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Política

Com Pacheco de saída, Planalto teme que Alcolumbre não seja ‘barreira’ à oposição

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Senador Davi Alcolumbre é favorito na eleição do Congresso e virtual próximo presidente do Senado. O atual presidente, Rodrigo Pacheco, atuou como aliado do governo.
Com a saída do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) da presidência do Senado, o Palácio do Planalto já se preocupa com o perfil do próximo presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), que deve ser eleito com folga no próximo sábado (1º).

Interlocutores do presidente Lula entendem que Pacheco atuava como uma “barreira de contenção” à oposição, especialmente aos parlamentares mais bolsonaristas, e que Alcolumbre não deve mais cumprir esse papel.

Além de cobrar um preço alto pela fidelidade, com mais cargos no governo, Alcolumbre tem feito sinalizações à oposição antes mesmo de chegar ao cargo.

Com isso, a tendência é que o governo inverta o grau de dificuldades nas Casas do Congresso, tendo um cenário mais desafiador no Senado e uma “relação estável” com o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), que deve ser eleito para a presidência da Câmara.

Apesar de não esperarem uma “relação de aliança” com o novo presidente da Câmara, o entorno de Lula avalia que o Republicanos está num bom momento com o governo e que Motta não tem um “capital de controle” do Centrão tão incisivo quanto o atual presidente, Arthur Lira (PP-AL). Motta tem perfil conciliador e um bom diálogo com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, responsável pela articulação política.

Um dos sinais de alerta para a relação conflituosa com Alcolumbre é que o Planalto recebeu a informação de que ele pretende pautar, já na próxima semana, uma sessão do Congresso para apreciar os vetos do presidente Lula.

No Congresso, há pressão da oposição e de alguns estados para a derrubada dos vetos à lei que cria regras mais flexíveis para o pagamento das dívidas bilionárias dos estados com a União. O assunto virou tema de embate público entre Lula e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema.

No Planalto, o entendimento é que a votação dos vetos não deveria acontecer logo no início do ano legislativo e que o ideal seria “começar o ano jogando parado”, em marcha lenta – principalmente em um momento em que o próprio governo admite fragilidades, com a popularidade caindo.

Nesse caso, a comparação com Pacheco é imediata: em 2024, a pedido do Planalto, o atual presidente do Senado segurou a sessão do Congresso por meses até que o governo conseguisse articular para manter os vetos a um calendário de pagamento de emendas parlamentares.

‘Perfil de Lira’

A avaliação de interlocutores de Lula é que Alcolumbre tem um perfil mais parecido com o de Arthur Lira – que só entrega apoio quando recebe o que quer.

Um episódio que é sempre lembrado sobre seu modo de fazer política é que em 2021, enquanto presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Alcolumbre segurou, por meses, a sabatina do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça. Mesmo próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro, Alcolumbre se sentiu desprestigiado na indicação – já que defendida o então procurador-geral da República Augusto Aras para a função.

Para tentar acalmar Alcolumbre, o governo decidiu reservar quase metade das indicações para agências reguladoras para o Senado. Das 27 indicações que o governo teve ou terá que fazer, entre o início do ano passado e maio desse ano, 13 ficaram a cargo do Senado. Segundo auxiliares de Lula, Davi atua como uma espécie de “corretor” dessas indicações, ou seja, é ele sempre a avalizá-las.

Lula já se queixou a aliados, em mais de uma reunião, sobre o excesso de indicações para agências feitas por Alcolumbre. Ainda assim, a leitura do presidente é que é preciso ser pragmático e ceder ao senador.

A próxima disputa do Planalto com Alcolumbre deve ser os Correios. A estatal é presidida por Fabiano Silva, ligado ao PT. Os Correios estão vinculados ao Ministério das Comunicações, pasta chefiada por Juscelino Filho (União-MA), aliado de Alcolumbre. Desde o início do terceiro mandato de Lula há uma pressão do grupo do senador para a troca de Fabiano.

Outro ponto que preocupa o Planalto na relação com o Congresso é o imbróglio das emendas parlamentares, que ainda estão parcialmente suspensas por decisão do Supremo Tribunal Federal.

Se Lira é o grande articulador desses recursos na Câmara, Alcolumbre cumpre o papel no Senado. O desafio do presidente Lula é convencer os parlamentares de que ele não tem influência nas decisões recentes do ministro Flávio Dino a respeito do tema.

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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