Política
Secretário de Segurança diz que houve falha no planejamento para receber torcedores do Penãrol no Rio
Confusão começou com a prisão em flagrante de um uruguaio por furto. Grupo não gostou e passou a depredar tudo. Aurinegros jogam nesta quarta-feira (23) à noite contra o Botafogo, pela Libertadores. Confusão com torcedores do Peñarol
O secretário de Segurança do Rio de Janeiro disse, em entrevista ao Estúdio i, que houve falha no planejamento para receber os torcedores do Penãrol na capital fluminense. Mais de 250 uruguaios foram detidos depois de se envolverem em uma briga generalizada com a Polícia Militar na orla do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio.
O governador Cláudio Castro confirmou que os aurinegros serão expulsos do estado depois de serem autuados na Cidade da Polícia.
“Com certeza tinha uma certa previsibilidade, planejamento é vislumbrar o pior cenário e estar preparado para ele e isso não aconteceu nesse caso. Subestimaram o evento, o número de policiais era inadequado para a quantidade de torcedores criminosos, já não bastassem os criminosos que temos no Rio de Janeiro”, destaca o secretário Victor Santos.
“Houve uma falha no planejamento e isso causou esse tipo de problema. Foi falha, sem dúvidas, isso é inadmissível, seja por parte do planejamento seja por esses criminosos que levaram transtorno e prejuízo para os comerciantes”, continua ele.
Mais cedo, o prefeito Eduardo Paes (PSD) disse: “Alertamos algumas vezes a Polícia Militar que o local e o modelo trariam esses problemas!”.
Questionado, o Victor Santos disse que não sabe se o prefeito comunicou ao batalhão local e que o planejamento de segurança não cabe à prefeitura, mas sim ao estado.
“Não cabe à prefeitura, mas sim ao estado, que é nossa responsabilidade. Se quem planejou subestimou, é isso que será apurado para que não ocorra novamente”, afirma ele.
Os uruguaios vieram à cidade para o jogo de ida da semifinal da Conmebol Libertadores contra o Botafogo, nesta noite.
Segundo a Polícia Militar, a confusão começou por volta do meio-dia, depois que um dos torcedores furtou um celular de uma padaria (entenda abaixo). Foi quase uma hora e meia de selvageria e vandalismo praticamente sem repressão até que chegassem reforços da própria PM e do Corpo de Bombeiros.
Autoridades afirmaram que o grupo será escoltado para fora do estado e não assistirá à partida.
Pelo menos 200 aurinegros foram detidos. Uma arma foi apreendida.
Torcedores do Peñarol detidos pela Polícia Militar do Rio de Janeiro
Reprodução/ TV Globo
80 minutos de horror
Entre 12h e 13h20, aurinegros, muitos escondendo o rosto, usaram paus e pedras para atacar os poucos policiais militares no local e até banhistas. PMs tentavam contê-los com bombas de efeito moral, em vão.
A confusão se agravou. Praticamente todo o mobiliário de um quiosque no calçadão foi furtado: mesas serviam de escudo, e armações de barracas, de porrete. O que estivesse ao alcance da turba, como garrafas de vidro e latas, era atirado contra quem tentasse detê-los.
No asfalto, uma moto acabou incendiada. O trânsito da Avenida Lúcio Costa foi interditado por segurança.
Na areia, mais vandalismo. Um carrinho usado para guardar barracas e cadeiras de praia foi saqueado, e os objetos, também usados como arma.
Por volta das 13h15, homens do Batalhão de Choque chegaram e foram cercar os vândalos.
Em represália, moradores do entorno saquearam um dos ônibus de excursão dos torcedores e atearam fogo ao coletivo.
Às 13h20, quando as forças de segurança estavam em maior número, um grupo foi contido e obrigado a se sentar no chão. Todos seriam levados para a Cidade da Polícia.
Como tudo começou
Torcedor do Peñarol furta o celular de padaria
Reprodução/TV Globo
O grupo uruguaio chegou no início da manhã à Praia do Pontal em 3 ônibus de turismo. Um dos torcedores, segundo a PM, furtou o celular de uma padaria — o crime foi flagrado pela câmera de segurança do estabelecimento.
Uma equipe do Batalhão Especializado em Policiamento de Estádios (Bepe) que escoltava os aurinegros foi acionada e conseguiu localizar o ladrão. Com a prisão em flagrante, os ânimos se exaltaram, e os uruguaios iniciaram a baderna.
Outros comerciantes foram saqueados, e os homens do Bepe não conseguiram impedir o vandalismo.
LEIA MAIS:
Dono de moto incendiada tinha pago só 1 parcela
Varela, do Flamengo, é visto na confusão
A barbárie dos uruguaios em FOTOS
Relembre outras confusões dos aurinegros
Fotos da selvageria
Torcedores do Peñarol usam mesas como escudo em confronto na orla do Recreio dos Bandeirantes
Reprodução/ TV Globo
Torcedores do Peñarol com pedaços de pau na região da Praça do Pontal
Reprodução/ TV Globo
Policiais enfrentam torcedores do Peñarol na orla do Recreio dos Bandeirantes
Reprodução/ TV Globo
Torcedor com tampa de lixeira e pedaço da pau no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio
Reprodução/ TV Globo
Torcedor ensanguentado no meio de confronto na Zona Oeste do Rio
Reprodução/ TV Globo
Motos incendiadas em confusão envolvendo torcedores do Peñarol na Zona Oeste do Rio
Reprodução/ TV Globo
Torcedores do Peñarol se envolvem em confusão perto da Praia do Pontal
Reprodução/ TV Globo
Motos foram incendiadas na orla do Recreio
Reprodução/TV Globo
Torcedores do Peñarol colocam fogo em ônibus, no Rio
Reprodução
Pistola apreendida com torcedores do Peñarol no Rio
Reprodução
Rotina de problemas
Roberto Vieira de Almeida morreu após ser agredido em briga com torcedores do Peñarol
Arquivo pessoal
Esta não é a primeira vez que torcedores do Peñarol se envolvem em confusões quando o time vem jogar no Rio.
Em setembro, houve uma briga na Praia da Macumba, bem próximo ao confronto desta quarta.
Em 2020, um torcedor do Flamengo morreu após ser agredido por torcedores do Peñarol.
Em 2019, cerca de 100 torcedores do Peñarol foram detidos após confusão na orla do Leme, na Zona Sul.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
-
Mato Grosso do Sul4 anos agoEXPOGRANDE SEM SHOWS DE ARTISTAS REGIONAIS. VOCÊ CONCORDA?
-
Política4 anos ago
Mercado financeiro eleva estimativa de crescimento do PIB de 2023 para 0,85%
-
Ciência e Saúde4 anos ago
Sono irregular aumenta o risco de aterosclerose e doença cardiovascular
-
Ciência e Saúde4 anos ago
A melhor hora para criar músculos é agora!
-
Economia4 anos ago
Reforma tributária: Fazenda defende ‘mínimo possível de exceções’ ao novo imposto sobre consumo
-
Economia4 anos ago
Ibovespa opera em queda, com plano de crescimento da China e âncora fiscal em foco
-
Economia4 anos ago
Centro-oeste de SP inicia semana com quase 500 vagas de emprego; veja como se candidatar
-
Política4 anos agoJoias para Michelle: fatos revelam ‘procedimento padronizado e conduta exemplar’ de auditor, diz Sindifisco


