municipal em 2021 e que segue vigente. A legislação prevê a cobrança de uma alíquota de 14% sobre o pagamento de todos os servidores aposentados e pensionistas que ganham acima do salário mínimo nacional.
Até a entrada em vigor da reforma previdenciária, o desconto só era feito para quem recebia acima de R$ 6.433,57.
“Venezuelanos, haitianos, bolivianos, estive outro dia com senegaleses, angolanos. O problema da imigração em São Paulo não é um tema da Venezuela. A comunidade haitiana aqui é em São Paulo é bem maior que a venezuelana.”
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A declaração é #FATO. Veja por quê: O número de haitianos, registrados de forma regular, na cidade de São Paulo é de 19.867 e de 25.538 em todo o estado.
Os dados são do Banco Interativo do Observatório das Migrações de São Paulo, que usa como fontes o Sistema de Registro Nacional Migratório, o Departamento da Polícia Federal, o Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil/OBMigra e a Tabulação Observatório das Migrações em São Paulo – NEPO/UNICAMP.
Já a quantidade de venezuelanos, em situação regular, no estado de São Paulo é de 15.306. Apesar da ausência de recorte para a capital a respeito de pessoas da Venezuela, o total de haitianos (19.867) no município já é maior do que o acumulado de venezuelanos no estado inteiro, de acordo com o painel.
Participaram da checagem: Gustavo Honório, Klauson Dutra, Letícia Dauer, Mel Trindade, Paula Paiva Paulo, Roney Domingos e Thamila Soares
Guilherme Boulos (PSOL) dá entrevista ao SP1; veja íntegra
Fato ou Fake explica:
VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE
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Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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