Economia
Ações da Azul disparam mais de 9%, após empresa anunciar acordo de financiamento adicional com credores
Medida vem como parte da reestruturação que a empresa visa fazer para fortalecer o caixa e aliviar preocupações com a situação financeira da companhia. Estreia do avião ATR 72-600, de 70 assentos, da Azul.
Azul Linhas Aéreas/Divulgação
As ações da Azul subiam mais de 9% nesta segunda-feira (28), após a companhia anunciar que chegou a um acordo com credores para obter um financiamento adicional.
A medida vem como parte da reestruturação que a empresa visa fazer para fortalecer o caixa e aliviar as preocupações dos investidores sobre a situação financeira da companhia aérea.
Pelo novo acordo com os detentores de títulos, a companhia aérea receberá US$ 150 milhões (R$ 854,5 milhões) nesta semana e outros US$ 250 milhões (R$ 1,4 bilhão) até o final do ano, totalizando os US$ 400 milhões (cerca de R$ 2,3 bilhões) que a empresa vinha tentando levantar.
O acordo, acrescentou a Azul, pode incluir outros US$ 100 milhões (R$ 569,7 milhões) em financiamento e uma possível troca de dívida por ações no valor de até US$ 800 milhões (R$ 4,6 bilhões), caso a empresa consiga melhorar ainda mais seu fluxo de caixa e reduzir seus custos em cerca de US$ 100 milhões por ano.
No começo do mês, a companhia já havia anunciado um acordo com arrendadores de aeronaves e fabricantes de equipamentos para trocar cerca de R$ 3 bilhões em obrigações de dívida por emissão de novas ações da empresa.
O novo acordo foi considerado por analistas como fundamental para fortalecer a posição de caixa da companhia aérea.
“Isso é uma coisa muito bacana, porque vai fazer uma desalavancagem muito rápida da Azul”, disse o presidente-executivo da companhia aérea, John Rodgerson.
“Essa é uma opção que agora eu tenho, e estou super confiante que eu vou pegar”, acrescentou o executivo.
Ele destacou que entre as formas de a Azul atingir a redução de custos proposta estão negociações com arrendadores e fabricantes como Embraer, Airbus, GE e Pratt & Whitney, da RTX.
Rodgerson reconheceu que os acordos implicam uma diluição de capital, mas minimizou preocupações. “Claro que vai ter diluição, mas em uma empresa muito mais forte… É muito melhor que eu tenha um pedaço menor de um bolo bem maior”, afirmou.
O anúncio desta segunda-feira, segundo a Azul, inclui também um acordo para melhorar o fluxo de caixa em US$ 150 milhões (R$ 854,5 milhões) por meio da redução de certas obrigações com arrendadores e fabricantes de equipamentos nos próximos 18 meses.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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