Economia
Bolsa Família: governo propõe biometria obrigatória e regras mais duras para famílias de uma pessoa só; veja o que muda
Governo também vai obrigar os beneficiários a atualizar cadastros desatualizados há mais de dois anos. Mudanças serão enviadas ao Congresso por meio de um projeto de lei. Haddad e equipe detalham pacote do corte de gastos
Ministério da Fazenda
O pacote de corte de gastos anunciado pelo governo na quarta-feira (27) inclui mudanças nas regras do programa Bolsa Família, que incluem biometria obrigatória e regras mais rígidas para famílias de uma única pessoa.
“Vamos ter que passar a limpo num prazo menor o conjunto de medidas saneadoras dos cadastros dos grandes programas sociais”, disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Segundo a equipe econômica, a medida deve gerar uma economia de R$ 2 bilhões em 2025 e de R$ 3 bilhões ao ano entre 2026 e 2030.
Saiba quais são as medidas previstas
O governo vai enviar as mudanças no Bolsa Família ao Congresso por meio de um projeto de lei. Para entrar em vigor, o projeto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.
Entre as medidas estão a obrigação de cadastro biométrico para todos os beneficiários. A iniciativa vale para todos os programas sociais do governo, não só o Bolsa Família.
“Todo mundo vai ter que passar por biometria, todos os programas e os prazos de recadastramento vão ser encurtados por lei para que seja corriqueira esse acompanhamento a luz do que foi encontrado de julho para cá”, disse Haddad.
O governo também vai obrigar os beneficiários a atualizar cadastros desatualizados há mais de dois anos.
O pacote também prevê regras mais duras para beneficiários do programa que estejam cadastrados em famílias de uma única pessoa. As mudanças são:
limite para municípios com um percentual de famílias de uma pessoa acima do que está disposto em regulamento, de 16%
as inscrições ou atualizações de cadastros de famílias de uma pessoa serão feitas, obrigatoriamente, no domicílio do beneficiário
Em julho, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) flexibilizou a entrada dessas pessoas no programa.
O limite de 16% poderia ser ultrapassado no caso de grupos de famílias de uma única pessoa que tenham:
indicação de que estão em risco de insegurança alimentar;
indicação de que estão em situação de violação de direitos; ou
identificação de registro ou atualização cadastral realizado mediante entrevista em domicílio, registrada no Cadastro Único.
Economia
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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