Economia
Jornal The Guardian anuncia decisão de não publicar mais no X: ‘conteúdo perturbador’
Segundo o veículo, as vantagens de usar a rede social são inferiores aos “aspectos negativos”. Jornal destacou os discursos de ódio permitidos na plataforma, as teorias da conspiração de extrema direita e o racismo como fatores decisivos. The Guardian publica decisão de não estar mais no X e explica motivos
Reprodução
O jornal britânico The Guardian anunciou, nesta quarta-feira (13), a decisão de não publicar mais conteúdos em nenhuma de suas contas oficiais no X (antigo Twitter).
Em comunicado enviado aos leitores, o veículo classificou as vantagens de usar a rede social do bilionário Elon Musk como inferiores aos “aspectos negativos” de estar presente na plataforma, afirmando ainda que o X oferece um “conteúdo frequentemente perturbador”.
Entre os fatores que pesaram na decisão, o The Guardian destacou os discursos de ódio permitidos na plataforma, as teorias da conspiração de extrema direita e o racismo.
Segundo o comunicado, as eleições presidenciais nos Estados Unidos — que acabaram com a vitória do republicano Donald Trump contra a republicana Kamala Harris — apenas reforçou uma ideia que já era “considerado há um tempo”.
“A campanha eleitoral presidencial dos EUA serviu apenas para sublinhar o que consideramos há muito tempo: que X é uma plataforma de mídia tóxica e que seu proprietário, Elon Musk, tem sido capaz de usar sua influência para moldar o discurso político”, disse o jornal.
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Os profissionais do jornal poderão continuar usando o X, de acordo com a publicação, que também informa que, eventualmente, poderá usar conteúdos originários da plataforma em suas reportagens.
O The Guardian tem mais de 80 contas oficiais no X, com cerca de 27 milhões de seguidores, e já começou a apagar essas páginas.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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