Economia
Dólar sobe e vai a R$ 6,16 após Copom voltar a indicar novas altas na taxa Selic e com cenário fiscal ainda no radar
No dia anterior, a moeda norte-americana avançou 0,99%, cotada a R$ 6,0942, em um novo recorde nominal (sem ajuste pela inflação). Já o principal índice da bolsa de valores brasileira encerrou em queda de 0,84%, aos 123.560 pontos.
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O dólar abriu em forte alta nesta terça-feira (17), com investidores repercutindo a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) e com o cenário fiscal ainda pesando sobre o mercado brasileiro.
Após elevar a Selic, taxa básica de juros, em 1 ponto percentual, a 12,25% ao ano, na última semana, o Copom volta a indicar que em suas próximas duas reuniões, que acontecem nos primeiros meses de 2025, outras altas de mesma magnitude devem acontecer, o que levaria a taxa Selic a um patamar de 14,25% ao ano.
No documento, o BC diz que a disparada do dólar nas última semanas e a percepção negativa de agentes econômicos sobre o pacote de corte de gastos proposto pelo governo foram fatores determinantes para a necessidade da forte alta dos juros e para a previsão de novas altas.
O pacote de corte de gastos do governo, anunciado no fim de novembro com a previsão de uma economia de R$ 70 bilhões nos próximos dois anos, ainda não foi votado no Congresso Nacional. O governo trabalha para que o texto seja votado ainda nesta semana, antes do recesso de fim de ano dos deputados.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
MOTIVOS: Ibovespa tem melhor mês desde novembro, mas dólar não segue o entusiasmo
DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda?
Dólar
Às 09h08, o dólar subia 0,92%, cotado a R$ 6,1500. Na máxima do dia, chegou a R$ 6,1640. Veja mais cotações.
No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 0,99%, cotada a R$ 6,0942, em um novo recorde nominal (sem ajuste pela inflação). Na máxima, chegou a R$ 6,0980..
Com o resultado, acumulou:
ganhos de 0,99% na semana
alta de 1,56% no mês;
avanço de 25,59% no ano.
Ibovespa
O Ibovespa começa a operar às 10h.
Na véspera, o índice caiu 0,84%, aos 123.560 pontos.
Com o resultado, acumulou:
queda de 0,84% na semana;
perda de 1,68% no mês;
recuo de 7,92% no ano.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O que está mexendo com os mercados?
Um dia depois de intervir duas vezes na taxa de câmbio com a venda de dólares no mercado à vista e leilões da moeda, o BC mostrou que deve continuar elevando a taxa Selic para conter o avanço da inflação no Brasil — muito influenciada pelo dólar.
“Lembrou-se que o repasse do câmbio para os preços aumenta quando a demanda está mais forte, as expectativas (de inflação) estão desancoradas (acima das metas) ou o movimento cambial é considerado mais persistente. Desse modo, o Comitê deve acompanhar de forma mais detida como se dará a transmissão da taxa de câmbio e das condições financeiras para preços e atividade”, avaliou o Banco Central.
Sobre a proposta de pacote fiscal anunciada pelo governo, que gerou tensão no mercado financeiro, o BC avaliou que a “percepção dos agentes econômicos afetou, de forma relevante, os preços de ativos, assim como as expectativas especialmente o prêmio de risco, as expectativas de inflação e a taxa de câmbio”.
“De fato, as expectativas de inflação, medidas por diferentes instrumentos e obtidas de diferentes grupos de agentes, elevaram-se em todos os prazos [após a divulgação do pacote], indicando ‘desancoragem’ adicional. Nota-se que tanto o prêmio de inflação extraído dos instrumentos financeiros quanto as expectativas de inflação se elevaram no período, tornando o cenário de inflação mais adverso e requerendo uma política monetária mais contracionista [alta maior dos juros]”, informou o BC.
E o quadro fiscal do país permanece no radar dos investidores. Nesta segunda-feira, o destaque ficou com a visita do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao presidente Lula, que recebeu alta hospitalar no domingo (15), após ter feito uma cirurgia de emergência para drenar um hematoma na cabeça.
Durante o encontro, Haddad disse que comentou sobre a reforma tributária e o pacote de cortes de gastos enviado ao Congresso com o presidente, afirmando que o apelo do presidente é para que as medidas não sejam desidratadas pelos Parlamentares.
“O presidente disse ontem que ninguém se preocupa mais com a questão fiscal quanto ele. Por isso, o apelo que ele está fazendo é para que as medidas não sejam desidratadas”, afirmou o ministro.
“Temos um conjunto de medidas que garante a robustez do arcabouço fiscal e para garantir que vamos continuar cumprindo com as metas nos próximos anos”, acrescentou.
O governo enviou ao Congresso no fim de novembro um pacote de medidas para cortar gastos e buscar o equilíbrio das contas públicas. As propostas ainda não foram votadas. O Congresso só tem mais esta semana para fazer isso, antes do recesso de fim do ano.
Uma das principais medidas é uma trava para limitar o aumento do salário mínimo. Com esse pacote, o governo espera poupar R$ 70 milhões nos próximos dois anos.
Haddad afirmou, ainda, que o presidente também se mostrou preocupado com as alterações feitas no texto da reforma tributária que passou no Senado na última quinta-feira.
“Discutimos com ele alguns detalhes que o preocupavam, como a questão das armas […] e também a questão das bebidas açucaradas, em função da saúde pública”, afirmou Haddad.
Na semana passada, ao votar as regras da reforma tributária, o Senado decidiu que a venda de armas não terá o “imposto do pecado”, uma dupla tributação que será aplicada sobre bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como cigarros, bebidas alcoólicas e apostas.
Segundo o ministro, todos os detalhes do que foi alterado na reforma foram discutidos com o presidente, para que ele pudesse “julgar a conveniência de eventualmente orientar os líderes da base”.
“O que se espera é que a reforma tributária seja sancionada este ano, com eventuais conciliações entre o Senado e a Câmara em torno da alteração das questões das armas e dos produtos”, disse Haddad.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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