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Política

Partidos da terceira via adiam anúncio de candidato de consenso para data a ser ainda definida

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Em abril, partidos tinham anunciado que nome do presidenciável do grupo seria conhecido nesta quarta (18). Impasse no PSDB em relação ao pré-candidato tucano João Doria levou ao adiamento. Representantes dos três partidos da chamada “terceira via” (MDB, PSDB e Cidadania), que busca uma candidatura presidencial alternativa às de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), decidiram após reunião na tarde desta quarta-feira (18) adiar o anúncio do nome a ser escolhido como candidato de consenso do grupo.
Na reunião, foi apresentada uma pesquisa — cujo resultado não foi revelado — encomendada com o objetivo de apontar qual dos dois pré-candidatos reúne mais condições de unificar o grupo — a senadora Simone Tebet (MDB-MS) ou o ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB). Reservadamente, lideranças dos partidos dizem que a preferência recai sobre Tebet.
“Nós assistimos a uma apresentação. Cada partido formou seu juízo de valor e é uma decisão coletiva, de cada partido, convocar suas executivas para terça-feira [dia 24] à tarde, ouvir a recomendação de cada um dos partidos, para a partir daí, [dar] o passo seguinte, que possa nos apontar um candidato que reúna essa esperança de quebrar essa polarização”, afirmou o presidente do PSDB, Bruno Araújo.
O presidente do PSDB, Bruno Araújo, fala sobre reunião dos partidos da terceira via
Segundo ele, não há uma data específica para o anúncio do nome. Em 6 de abril, MDB, PSDB, Cidadania e União Brasil informaram, em nota conjunta, que o “candidato de consenso” seria anunciado nesta quarta (18). Mas, no último dia 4, o União Brasil decidiu deixar o grupo e lançar candidato próprio.
Além disso, o PSDB enfrenta um impasse. Uma ala do partido entende que a pré-candidatura de João Doria, que venceu as prévias do partido no ano passado, não reúne mais condições de ser levada adiante, principalmente devido ao índice de rejeição e ao fraco desempenho do ex-governador nas pesquisas de intenção de voto.
Internamente, há um grupo defendendo uma chapa encabeçada por Simone Tebet, com o senador tucano Tasso Jereissati (CE) como vice. Mas Doria resiste e já ameaçou levar o caso à Justiça caso a decisão das prévias do partido não seja respeitada.
Segundo o colunista do g1 Gerson Camarotti, Doria tem dito que não desistirá da disputa ao Palácio do Planalto por entender que não há razões para desistir da pré-candidatura.
Antes de levar a posição dos partidos da terceira via à Executiva do PSDB, Bruno Araújo afirmou que se reunirá com João Doria, possivelmente no início da próxima semana.
‘Consenso’
Presidente do Cidadania, Roberto Freire disse que, na reunião desta quarta, os três dirigentes partidários chegaram a um “consenso”, mas não especificou qual foi. Os dirigentes dos partidos querem antes levar a escolha para as executivas das siglas.
“Nós três chegamos a um consenso, só que não somos nós que vamos decidir. Isso não é uma decisão individual minha, nem do Bruno, nem do Baleia [Rossi, presidente do MDB]. O que nós acordamos é que vamos levar essa nossa posição, cada um ao seu partido. E vamos dar tempo, evidentemente, para que o partido, aí sim, no momento em que eles decidirem, passa a ser aquele que é o candidato”, afirmou Freire.
Questionado sobre o posicionamento de Doria, de não abrir mão de sua condição de pré-candidato, Roberto Freire disse que não existe candidato sem partido.
“Vem cá, você tem algum candidato sem partido? Você acredita nisso? Não pode, inclusive, pela legislação, isso não existe. Então não pode. Os três partidos vão decidir [juntos o nome]”, declarou Freire.
Pesquisa
Na entrevista que concederam em conjunto, os presidentes do PSDB, Cidadania e MDB não deram detalhes sobre a sondagem que contrataram e cujos resultados lhes foram apresentados nesta quarta.
Bruno Araújo disse somente que a pesquisa “indica um norte, um caminho, deu um nome, temos consenso e agora vamos buscar a ratificação dos partidos”.
Baleia Rossi, presidente do MDB, afirmou que o levantamento apontou que os eleitores têm a sensação de que a polarização entre Lula e Bolsonaro prejudica o país.
“Esse é um dado extremamente relevante, para a construção de uma alternativa mais moderada, que busque responder aos problemas dos brasileiros. E não uma briga por uma briga. O segundo é que hoje tivemos uma reunião ampliada com líderes importantes do Cidadania, do PSDB e do MDB, para que a gente pudesse em conjunto buscar essa unidade. E claro, na próxima terça-feira, cada partido vai se reunir para que a gente ofereça ao país uma alternativa a essa polarização, que não está melhorando a vida dos brasileiros”, afirmou o dirigente emedebista.

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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