Economia
Dólar abre em baixa nesta quinta-feira
No dia anterior, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,13%, cotada em R$ 6,0477. Já o principal índice de ações da bolsa de valores brasileira encerrou com um recuo de 0,04%, aos 126.087 pontos. Dólar
Karolina Grabowska/Pexels
I
O dólar abriu em baixa nesta quinta-feira (5), em um dia com uma agenda econômica mais vazia, com poucos dados no radar dos investidores.
O mercado segue repercutindo números divulgados nos últimos dias, com destaque para a atividade econômica no Brasil e os dados de mercado de trabalho dos Estados Unidos.
Há expectativa para que, nesta sexta (6), novos números de empregos na maior economia do mundo sejam divulgados, com o relatório payroll.
Já no cenário doméstico, a Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta (4), a urgência para dois projetos do pacote de corte de gastos do governo federal. Apesar do placar apertado, o governo ainda pretende aprovar os projetos neste ano.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
MOTIVOS: Ibovespa tem melhor mês desde novembro, mas dólar não segue o entusiasmo
DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda?
Dólar
Às 09h15, o dólar caía 0,46%, cotado a R$ 6,0201. Veja mais cotações.
No dia anterior, a moeda caiu 0,13%, cotada a R$ 6,0477.
Com o resultado, acumulou:
alta de 0,79% na semana e no mês;
ganho de 24,63% no ano.
Ibovespa
O Ibovespa começa a operar às 10h.
Na véspera, o índice encerrou em baixa de 0,04%, aos 126.087 pontos.
Com o resultado, acumulou:
avanço de 0,33% na semana e no mês;
recuo de 6,04% no ano.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O que está mexendo com os mercados?
O cenário fiscal segue no radar dos investidores, em um dia de agenda mais fraca e após a aprovação da urgência para votar dois projetos do pacote de cortes de gastos do governo. São estes:
▶️ obrigatoriedade da biometria para concessão e manutenção de benefícios e prevê que o reajuste do salário mínimo precisa seguir o mesmo limite de crescimento das despesas estabelecido pela regra de controle das contas públicas;
▶️ vedação de novos benefícios tributários em caso de déficit nas contas. E permite o bloqueio de emendas parlamentares na mesma proporção do corte que atingir outras despesas.
A urgência para o primeiro projeto foi aprovada com 260 votos a favor. Ou seja, apenas 3 acima do mínimo necessário, o que indica votação apertada. Para o segundo — que não exigia mínimo de votos, a não ser a maioria simples — o governo consegui 267 votos.
Um texto ao qual é dada urgência fica dispensado de passar pelas comissões temáticas da Casa e pode ser votado diretamente em plenário. O governo tem pressa para votar o pacote do corte de gastos ainda neste ano, mas encontrou resistência dentro do Congresso. Deputados e senadores não gostaram das novas regras para emendas parlamentares impostas pelo Supremo Tribunal Federal
Nesta quarta, o presidente da Câmara, Arthur Lira, afirmou que a decisão do Supremi Tribunal Federal (STF) de liberar o pagamento de emendas parlamentares afetou o clima na Casa e que, neste momento, o governo não teria votos para aprovar a urgência dos projetos de lei do pacote fiscal. Ainda assim, garantiu que a medida será aprovada nas próximas semanas.
“Temos que tratar esse assunto [pacote fiscal] com toda a seriedade, o que não está sendo fácil, porque tem muitas variáveis que estão acontecendo que não dependem só da vontade do Congresso e não estão ajudando no encaminhamento da sensibilidade política nesse momento”, disse.
No exterior, falas do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, também seguem repercutindo. Em um evento durante a tarde, Powell afirmou que o desempenho recente da economia norte-americana permite que o BC do país seja mais criterioso com a trajetória dos cortes de juros.
“A economia está forte e está mais forte do que pensávamos em setembro”, disse o banqueiro central, reforçando que a inflação norte-americana também está um pouco acima do esperado.
Powell também disse que não teme que o novo governo de Donald Trump, presidente eleito dos EUA, possa prejudicá-lo como líder do Fed.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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