Economia
Venda de veículos novos no Brasil tem alta de 14,1% em 2024
No ano passado, país ultrapassou os 2.634.514 milhões de unidades, melhor resultado em cinco anos. Carros no pátio da montadora Volkswagen em São José dos Campos, no interior de São Paulo
Roosevelt Cassio/Reuters
Em 2024, os brasileiros compraram 2.634.514 veículos novos, incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (8) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
Esse foi o melhor resultado em cinco anos, quando o país registrou 2,7 milhões de veículos zero km. O número também representa uma alta de 14,15% em relação a 2023, quando foram emplacados 2,3 milhões de veículos novos.
O g1 contabiliza motos à parte, e desconsidera implementos rodoviários.
Segundo o novo presidente da Fenabrave, Arcelio Júnior, o setor foi impulsionado por fatores como a manutenção da oferta de crédito e a constante diversificação de produtos, em todos os segmentos.
“Como resultado desses fatores, os emplacamentos de 2024 ficaram próximos das projeções apresentadas pela Fenabrave, em outubro (+16,8%), sendo superiores às perspectivas que tínhamos no início do ano (+13,5%), disse o executivo.
Porém, Arcelio Júnio foi conservador ao fazer previsões para os próximos 12 meses. “Itens como câmbio, renda, crédito e outros fatores conjunturais, de contexto econômico e político, influenciam nos negócios do setor, o que dificulta, neste momento, fazer prognósticos precisos para os próximos 12 meses, pois estamos diante de variáveis importantes em vários quesitos, tanto políticos como econômicos”, explicou.
Veículos
Somente o segmento de carros de passeio e os comerciais leves, como a Fiat Strada, apresentou um crescimento de 14,1% frente ao acumulado do ano de 2023. Foram 2.484.740 unidades comercializadas nos 12 meses de 2024, contra 2.179.292 registrados no período de janeiro a dezembro de 2023.
De acordo com Arcelio Júnior, esse bom desempenho, registrado sobretudo no mês de dezembro, se deve ao acesso ao crédito.
“Os segmentos foram beneficiados pela oferta de crédito e puderam atingir o melhor resultado desde 2019, último ano antes da pandemia. O número de fechamento do ano de 2024 é um dos 10 melhores já registrados no ranking histórico da Fenabrave, para os segmentos”, destacou o presidente.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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