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Economia

Silveira diz não acreditar em ‘papo de autonomia’ e defende fim de mandato nas agências reguladoras

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Governo e agências reguladoras têm trocado farpas e queixas desde agosto. Situação da Aneel voltou a ser questionada pelo ministro de Minas e Energia após o apagão em SP. Ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira durante coletiva em São Paulo
TV Globo
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse nesta quarta-feira (16) que não concorda com o mandato dos diretores das agências reguladoras — que fiscalizam e regulamentam setores importantes da economia, como energia, aviação e petróleo.
“Eu não acredito nesse papo de autonomia. ‘Tem que ter mandato porque tem que ser autônomo, porque tem que fazer o que quer’. Isso é papo furado, porque todo mundo tem que ter autonomia”, declarou.
A fala de Silveira ocorreu durante coletiva na sede da pasta, em Brasília. O titular da pasta reiterou as críticas que tem feito à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e citou o apagão em São Paulo.
Governo e agências reguladoras trocam farpas e queixas; entenda os casos
Para o ministro, os diretores não deveriam ter tempo de mandato. Ele defende um modelo similar ao da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estatal de pesquisa do governo.
Na EPE, os diretores são indicados pelo ministério e eleitos pelo Conselho de Administração da estatal, no qual o governo tem maioria — um sistema similar ao da Petrobras. O tempo de gestão é de dois anos, com até três reconduções.
Aneel abre apuração que pode terminar com quebra de contrato com a Enel em SP
Mandatos ‘não coincidentes’
No modelo atual, as 11 agências reguladoras têm diretores indicados pelo governo, com sabatina pelo Senado e mandatos de até cinco anos.
Esses mandatos não são coincidentes, ou seja, só um diretor deixa a autarquia por ano — criando uma vaga para o governo indicar ou nome.
Segundo Silveira, se o mandato for mantido, o governo deveria adotar “punição” aos diretores das agências em caso de descumprimento de prazos. “Não pode é ser do jeito que está”, disse.
O ministro também defendeu uma ideia ventilada no governo de coincidir os mandatos das agências ao do governo. Ou seja, a cada novo governo, todos os diretores das agências seriam trocados.
Opinião de Lula
A ideia de promover uma mudança no período de chefia das reguladoras tem sido defendida pelo presidente Lula a aliados, como informou o blog Valdo Cruz, do g1.
O petista usou como exemplo o caso da Aneel que, atualmente, tem apenas diretores nomeados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Interlocutores do governo, no entanto, avaliam que proposta pode não ter viabilidade no Congresso.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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