Política
Mauro Cid chega ao Supremo para audiência de esclarecimentos sobre delação
Audiência foi marcada pelo ministro Alexandre de Moraes após relatório da Polícia Federal apontar omissões e contradições entre o depoimento do militar e as investigações sobre o planejamento para matar autoridades em 2022. Tenente Coronel Mauro Cid durante depoimento na CPI. Nesta quinta (24) a CPI do 8 de Janeiro do Distrito Federal (DF) ouve o Tenente Coronel Mauro Cid ex ajudante de ordem do Ex-Presidente Jair Bolsonaro
TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde desta quinta-feira (21), para uma audiência sobre seu acordo de delação premiada.
Cid deve prestar esclarecimentos depois de um relatório da Polícia Federal apontar omissões e contradições entre seu depoimento da última terça-feira (19) e as descobertas dos investigadores sobre um plano para matar autoridades em 2022.
À PF, Cid afirmou que desconhecia a trama para assassinar o presidente Lula, o vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes. No entanto, as apurações sobre os preparativos surgiram a partir de conversas encontradas em seu celular.
Ao convocar a audiência, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que ela servirá para “esclarecimentos relacionados aos termos da colaboração (regularidade, legalidade, adequação e voluntariedade)”. Caberá a ele decidir sobre o destino da delação fechada entre Cid e a Polícia Federal.
🔎Esses requisitos estão previstos na lei que traz as regras para a delação. Se não forem cumpridos, o acordo pode ser desfeito. As provas obtidas a partir das declarações, no entanto, podem ser mantidas.
Ao blog da Andréia Sadi, a defesa do militar afirmou que não existe motivo para que Cid perca os benefícios de delação premiada. E que, se o acordo for anulado, ele vai recorrer da decisão (veja mais abaixo).
A delação premiada de Mauro Cid já esteve em jogo em março deste ano. Na ocasião, o militar foi preso depois de prestar depoimento no Supremo, após a divulgação, pela revista Veja, de áudios em que ele se dizia pressionado nos depoimentos que prestou à polícia.
O g1 explica os detalhes da colaboração premiada e os possíveis próximos passos.
O que é a delação premiada?
A delação premiada, conhecida também como colaboração premiada, é um acordo feito entre uma pessoa investigada por crimes, o Ministério Público e a Polícia Federal.
De um lado, as autoridades podem obter informações úteis para a solução do caso; de outro, o investigado pode garantir benefícios no processo penal e na condenação.
A lei define a colaboração como um meio de obtenção de prova. Na prática, o relato dos colaboradores traz possíveis caminhos para que a polícia desenvolva as investigações.
Para serem válidas, as delações precisam seguir as regras previstas em lei: devem revelar informações relevantes, como a identidade dos outros participantes e estrutura hierárquica e a divisão de tarefas do grupo criminoso; também deve ser feita pelo colaborador de forma voluntária.
Pelas regras, uma delação não pode servir, por si só, como base para a apresentação de denúncias ou para uma condenação em processo penal. Ou seja, ela precisa ser confirmada por outras apurações feitas pelos investigadores, com provas independentes.
O procedimento, que pode ser feito pela polícia ou Ministério Público, passa por análise da Justiça, que pode homologar (validar) ou não os termos do acordo.
Em que situações ela pode ser desfeita?
O acordo entre investigado e autoridades pode ser desfeito quando os requisitos da colaboração (citados acima) não são cumpridos. Além disso, a negociação pode ser anulada se houver “omissão dolosa” de fatos por parte do colaborador.
Nestas situações, cabe à Justiça avaliar se os termos da negociação foram descumpridos, a partir das informações repassadas pelos investigadores.
Nesse procedimento, o próprio colaborador também é ouvido, para apresentar sua versão. É o que vai acontecer nesta quinta, quando Cid será chamado a prestar esclarecimentos sobre sua conduta.
Quando foi validado o acordo com Mauro Cid?
O acordo de delação de Mauro Cid foi homologado, ou seja, validado pelo ministro Alexandre de Moraes em setembro do ano passado. A negociação foi feita entre o militar e a Polícia Federal.
Cid tinha sido preso meses antes, em maio daquele ano, em uma operação da PF sobre a fraude em cartões de vacina.
Ao validar o acordo, Moraes também concedeu liberdade provisória a Cid, com a aplicação de medidas de restrição de direitos:
uso de tornozeleira eletrônica;
limitação de sair de casa aos fins de semana e também à noite;
obrigação de se apresentar à Justiça, suspensão do porte de armas;
proibição de usar redes sociais e de falar com outros investigados;
cancelamento do passaporte; e
proibição de viagens ao exterior e afastamento das funções no Exército.
Na decisão, o ministro alertou que o descumprimento das medidas levaria Cid novamente à prisão.
