Economia
Sob Milei, risco-país da Argentina atinge nível mais baixo desde 2019
Índice caiu ao menor patamar desde julho daquele ano, conforme mercados demonstravam confiança com o superávit fiscal, combate à inflação e recompras de dólares do governo. O presidente da Argentina, Javier Milei, demitiu a ministra das Relações Internacionais, Diana Mondino
Matias Baglietto/Reuters
O índice de risco-país da Argentina caiu nesta quinta-feira para seu nível mais baixo desde julho de 2019, conforme mercados demonstravam confiança no desempenho da dívida pública, no superávit fiscal, no combate à inflação e nas recompras de dólares do governo sob o comando do presidente libertário Javier Milei.
O benchmark de risco do JPMorgan, que mostra o spread de rendimento dos títulos em relação à dívida comparável dos EUA, caiu para 784 pontos-base às 11:05 (de Brasília), depois de ultrapassar a barreira dos 800 pontos-base no fechamento do mercado na quarta-feira.
A queda acentuada no risco-país da Argentina, uma medida da exposição ao investimento, é crucial para o acesso do país ao crédito internacional. Isso ocorre no momento em que o país se prepara para renegociar um contrato de empréstimo maciço de 44 bilhões de dólares com o Fundo Monetário Internacional, com vencimento em dezembro.
Há um ano, nos últimos meses do governo peronista de centro-esquerda de Alberto Fernández, o risco-país estava em torno de 2.500 pontos.
O índice tem apresentado uma tendência de queda desde que Milei assumiu o cargo em dezembro de 2023, trazendo duras medidas de austeridade e reformas pró-mercado que ajudaram a reverter um déficit fiscal arraigado e a melhorar as finanças do Estado.
A agenda de corte de custos de Milei elevou a pobreza e prejudicou o crescimento econômico, mesmo que tenha resultado em paridades recordes de títulos, altas na Bolsa de Valores de Buenos Aires e recuperação das reservas do banco central.
“Estamos exterminando a inflação”, disse Milei em um evento público na quarta-feira, um dia depois que dados oficiais mostraram que a inflação anual caiu abaixo de 200% em outubro pela primeira vez em quase um ano, embora os consumidores ainda se sintam pressionados por uma das taxas de inflação mais altas do mundo.
Argentina: pobreza 15,7 milhões de pessoas; situação afeta 52,9% da população
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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