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Política

Câmara aprova Dia da Conscientização da Dor Crônica; demora no diagnóstico é principal desafio para pacientes

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No mundo, um em cada cinco adultos sofre de dor, e 1 em cada 10 adultos é diagnosticado com dor crônica a cada ano, de acordo com dados da International Association for the Study of Pain. A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (16) a criação do Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Dor Crônica, a ser comemorado em todo dia 5 de julho. O projeto também define que os cursos da área de saúde devem ter disciplinas obrigatórias sobre a dor crônica.
O projeto é de autoria da deputada Bia Kicis (PL-DF) e foi relatado pela deputada Adriana Ventura (Novo-SP). A proposta segue para análise do Senado.
No mundo, um em cada cinco adultos sofre de dor, e 1 em cada 10 adultos é diagnosticado com dor crônica a cada ano, de acordo com dados da International Association for the Study of Pain.
Um dos principais desafios de quem sente dor crônica é identificar essa condição. “A dor era enxergada como um sintoma secundário de outra condição, mas hoje ela passou a ser vista como uma condição por si só, mas os profissionais ainda estão muito incapacitados para fazer esse diagnóstico”, diz Lívia Teixeira, farmacêutica-bioquímica PhD e pós-doutoranda em dor, criadora do projeto De Bem Com a Fibro.
Lívia só descobriu ter fibromialgia por trabalhar na área farmacêutica e ter se identificado ao ler sobre a doença. “Eu era uma pessoa que sempre tinha dor, mas nunca tinha uma explicação. E aí eu entendi que fazia parte da minha vida isso”, diz.
“Eu tenho dor desde criança e tive o diagnóstico com 24 anos. E isso porque eu fui atrás, porque eu trabalhava com medicamento para fibromialgia em uma farmacêutica. Eu descobri isso lá, porque nenhum medicamento me falou. Isso é uma coisa que poucas pessoas vão ter a oportunidade”, afirma.
Entenda o que é a dor crônica e como tratá-la
Pacientes com dor crônica frequentemente relatam um estigma sobre sua condição e afirmam que constantemente são questionados se realmente estão com dor durante momentos de lazer, por exemplo.
“As pessoas têm uma ideia de dor como dor aguda. Mas quando você tem uma dor crônica você aprende a conviver com ela, porque se não você não faz nada. Mas as pessoas não entendem isso”, diz Lívia. “A pessoa que tem dor crônica vai ficar mais reclusa nos momentos de crise, mas nos outros momentos ela também está lidando com sintomas.”
Rômulo Marques, neurocirurgião e chefe da central de dor do Instituto Neurológico de Goiânia, diz que o diagnóstico tardio impacta diretamente na capacidade de tratamento. “Quanto mais passa o tempo, maior a chance de sensibilização central, mecanismo genético de expressão de receptor que resulta em uma dor mais difícil de ser tratada”, diz. “É como se fosse uma memória dolorosa, isso vai se impregnando no sistema nervoso central.”
Com isso, é fundamental que os profissionais sejam bem capacitados para identificar a dor crônica.
Ensino sobre dor crônica
O projeto originalmente estabelecia que os cursos na área da saúde tenham disciplinas voltadas para a dor crônica. Este ponto, entretanto, foi retirado pela relatora Adriana Ventura, por essa ser uma prerrogativa do Conselho Nacional de Educação e do Ministério da Educação.
O Congresso recomendará então ao Ministério da Saúde que implemente o tratamento da dor crônica nas diretrizes dos cursos de saúde.
“Eu acho fundamental incluir uma disciplina de dor nos cursos”, diz Lívia Teixeira. “Sei que na prática vai demorar um pouco para a gente ver os resultados disso como sociedade, mas fazer esse movimento é como se a gente dissesse: isso importa, vocês precisam saber disso, porque sem isso vocês são profissionais incompletos.”
O projeto de lei também estabelece que em maio seja realizada a campanha “maio roxo”, de conscientização sobre a fibromialgia. Atualmente, o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Fibromialgia é comemorado, anualmente, no dia 12 de maio.
Com o mês de campanha, o objetivo é que as pessoas se conscientizem sobre o direito ao tratamento adequado e o acesso à assistência farmacêutica, bem como sobre os benefícios das práticas complementares para o tratamento.
Segundo o neurocirurgião Rômulo Marques, as dores complexas dependem de um trabalho transdisciplinar. Esses tratamentos podem incluir psicólogos, fisioterapeutas, cirurgiões e também tratamentos alternativos. “A interação desses grupos levam a uma eficácia maior. Estudos sustentam que quando o paciente é submetido a equipe transdisciplinar, ele tem maior sucesso.”
A enfermeira e acupunturista Patrícia Lucas trabalha diariamente com práticas complementares para tratamento de dor crônica. “O paciente com dor crônica passa por muitos médicos. Ele chega no consultório falando: ‘já fiz de tudo e não sei mais o que fazer’. Mas o caminho deveria ser o oposto, as práticas integrativas podem caminhar juntas com o tratamento tradicional”, afirma.
Segundo ela, uma das principais consequências da dor crônica é a hipervigilância, ou seja, o excesso de atenção que o paciente dá para a dor que sente. O pensamento constante sobre essa situação impacta diretamente na qualidade de vida do paciente, que molda sua rotina para comportar esse novo componente de dor.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamentos alternativos para a dor, as chamadas Práticas Integrativas e Complementares (PICS). Entre elas, estão a acupuntura, auriculoterapia, aromaterapia, entre outras.
Segundo Patrícia, nem todas as terapias são eficientes para todos os pacientes. “Cada pessoa tem uma sensibilidade específica e uma resposta específica.”
Para além das possibilidades de tratamentos, Rômulo Marques destaca uma ação fundamental em todos os casos. “O principal fator de sucesso é a informação. A equipe tem que ter informação e o paciente tem que ter informação também, porque uma vez que ele entende que todas as etapas são importantes para a vida dele, ele tem uma adesão maior e ele evolui maior.”

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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