Política
Lula se casa com Janja em SP; Gil do Vigor e políticos estão entre os convidados
Ex-presidente e Janja, a noiva, começaram a namorar quando Lula estava detido na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná. O ex-presidente Lula e Janja durante cerimônia de casamento em SP
Ricardo Stuckert
O ex-presidente Lula (PT), de 76 anos, e a socióloga Rosângela Silva, a Janja, de 55, se casaram na noite desta quarta-feira (18) em São Paulo, em cerimônia para cerca de 150 convidados.
CONVIDADOS CHEGAM PARA CASAMENTO DE LULA: FOTOS
Janja vestida de noiva
Ricardo Stuckert/Divulgação
Movimentação em frente ao salão onde o ex-presidente Lula se casou
Cesar Soto/g1
A cerimônia ocorreu em de salão de festas no Brooklin, zona sul de São Paulo. O petista é pré-candidato à Presidência da República.
Durante o casamento, convidados gritaram “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”.
Entre os convidados estão o pré-candidato a vice na chapa de Lula, Geraldo Alckmin, o deputado Marcelo Freixo e o advogado Augusto de Arruda Botelho, os três do PSB, o ex-presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, o cantor Gilberto Gil, Bela Gil e o ex-BBB Gil do Vigor. A ex-presidente Dilma Rousseff e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad também estão entre os presentes no evento.
Do lado de fora, houve bate-boca entre uma mulher, apoiadora do presidente Jair Bolsonaro, e um defensor de Lula.
Gil do Vigor chega para o casamento do ex-presidente Lula
Cesar Soto/g1
Nas redes sociais, a noiva postou no meio da tarde uma mensagem endereçada ao ex-presidente, dizendo que a data era para celebrar o amor dos dois.
O ex-presidente Lula (PT) e a socióloga Rosângela Silva, a Janja.
Ricardo Stuckert/Instituto Lula
“Hoje é dia de celebrar o nosso amor”, afirmou Janja.
Início do relacionamento
O namoro do casal começou quando Lula ainda estava na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná. Janja participou ativamente da vigília de militantes que davam apoio ao ex-presidente no local e estava no palanque montado em frente à PF em Curitiba quando Lula foi solto.
Janja e Lula, que se casam nesta quarta-feira (18) em SP
Reprodução/Redes sociais
O ex-presidente permaneceu detido por 580 dias, após ter a prisão determinada pelo ex-juiz Sérgio Moro, que era responsável pelos processos da operação Lava-Jato na capital paranaense.
Quem é Rosângela Silva, a Janja, socióloga e noiva de Lula
‘Ninguém mais feliz que eu e você; hoje é dia de celebrar o nosso amor’, diz Janja no dia do casamento com Lula
O casal vive junto desde que o petista foi solto, em novembro de 2019. O anúncio sobre o casamento foi publicado no dia 1º de maio no jornal Gazeta do ABCD, em São Paulo. Mas detalhes da cerimônia não foram divulgados, já que a ideia do casal era fazer uma celebração restrita a pessoas mais próximas.
Embora Janja e Lula tenham limitado a presença na cerimônia de casamento, a união está sendo usado na pré-candidatura do petista.
Quem é Rosângela Silva, a Janja, socióloga e noiva de Lula
Na tentativa de contrapor a imagem de polarização de extremos na disputa com o presidente Jair Bolsonaro (PL), Lula pregou o amor em seu discurso de lançamento de chapa no último dia 7 de maio.
“Eu quero dizer para todos vocês: quero voltar efetivamente com o coração mais brando do que eu já tive. A presença da Janja aqui e o que ela falou é a consagração: eu estarei casando esse mês e, portanto, vocês têm que saber que um cara que tem 76 anos e está apaixonado como estou, que está querendo casar, só pode fazer o bem para esse país”, disse Lula.
Durante o evento, Janja também foi responsável por anunciar a nova versão do jingle de 1989 “Sem medo de ser feliz” com artistas como Pabllo Vittar e Martinho da Vila.
O site oficial do pré-candidato também usou a linguagem das redes sociais para aproximação com o eleitorado jovem na véspera do casamento: “o pai ta on e vai casar”, dizia o título da notícia sobre a cerimônia no site oficial de Lula.
Site de Lula pega carona no casamento com Janja para estreitar relacionamento com o público jovem.
Reprodução
Vestida da noiva como peça de propaganda
Nas redes sociais como TikTok, a campanha de Lula também lançou um vídeo falando do casamento desta quarta (18) e como a união dos dois “revela um compromisso fundamental deles com o trabalho e a cultura do Brasil”.
“A união celebrada entre Lula e Janja é um reconhecimento do valor do Brasil, da nossa cultura e da nossa ancestralidade”, diz a publicação.
O mesmo vídeo anuncia que o vestido da noiva foi por bordadeiras de Timbaúba do Batista, no Rio Grande do Norte, e mostra que “esse vestido em especial é um símbolo da união de uma vida pela responsabilidade com os trabalhadores”, destacando os investimentos dos governos Lula no trabalho das cooperativas no Brasil (veja vídeo abaixo).
Pré-candidatura de Lula politiza casamento com Janja nas redes sociais
Casamentos anteriores
Este será o terceiro casamento de Lula, que ficou viúvo por duas vezes. A primeira esposa, Maria de Lourdes da Silva, morreu dois anos após o casamento deles, em 1969.
Operária tecelã, Maria de Lourdes morreu em 1971, vítima de negligência médica, após complicações de hepatite e anemia.
Lula e a 1ª esposa, Maria de Lourdes, durante cerimônia de casamento em 1969.
Instituto Lula
A segunda mulher, Marisa Letícia, foi casada com o petista entre 1974 e 2017, ano que a ex-primeira-dama morreu após ser vítima de um AVC.
Marisa teve quatro filhos com Lula: Marcos Cláudio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, Luís Cláudio e Sandro Luís.
Lula e a 2ª esposa, Marisa Letícia, com os filhos Fábio Luiz, Sandro Luiz e Luiz Cláudio.
Instituto Lula
VÍDEOS: Tudo sobre São Paulo e região metropolitana
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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