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Política

Palco de disputas entre Lira e Renan Calheiros: veja como ficaram as eleições municipais em Alagoas

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Partido de Renan, MDB cresceu 71%; por outro lado, aliados de Lira citam vitória em Maceió e veem força do presidente da Câmara para tentar cadeira no Senado. Arthur Lira (PP-AL) e Renan Calheiros (MDB-AL)
Mário Agra/Câmara dos Deputados e Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), encerrou as eleições municipais em Alagoas com dificuldade para avançar no interior e assistindo ao seu adversário político no estado, o senador Renan Calheiros (MDB), consolidar seu poder na maior parte dos municípios.
Alagoas, historicamente, se vê dividida entre os grupos políticos de Renan e de Lira — e, para além do poder regional, ambos veem o aumento das suas influências locais como uma forma de expandir seus poderes a nível nacional.
Em 2026, os dois devem buscar vagas no Senado, que, naquele ano, terá duas cadeiras por estado.
Líderes do Congresso foram às ruas por aliados nestas eleições; veja os resultados
Além disso, as eleições municipais ocorrem no momento em que Lira se vê pressionado para fazer seu sucessor na Câmara dos Deputados, em uma tentativa de manter sua relevância na política nacional e pavimentar seu futuro político.
Até agora, os apoios aos nomes colocados patinam e nenhum candidato desponta como favorito.
MDB x PP
As eleições municipais alagoenses terminaram com 65 das 102 prefeituras com o MDB de Renan. O partido calculava vitória em 65 a 70 das cidades do estado. Já o PP ficou com 27 prefeituras.
Em comparação com 2020, o MDB havia conquistado o comando de 38 prefeituras, enquanto o partido de Lira ficara com 28.
Ou seja, em números, o partido de Renan teve uma alta de 71% no número de prefeituras que comanda.
Quando o recorte é de apoios feitos especificamente por Lira ou Renan, um levantamento da GloboNews nas redes sociais dos dois parlamentares mostra que o presidente da Câmara apoiou publicamente pelo menos 34 candidatos a prefeitura vitoriosos em Alagoas.
Entre as vitórias, está a reeleição em primeiro turno do prefeito JHC (PL), de Maceió, aliado do presidente da Câmara. A capital é o maior colégio eleitoral do estado.
JHC foi reeleito prefeito de Maceió
Arquivo Pessoal
A complexidade política alagoana traz ainda um cenário inusitado: Lira apoiou publicamente pelo menos dois nomes do MDB.
Já Renan e seu grupo político estiveram presentes na campanha de pelo menos 49 das 65 prefeituras conquistadas pelo MDB — isto é, em quase metade das 102 cidades alagoanas.
E pelo menos uma das derrotas foi amargada pessoalmente por Lira: a da cidade de Junqueiro, cidade natal de seu pai, Benedito de Lira.
Em uma eleição apertada, seu primo, Joãozinho Pereira (PP), teve 45,38% dos votos, e perdeu para o candidato do grupo de Renan, Leandro Silva (MDB), que teve 54,46% dos votos.
Aliança com JHC
Apesar de subirem juntos no palanque nestas eleições, a aliança de Lira e JHC passou por desavenças nos últimos meses.
Lira contava que indicaria a vice da chapa, que seria sua prima, Jó Pereira. O prefeito de Maceió, contudo, apoiou outro nome: o do senador Rodrigo Cunha, do Podemos, aliado do mesmo grupo político.
Só que a indicação pode atrapalhar os planos do presidente da Câmara para o futuro: a suplente de Cunha no Senado, Eudócia Caldas, é mãe de JHC — e, com a saída dele para a prefeitura, assume a vaga de vez. Caso se viabilize, pode ser candidata ao Senado em 2026.
No próximo pleito, cada estado terá eleição para dois senadores. Mas, é praticamente dado como certo que Renan Calheiros conquistaria uma das cadeiras. A entrada de Eudócia no jogo político, portanto, poderia dificultar a candidatura de Lira.
Senador Renan Calheiros (MDB-AL)
Pedro França/Agência Senado
Além disso, Lira teve uma participação tímida na campanha da capital e pode ter dificuldades para capitalizar a eleição.
Para parte do grupo político do prefeito, o triunfo de JHC teve pouca ligação com o presidente da Câmara, que não agregaria voto do eleitorado de Maceió.
Segundo aliados do prefeito, a aposta de JHC foi fugir da polarização nacional, seja sobre Lula e Jair Bolsonaro ou sobre a própria rixa entre Lira e Renan.
A campanha do agora prefeito reeleito teve como foco a sua gestão e as obras realizadas no período, com pouco espaço para aliados.
As tensões, no entanto, não levaram a um rompimento entre Lira e JHC. A possível candidatura do atual deputado ao Senado ainda é dada como certa, neste momento. Além disso, a aliança entre os dois continua sendo a principal resistência ao MDB em Alagoas.
Ao comemorar a vitória em uma rede social, JHC reforçou o slogan “Alagoas não tem dono!”, que pautou a campanha para a reeleição. A frase é endereçada ao grupo da família Calheiros que, pelo MDB, mantém a hegemonia política no estado, e o maior número de prefeituras, há 12 anos.
Por isso e pelo tamanho de Maceió, o prefeito é o principal cabo político de Lira em Alagoas.
O que dizem aliados de Lira
Aliados de Lira dizem que o deputado ficou satisfeito com o resultado das eleições.
Apesar de não ter entrado de cabeça na campanha de JHC, o presidente da Câmara apoiou o prefeito que se reelegeu com quase 380 mil votos — 83,25% da votação em Maceió, muito distante do candidato de Renan, Rafael Brito (MDB), que só conquistou 12,74%.
Além disso, o presidente da Câmara conseguiu uma “vitória afetiva”: a reeleição de Biu de Lira (PP), seu pai, com 68,12% dos votos, em Barra de São Miguel.
Ainda pelos cálculos do grupo de Lira, ele conseguiu eleger 42 prefeitos — considerando apoios a candidatos do PP e de outros partidos — que juntos somaram 800 mil votos em 102 municípios. Ou seja, um terço do eleitorado de Alagoas.
Isso, segundo estes aliados, mostraria força do presidente da Câmara para uma provável candidatura ao Senado em 2026.

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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