Política
PSD confirma liderança no 2º turno e será partido com mais prefeitos no país, na frente de MDB e PP
Ao todo, o PSD venceu em 887 municípios. O MDB ganhou em 856 e o PP, 747. O PSDB caiu quase pela metade e PSOL não elegeu nenhum prefeito.
O PSD é o partido com o maior número de prefeitos eleitos nas eleições municipais de 2024. A liderança que a sigla conquistou já no 1º turno foi confirmada após o fim das apurações neste domingo (27), com votações em 51 cidades em 2º turno.
Essa é a primeira vez em ao menos 20 anos que o MDB é superado por outra legenda em total de prefeituras pelo país. O terceiro lugar ficou com o PP, do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
Veja a quantidade de vencedores por legenda:
PSD: 887
MDB: 856
PP: 747
Ao todo, o país teve disputas em 5.569 municípios.
Na lista de partidos com mais prefeitos eleitos, o União Brasil ocupa a 4ª posição, com 578 vencedores. O PT, sigla do presidente Lula, aparece em 9º, com 252 nomes, atrás de legendas como PL (516), Republicanos (435), PSB (309) e PSDB (274). (veja o gráfico por partido mais abaixo)
Disparada do PSD e perdas do PSDB
O PSD, fundado em 2011 por Gilberto Kassab, foi o partido que mais avançou em números absolutos de prefeitos eleitos. O total de municípios conquistados pela sigla subiu de 656 em 2020 para 887 em 2024 — uma alta de 231, ou 35%.
Desde a sua primeira eleição, em 2012, o PSD vem registrando um crescimento constante. Em seu ano de estreia, o partido de Kassab, já considerado por ele “de centro” e “independente”, venceu em 492 municípios. Agora, passados 12 anos, o número quase dobrou, chegando aos 887.
O resultado fez o PSD desbancar o MDB, que liderou o país em número de prefeitos eleitos ao longo dos últimos 20 anos.
Veja abaixo, desde 2004, a evolução do PSD e de outras siglas em total de prefeitos eleitos no 1º turno:
Os dados também mostram o enxugamento do PSDB pelo país. A sigla — que governou o estado de São Paulo por quase 30 anos e travou importantes disputas com o PT pelo protagonismo nacional — viu o número total de cidades conquistadas cair de 523 em 2020 para 274 em 2024.
O recuo de 249 (48%) no número total de prefeituras neste ano torna o PSDB a sigla com as maiores perdas absolutas pelo país em relação às últimas eleições municipais, em 2020.
Em comparação com 2004, quando 869 candidatos do partido foram eleitos, o número de municípios perdidos chega a 595 — o que representa um recuo de quase 70% nos últimos 20 anos.
O resultado eleitoral do PSDB em São Paulo ajuda a exemplificar o momento pelo qual passa o partido. O candidato da legenda para a disputa na capital paulista, José Luiz Datena, obteve apenas 1,84% dos votos válidos, número menor do que o vereador mais votado da cidade.
Além disso, a sigla que tem em sua história nomes como Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Mário Covas e Geraldo Alckmin não elegeu nenhum vereador em São Paulo. A legenda teve, ao todo, 49 candidaturas para a Câmara Municipal.
Por região
Centro-Oeste
O União Brasil foi o partido com mais prefeitos eleitos na região, com 155 (33% do total). Na sequência, aparecem MDB, com 75 (16%), e PSDB, com 54 (12%) prefeitos. Com o resultado, o União segue na liderança do Centro-Oeste, já que em 2020 o DEM liderava com 99 prefeitos eleitos — DEM e PSL se fundiram em 2022 e criaram o União Brasil.
Nordeste
O MDB somou 281 prefeitos eleitos, o que representa 16% do total, e superou o PP, que liderou em 2020 (à época, fez 289 prefeituras). Agora, o PP terminou na 4ª posição, com 214 eleitos (12%), atrás de PSD (274 ou 15%) e empatado com o PSB (214 ou 12%), além do MDB.
