Economia
PLR: entenda benefício que dá aos funcionários direito de participação nos lucros da empresa
A Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que varia de acordo com os resultados financeiros da empresa, é paga aos trabalhadores com carteira assinada. PLR é um pagamento adicional aos funcionários baseado nos lucros da empresa
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O fim de ano é um período muito aguardado por profissionais contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). É que essa época costuma ser marcada pelo pagamento do 13º salário.
💰 Mas você sabia que, além do 13º salário (ou “gratificação natalina”), algumas empresas oferecem aos funcionários uma outra compensação financeira relacionada à produtividade?
Esse benefício extra é conhecido como Participação nos Lucros e Resultados (PLR), podendo ser equivalente ou até maior que o salário mensal.
O valor é destinado aos trabalhadores com carteira assinada, de acordo com os resultados da empresa.
Abaixo, descubra quem são os profissionais que costumam receber esse benefício, como é feito o cálculo e quais são as formas de pagamento.
Conheça os direitos trabalhistas e benefícios de final de ano
O que é?
A PLR é um bônus que as empresas podem oferecer aos seus trabalhadores. Ela não é incorporada ao salário e não pode substituí-lo ou complementá-lo. Por isso, não há encargos trabalhistas, como FGTS e férias, sobre esse valor.
Como funciona o pagamento?
O pagamento da PLR pode ser feito de duas maneiras:
👥 Igual para todos os trabalhadores, de mesmo valor.
👔 Proporcional ao salário e cargo, em que o valor varia pela remuneração e posição do trabalhador.
Os pagamentos podem ser realizados em uma única vez ou em até duas parcelas, com um intervalo de até três meses entre elas, sempre dentro do mesmo ano.
A empresa é obrigada a oferecer?
Não, a PLR é um bônus opcional. As empresas podem escolher oferecer esse benefício, como forma de motivar, atrair e reter talentos.
Como é calculado o valor?
Não existe um cálculo fixo para determinar o valor da PLR. Cada empresa pode definir seu próprio método, de acordo com o que for estabelecido na convenção coletiva de trabalho.
E os trabalhadores temporários ou em período de experiência?
Todos os trabalhadores, independentemente do tipo de contrato, têm direito à PLR.
E quem foi demitido antes do pagamento?
Se um trabalhador for demitido sem justa causa ou pedir demissão, ele terá direito a receber a PLR proporcional aos meses trabalhados.
Quando foi criada?
A PLR foi criada na década de 1990, quando os trabalhadores do setor bancário discutiam formas de remunerar os resultados do trabalho dos profissionais.
Em 1995, a PLR foi oficialmente estabelecida como um direito dos trabalhadores, através de acordos feitos pelos sindicatos e aprovados nas convenções coletivas.
Embora esteja prevista na Constituição e na CLT, a PLR foi regulamentada pela Lei 10.101/2000, em 2001.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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