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Economia

Trump escolhe investidor Scott Bessent como secretário do Tesouro

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Escolhido lecionou por vários anos na Universidade de Yale e participou da campanha do republicano. Scott Bessent, fundador do Key Square Group, fala em um evento de campanha do candidato presidencial republicano e ex-presidente dos EUA, Donald Trump, em Asheville, Carolina do Norte, nos EUA, em 14 de agosto de 2024
Jonathan Drake/Reuters
O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, escolheu o investidor Scott Bessent como seu secretário do Tesouro, de acordo com um comunicado emitido nesta sexta-feira (22) pelo republicano. Bessent é um investidor de fundos hedge e lecionou por vários anos na Universidade de Yale.
“Estou muito satisfeito em nomear Scott Bessent para servir como 79º secretário do Tesouro dos Estados Unidos”, disse Trump em comunicado divulgado na sua rede socia, a Truth Social. “Scott é amplamente respeitado como um dos principais investidores internacionais e estrategistas geopolíticos e econômicos do mundo.”
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A escolha ainda precisa ser ratificada pelo Senado.
A informação havia sido divulgada pela Bloomberg e pelo Wall Street Journal, que citaram fontes que acompanham o assunto. Além disso, a Reuters tinha informado que uma fonte ligada à equipe de transição de Trump e um doador de campanha que conhece os planos da equipe de transição confirmaram a intenção de Trump escolher Bessent.
Mais tarde, Trump emitiu um comunicado confirmando o nome de Bessent para o Tesouro dos Estados Unidos.
Bessent tem defendido reformas fiscais e desregulamentação, particularmente para estimular mais empréstimos bancários e a produção de energia, conforme observado em um artigo de opinião recente que escreveu para o Wall Street Journal.
A alta do mercado após a vitória eleitoral de Trump, escreveu ele, sinalizou as “expectativas dos investidores de maior crescimento, menor volatilidade e inflação, além de uma economia revitalizada para todos os americanos.”
O mercado financeiro aguardava com atenção a escolha de Trump para o cargo, especialmente tendo em conta os seus planos de remodelar o comércio global por meio de tarifas e de potencialmente expandir uma série de reduções fiscais decretadas durante o seu primeiro mandato.
Bessent segue ideias de outros que ocuparam o cargo, incluindo os ex-executivos do Goldman Sachs Robert Rubin, Hank Paulson e Steven Mnuchin, o primeiro chefe do Tesouro de Trump, informou a agência.
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Quem é Scott Bessent
Bessent, de 62 anos, vive principalmente em Charleston, na Carolina do Sul, com seu marido e dois filhos. Ele cresceu na vila pesqueira de Little River, no mesmo estado, onde seu pai, um investidor imobiliário, passou por períodos de crescimento e crise, segundo ele.
O escolhido de Trump trabalhou para o renomado investidor Jim Chanos no final dos anos 1980 e depois se juntou à Soros Fund Management, a famosa empresa de investimento macroeconômico do bilionário George Soros.
Ele logo ajudou Soros e seu principal vice, Stanley Druckenmiller, na sua negociação mais famosa – apostar contra a estabilidade da libra esterlina em 1992, ganhando mais de US$ 1 bilhão para a empresa.
Em 2015, Bessent levantou US$ 4,5 bilhões, incluindo US$ 2 bilhões de Soros, para lançar a Key Square Group, uma empresa de fundos hedge que aposta em tendências macroeconômicas.
O fundo principal da Key Square teve uma alta de cerca de 31% em 2022, segundo reportagens da mídia, mas os ativos da empresa caíram para aproximadamente US$ 577 milhões em dezembro de 2023, de acordo com uma declaração regulatória.
Esta reportagem está em atualização.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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