Política
Ana Flor, Andréia Sadi, Julia Duailibi e Natuza Nery analisam discursos de Lula e Alckmin no lançamento da chapa
Comentaristas citam principais diferenças no tom do evento de oficialização da chapa Lula-Alckmin, que aconteceu neste sábado (7), em São Paulo. Apoiadores aplaudem começo do evento para lançamento da chapa Lula-Alckmin
Marina Pinhoni/g1
Confira abaixo as análises das comentaristas da GloboNews Ana Flor, Andréia Sadi, Julia Duailibi e Natuza Nery sobre os discursos feitos neste sábado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) durante o ato que oficializou a chapa de ambos à Presidência nas eleições de outubro.
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Ana Flor
A comentarista ressaltou o peso do termo “soberania” na fala do petista. “[O discurso] tenta mostrar um Lula sem rancor, que quer unir o país. Fala frases fortes a respeito dos ataques à democracia, a volta do fascismo. Talvez a palavra mais utilizada por Lula nesse discurso tenha sido ‘soberania’, uma palavra muito cara aos círculos militares. Dá a entender que ele manda um recado para os meios militares, dizendo que soberania está muito além das relações internacionais ou das nossas fronteiras, soberania é reconstruir um país. Há um recado muito forte exatamente numa semana em que o presidente Bolsonaro se ancorou nos círculos militares mais próximos dele para fazer novos ataques à Justiça Eleitoral ao Supremo Tribunal Federal. As ameaças de Bolsonaro são respondidas também no discurso de Lula, em que ele usa a palavra ‘soberania’ dezenas de vezes.”
“Ele tenta fazer um desagravo à Dilma, ela que sempre é muito atacada, até mesmo dentro do PT, por conta da grave recessão q houve a partir do seu governo, que acabou, em 2015 e 2016, levando o Brasil a uma recessão muito séria”, diz Ana Flor.
“[Lula] fala de toda a sua trajetória depois que saiu do governo, diz que não levará rancor ou ódio, talvez até numa tentativa de reeditar o Lula paz e amor que ganhou a eleição de 2002”, finaliza.
Ana Flor ressalta palavra ‘soberania’ em discurso de Lula: ‘Manda um recado para o país, para os meios militares’
Andréia Sadi
Sadi avaliou que a campanha do PT, que passava por uma crise de comunicação, conseguiu se reorganizar. “Foi um evento cheio de recados, era exatamente isso o que a campanha do Lula queria, depois do que a gente chama de ‘freio de arrumação’ da organização da campanha. O PT, como a gente vem contando nas últimas semanas, estava passando por algumas crises: uma crise na comunicação, tem crise até na área júridica. E principalmente uma crise na fala, nos discursos do ex-presidente Lula, quando ele fala de improviso, como é tradicional e está acostumado a fazer, mas nas últimas semanas ele cometeu alguns deslizes que passaram a preocupar a coordenação da campanha.”
“Destaquei alguns pontos para mostrar que eles conseguiram alcançar o objetivo, que era passar recados, dar o tom que vai ter a campanha do Lula. Teve uma mudança da estética, do visual: a gente está acostumado a ver o vermelho bem forte, muito bordão do PT, mas esta foi uma mudança proposta pelo novo marqueteiro, Sidôneo Palmeira, e todo mundo topou. Esse slogan, ‘Vamos juntos pelo Brasil’, passando essa imagem de que é de fato uma frente ampla de todos contra o bolsonarismo, esta é a mensagem que o PT quer passar.”
E completou: “A tônica da campanha será toda em cima disso: ‘Este é o Brasil do Lula, este é o Brasil do Bolsonaro. O que vc quer?’. Ou seja, também está dizendo para o eleitor, para a sociedade, que, assim como a campanha do Bolsonaro, eles já se enxergam no segundo turno, disputando um contra o outro. Eles estão ignorando qualquer terceira via, qualquer outra opção. Por isso que falo que o tom vai ser de plebiscito. Hoje o PT conseguiu pautar, não ser pautado por uma pauta de costumes ou segurança pública, como o bolsonarismo gosta”.
