Connect with us

Economia

Aluguel residencial: onde é possível morar gastando R$ 2 mil por mês?

Published

on

Levantamento do QuintoAndar mostra que o valor não paga o aluguel de um imóvel de 50 metros quadrados em mais de 50% dos bairros de seis grandes capitais do país. Veja a lista completa abaixo. Casa própria, imóveis
Foto de PhotoMIX Company
O aluguel residencial em seis grandes capitais brasileiras subiu entre 10% e 15% em 2024, segundo o Índice de Aluguel QuintoAndar ImovelWeb. Em meio à forte alta dos preços, o g1 mostra onde é possível morar pagando até R$ 2 mil de aluguel.
O levantamento abrange 247 bairros de Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo.
O primeiro achado: em 53,4% dos bairros, R$ 2 mil não cobre o aluguel de um imóvel de 50 metros quadrados ou mais. O cálculo foi feito com base no preço médio do metro quadrado de cada bairro.
Especialistas apontam que o aumento contínuo dos preços dos aluguéis é resultado da alta dos custos de construção e das mudanças nas regras de financiamento da Caixa Econômica Federal. (entenda o cenário abaixo)
No infográfico, veja os principais destaques. Ao final da reportagem, consulte a lista de bairros e seus preços.
Qual apartamento consigo alugar com R$ 2.000?
O que tem influenciado os preços dos aluguéis?
A base de dados inclui 34 bairros de Belo Horizonte, sete de Brasília, 24 de Curitiba, 42 de Porto Alegre, 34 do Rio de Janeiro e 106 de São Paulo.
Embora 2024 tenha registrado uma desaceleração dos preços em comparação com o ano anterior, quando o setor imobiliário recuperou perdas pós-Covid-19, seis das principais capitais do país ainda apresentam um avanço significativo dos preços.
Veja a tabela abaixo.
Variação anual do preço do aluguel
A tabela considera o preço médio para cada capital, levando em conta todos os bairros. O cálculo inclui ponderações, como a população de cada bairro e cidade, além de outros fatores que podem influenciar o preço.
“Tivemos um processo de deterioração mais generalizada dos preços em 2023, por conta dos efeitos da pandemia. Já em 2024 vimos os preços subirem mais em regiões mais valorizadas, como polos de emprego. Mas já começamos a ver uma maior acomodação do mercado”, afirma o gerente de DataHouse do QuintoAndar, Thiago Reis.
O movimento reflete uma série de fatores vistos nos últimos anos, tais como a queda nas taxas de desemprego e a volta do trabalho presencial, por exemplo, e até o alto custo de construção, em meio ao encarecimento de produtos e de mão de obra.
Especialistas consultados pelo g1 destacam ainda um outro fator: as mudanças nas regras de financiamento anunciadas pela Caixa.
Em vigor desde dezembro, as novas regras exigem um valor de entrada maior dos compradores para o financiamento imobiliário, devido a alterações no limite dos empréstimos com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e de uma mudança nas cotas de financiamento.
Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos de construção do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre), afirma que esse cenário de preços mais altos tende a se agravar, principalmente para a população de média e alta renda que não pode optar pelo Minha Casa, Minha Vida.
“Quem quer comprar um imóvel hoje, principalmente se for usado, acaba tendo uma condição mais restrita de financiamento. E isso pode, sim, levar a uma maior procura pela locação”, explica Ana Maria Castelo.
Alta dos preços dos imóveis limita poder de compra e empurra classe média para apartamentos menores; entenda
Entenda o que muda no financiamento da Caixa
O que podemos esperar para 2025?
Para este ano, a expectativa é que os preços continuem subindo, mas de forma mais moderada. Mesmo com o crédito ainda restrito na Caixa e com a alta das taxas de juros no Brasil, a perspectiva é de que o setor continue aquecido, pressionando os preços pela oferta e demanda.
Segundo Reis, do QuintoAndar, os três primeiros meses do ano ainda tendem a mostrar uma alta sazonal nos preços, refletindo uma maior demanda devido ao fim dos contratos de aluguel do ano anterior.
“Ainda precisamos entender como deve ficar a demanda nesse início de ano e como devem ficar os juros no médio e longo prazo, lembrando ainda que existe um período de defasagem até que a Selic seja repassada completamente pelos bancos. Então é um cenário que pode se estender ao longo do ano”, explica.
Veja a lista completa abaixo
No campo de busca, é possível encontrar um bairro ou capital específica.
Qual apartamento consigo alugar com R$ 2.000?

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Correção: jogos do Brasil em dias úteis

Published

on

By

O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

Continue Reading

Economia

Correção: jogos do Brasil em dias úteis

Published

on

By

O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

Continue Reading

Economia

Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

Published

on

By

Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

Continue Reading

Trending

Copyright © 2022 InfoDourados