Partido do presidente Lula, o PT melhorou seu desempenho na região em comparação a 2020: saiu da 9ª posição, com 90 prefeitos (5%), para a 5ª, com 170 eleitos (9% do total). O aumento é de 89%.
Funciona assim: O que faz o prefeito?
Norte
Como ocorre desde 2000, o MDB segue como partido que mais elegeu prefeitos na região: 110 (25%). Na sequência estão União Brasil, com 101 (23%), e Republicanos, com 81 (18%).
A distância do MDB, que tinha o dobro de eleitos em relação ao 2º colocado em 2020 (114 contra 57 do PSD), caiu para apenas 9 prefeitos. Ao mesmo tempo, o União quase dobrou seus candidatos, com os 54 em 2020 (entre DEM e PSL) para os 101 deste ano.
Sudeste
O partido com melhor desempenho no Sudeste foi o PSD, que pulou da 4ª posição em 2020 para a liderança de prefeitos eleitos nesta eleição: de 154 para 354 (22% do total). Na 2ª posição ficou o PL, com 184 prefeitos (11%), seguido do Republicanos, que teve 180 (11%).
Então líder, o PSDB caiu para a 7º, com 84 prefeituras. A redução é de 68% em comparação aos 263 prefeitos em 2020. O PT de Lula teve aumento nesta eleição: subiu de 33 prefeituras na região para 42 (2,5% do total), alta de 24%.
Sul
O PP desbancou o MDB e fechou a Eleição de 2024 com mais prefeitos: 278 (23%), contra 225 (19%) do rival – que liderou em 2020, com 258 eleitos. Depois dos dois, o PSD obteve 217 prefeituras (18%), alta em comparação às 177 conquistadas quatro anos atrás.
Veja os destaques do 2º turno em 2024:
Abstenção alta: cerca de 29% dos eleitores faltaram à votação neste domingo. Em São Paulo, a abstenção foi a maior da história em um 2º turno (31,54%);
O PSD, presidido por Gilberto Kassab, é o partido que vai liderar a maior parte da população do país a partir de 2025. Entre as capitais, a legenda vai comandar Rio e Belo Horizonte. Em São Paulo, fez parte da coligação vitoriosa que reelegeu Ricardo Nunes, do MDB. O MDB, aliás, será o segundo partido com mais prefeituras no país e seguirá no poder na capital paulistana;
O PT disputava o segundo turno em quatro capitais e levou só em uma: Fortaleza. Em São Paulo, Porto Alegre e Cuiabá, sofreu duras derrotas;
O PL, de Bolsonaro, ganhou em apenas duas das 9 capitais para as quais concorria no 2º turno: Cuiabá e Aracaju. Ainda assim, está entre as legendas que mais conquistaram prefeituras nas principais cidades do país;
Cerca de 80% dos prefeitos que tentaram a reeleição conseguiram um novo mandato. Nas capitais, 16 prefeitos se reelegeram;
Na capital paulista, Ricardo Nunes ganhou em todas as zonas eleitorais em que Pablo Marçal (PRTB) venceu no 1º turno;
Principal fiador da candidatura de Nunes, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), saiu fortalecido como nome da direita para a disputa presidencial de 2026. Em seu discurso da vitória, Nunes o chamou de “líder maior”;
No dia da eleição, o clima entre as campanhas em São Paulo voltou a esquentar: Tarcísio disse que a polícia interceptou mensagem do PCC orientando voto em Boulos, que em seguida entrou com uma ação de investigação eleitoral por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação;
Ribeirão Preto (SP) foi a cidade com a votação mais apertada no 2º turno: 50,13% contra 49,87%. Entre as capitais, a disputa mais acirrada foi em Fortaleza: Evandro Leitão (PT)teve 50,38% dos votos válidos, contra André Fernandes, que teve 49,62%;
Nas eleições deste ano, 17 dos 26 prefeitos eleitos em capitais declararam patrimônios milionários. Com mais de R$ 313 milhões, Sandro Mabel (União), de Goiânia, é o prefeito mais rico do Brasil.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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