Andréia Sadi: ‘Hoje o PT conseguiu pautar e não ser pautado’
Julia Duailibi
Para Duailibi, o discurso de Lula fez acenos para o eleitor de centro, mas foi mais voltado para os da esquerda. “Ele conseguiu evitar a munição contra ele mesmo e fez um discurso voltado para a esquerda. A sinalização para o centro é muito sutil. Ele fala sobre cultura, povos indígenas, racismo, meio ambiente, direitos trabalhistas, valorização real do salário mínimo, cita Paulo Freire, um símbolo muito defendido pela esquerda. Ele fala de Dilma, cita José Dirceu, é um pacote falando para os dele.”
A comentarista ressalta também recados para os empresários. “Olhando para o empresariado, para o PIB, que é um publico com o qual ele tem que falar, e os aliados têm dito isso, ele fala sobre ambiente de estabilidade e o retorno justo para o empresário – e com isso manda um recado também para o público dele [Lula]. Fala que é importante ter um ambiente de tranquilidade para você criar um mercado consumidor e os empresários venderem.”
E finaliza: “Entra na questão da democracia, que é importante como um todo. Fala que a gente precisa de calma e tranquilidade, ‘chega de tensões’, trabalha essa ideia o tempo inteiro e fala sobre a legalidade, quando cita o processo democrático. Então ele junta esse recado do ambiente estável e seguro para o empresariado, para o PIB produzir, com a ideia da democracia, e dá a seguinte frase: ‘Vamos devolver o fascismo para o esgoto da história, de onde ele não deveria ter saído'”.
“Quando fala sobre economia, cita feitos dos governos do PT, especificamente os dele, critica o governo atual na ara da economia, cita vários programas do PT e fala que o partido conseguiu, com esses programas, fazer uma revolução democrática. Neste ponto ele faz exatamente o que foi orientado por integrantes do partido: focar na questão da economia, na situação da população, na pobreza, mostrar o que foi feito e evitar entrar em pontos polêmicos, em cascas de banana”.
Duailibi sobre Lula: ‘Discurso produzido para a esquerda, mas que não produz munição contra ele no centro e em setores da direita’
Natuza Nery
Natuza fez um comparativo entre os eventos de lançamento de campanhas do PT que já cobriu e destacou as três principais diferenças que observou no ato deste sábado.
“Tinha muito mais verde e amarelo do que em todos os outros eventos de candidatura. Acompanhei, cobrindo como jornalista, todos os lançamentos de candidatura petista desde 2006, e essa teve muitas diferenças. A começar do início: assim que eu coloco o pé dentro do evento, a primeira pessoa que encontro é um tucano histórico, Floriano Pesaro. Floriano era um tucano, porque também saiu do tucanato e foi para o PSB, e eu era muito acostumada a ouvi-lo sobre propostas de política social do PSDB. E aí perguntei para ele como estava se sentindo – o evento ainda não tinha começado. Ele respondeu assim: ‘Olha, não é facil, eu diria até que é estranho, mas do ponto de vista do campo democrático, faz todo o sentido do mundo, porque não dá para suportar o outro lado. Então, nos bastidores esta foi a primeira grande diferença.”
E completa: “Quando entrei no lugar do evento, tinha muita gente, muita bandeira do PT, mas tinha muito branco, muito azul, a começar pelo slogan: ‘Vamos juntos pelo Brasil’. No fundo, já quando Lula entra e começa a discursar, nós víamos a bandeira do Brasil. Foi um lançamento de campanha muito menos vermelho do que todos os outros os quais eu cobri, esta é a segunda diferença. E a terceira grande diferença é a presença de Geraldo Alckmin, com um discurso que foi bem recebido pela plateia, mais bem recebido até do que aquele primeiro discurso que ele fez no evneto com a centrais sindicais, quando ele foi criticado por ter ‘lulado’, porque ele estava muito mais Lula do que Geraldo Alckmin. Hoje estava lá o mesmo Geraldo Alckmin de sempre”.
Natuza: Lançamento de chapa Lula-Alckmin ‘foi muito menos vermelho’ do que em anos anteriores
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Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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