Economia
Milei diz que pode manter aliança com Mercosul se países puderem ‘abrir seu comércio unilateralmente’
Na véspera, presidente argentino havia dito que estava disposto a retirar a Argentina do bloco, caso isso fosse necessário para concluir um acordo de livre-comércio com os EUA. Presidente da Argentina, Javier Milei.
Ciro De Luca/ Reuters
O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou nesta quinta-feira (23) que acredita ser possível avançar em um acordo de livre-comércio com os Estados Unidos sem perder a aliança com o Mercosul, bloco comercial que reúne cinco países sul-americanos.
Em entrevista à Bloomberg na véspera, Milei havia dito que estava disposto a retirar a Argentina do Mercosul, caso isso fosse necessário para concluir um acordo de livre-comércio com os EUA.
Questionado por jornalistas sobre o assunto após seu discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, ele disse que fará “o que é melhor” para a população argentina.
“Nós vamos tentar avançar e fazer o que é melhor para os argentinos. Mas creio que há formas de avançar sem perder a aliança com o Mercosul […], abrindo a possibilidade de que cada um [dos países-membros] possa abrir seu comércio unilateralmente”, afirmou o presidente da Argentina.
Acordo com os Estados Unidos
A intenção em fazer um acordo de livre-comércio com os Washington em 2025 já havia sido anunciada por Milei em dezembro do ano passado, pouco tempo depois da eleição do republicano Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos.
“Estamos trabalhando muito intensamente na possibilidade de negociar um tratado de livre comércio” com os EUA, afirmou Milei, dois dias após ter participado da cerimônia de posse de Trump, seu aliado político.
Milei, no entanto, não havia esclarecido se pretendia negociar esse acordo de forma independente ou em conjunto com os parceiros do Mercosul, que teoricamente proíbe negociações bilaterais sem o consentimento dos outros membros do bloco.
O presidente argentino garantiu que está trabalhando com os países do bloco “para que isso não seja um impedimento para avançar em direção ao livre comércio”.
O Mercosul foi criado em 1991 e inclui Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e, desde 2023, Bolívia. A Venezuela foi suspensa em 2016.
Trump recebe Milei em baile de gala em Mar-a-Lago
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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