O que aconteceu durante a vigência do acordo de Mauro Cid?
Em março deste ano, a revista Veja divulgou áudios em que Mauro Cid acusou investigadores de irregularidades na condução da delação.
Na ocasião, Cid foi chamado ao Supremo para explicações. Disse que os áudios eram “mero desabafo”.
Negou pressões dos investigadores, afirmou que a delação foi feita de forma voluntária e que o procedimento seguiu a lei.
Após o depoimento, ele saiu da Corte preso por descumprimento das medidas cautelares e por obstrução de Justiça.
Em maio, Moraes concedeu nova liberdade provisória a Cid. Também entendeu que a delação continuava regular e deveria ser mantida.
“Não se verifica a existência de qualquer óbice à manutenção do acordo de colaboração premiada nestes autos”, declarou.
À época, a Procuradoria-Geral da República (PGR) também defendeu a manutenção do acordo.
“Os elementos trazidos aos autos indicam que o investigado segue contribuindo com as investigações e que permanecem hígidos os requisitos legais do acordo de colaboração premiada”, sustentou a PGR.
Por que a delação de Mauro Cid corre risco novamente?
O aprofundamento das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022 levou a Polícia Federal a deflagrar, na última terça-feira (19), a operação Contragolpe.
Na ação, foram presas cinco pessoas acusadas de planejar a morte do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes.
O ponto de partida desta apuração envolveu conversas encontradas no celular de Mauro Cid, em que ele fazia referências ao monitoramento da movimentação de Moraes. E se desenvolveu a partir dos diálogos dos militares presos.
Em depoimento também na terça-feira (19), horas depois da operação Contragolpe, Cid disse à Polícia Federal desconhecer o plano.
Os investigadores não ficaram satisfeitos com o que ele falou e enviaram ao STF um relatório, informando inconsistências nas declarações do militar.
O que disse a defesa de Mauro Cid?
Ao blog da Andréia Sadi, o advogado de Mauro Cid, Cezar Bittencourt, negou que o militar tivesse conhecimento de qualquer plano de matar o presidente Lula, o vice Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
“Desconhece completamente. Não omitiu nada. Ele não tem absolutamente nada a ver com isso”, afirmou.
Sobre Cid ter conhecimento de uma tentativa de golpe de estado, Bittencourt disse que “todo mundo sabe que quem podia dar golpe estava no Planalto e fugiu para os Estados Unidos”.
Bittencourt também disse que não existe motivo para que Cid perca os benefícios de delação premiada. E que, se o procedimento for anulado, vai recorrer da decisão.
A quem cabe decidir sobre a validade da delação?
Caberá ao ministro Alexandre de Moraes avaliar se, diante do relato da PF sobre omissões e contradições, ainda se mantém válido o acerto feito por Mauro Cid com as autoridades.
O ministro vai verificar se a negociação atende aos requisitos previstos na lei e se houve omissão dolosa de algum fato.
Se houver decisão pela anulação e recurso da defesa contra ela, o caso será decidido de forma colegiada, possivelmente pela Primeira Turma do STF.
O que pode acontecer com Mauro Cid?
Se a delação for anulada, Mauro Cid pode perder benefícios que foram negociados com os policiais.
A lei que trata da delação prevê que um colaborador tem direito ao perdão judicial (perdão de pena determinado pelo juiz), redução da pena em até 2/3 ou substituição desta por restrição a direitos.
Ao longo do caso, Cid também teve direito à liberdade provisória. No entanto, nas decisões em que concedeu a medida, o ministro Alexandre de Moraes deixou claro que o descumprimento das determinações pode levá-lo de volta à prisão.
Além disso, em março, a prisão do militar se deu sob a acusação do crime de obstrução de Justiça, algo que pode ocorrer se a conclusão foi no sentido de que ele atuou para dificultar a atuação dos investigadores.
O que pode acontecer com as provas obtidas nas investigações?
Cabe a Moraes avaliar se é possível manter a negociação com o Cid.
Também ficará com o ministro a tarefa analisar se as provas podem ser mantidas.
Com o desenvolvimento das investigações, os elementos obtidos pela Polícia Federal foram além das declarações do militar. Envolveram, por exemplo, o conteúdo de celulares apreendidos com investigados em outras fases das apurações.
Segundo o blog da Natuza Nery, policiais que estão no caso avaliam que o celular de Cid foi mais importante do que as declarações dele. No entendimento dos investigadores, a delação até serviu para preencher alguns buracos, mas não mudou o rumo das investigações ou trouxe alguma informação bombástica. O material mais importante foi o celular de Cid, que a PF conseguiu sozinha.
A lei não fixa de forma clara o que fazer com as provas neste caso. Mas regras internas do Ministério Público Federal que falam da condução das delações permitem que as provas sejam preservadas.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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