Connect with us

Política

Partidos disputam presidências das comissões na Câmara; veja cenário

Published

on

Um dos colegiados mais cobiçados é o de Saúde, já que metade das emendas de comissão devem ir para a área; PL deve pedir presidência, mas PT também cogita.
Após a eleição para presidência da Câmara e cargos na Mesa Diretora, no próximo sábado (1º), os deputados já têm o próximo passo de articulação na Casa: a definição das presidências das comissões permanentes.

Apesar de partidos já fazerem suas apostas sobre o que preferem, líderes que compõem o núcleo duro do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), que deve levar a presidência da Câmara, dizem que as negociações devem ficar para depois, podendo se estender para após o carnaval.

Nas conversas, esses líderes dizem que é preciso “escolher bem” os nomes que comandarão os colegiados, e citam o caso do deputado José Rocha (União-BA). Presidente da Comissão de Integração Regional, o parlamentar foi um dos responsáveis por criticar publicamente o acordo feito pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), com líderes partidários para indicar as emendas de comissão sem votação nos colegiados.

Petistas admitem que o PL – maior partido da Câmara – deve ficar com “cargos-chave” nas comissões, já que pelas regras da Casa os maiores partidos têm direito de fazer as primeiras escolhas. Contudo, parlamentares governistas dizem que “não é possível ter nomes radicais em presidências de comissões estratégicas pra Casa”.

“Nomes de oposição, sim. Radicais, não”, afirma um deputado governista.

Comissão de Saúde

Neste ano, justamente por conta das emendas parlamentares, a Comissão de Saúde será uma das mais disputadas em 2025. A lei que regulamentou a distribuição desses recursos prevê que metade das emendas indicadas pelas comissões vá para a saúde.

A comissão será pedida pelo PL, que tem vantagem na negociação por ser o maior partido da Câmara. Mas há quem defenda dentro do PT que a sigla mantenha o comando do colegiado, hoje presidido pelo Dr. Francisco (PT-PI).

Pelo poder de distribuição de recursos que tem a comissão, parlamentares do Centrão defendem que é preciso entregar o colegiado para um nome que saiba dialogar com a maioria das lideranças.

CCJ e Orçamento

Por um acordo firmado no início de 2023, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) – uma das mais importantes da Câmara já que por lá passam quase todas as propostas – deve ficar neste ano com o União Brasil.

Uma possibilidade seria colocar o nome do até então líder do partido, Elmar Nascimento (União-BA), como presidente – uma espécie de saída honrosa da liderança. Mas ele também é cotado para o cargo de segundo vice-presidente da Mesa Diretora.

Inicialmente, o União ficaria com a relatoria do Orçamento, mas o partido demorou para firmar apoio a Hugo Motta na presidência da Câmara, já que o próprio Elmar queria concorrer. Com isso, tudo indica que o União Brasil perdeu a função para o MDB.

A relatoria do Orçamento é uma das funções mais cobiçadas dentro do Congresso Nacional, já que é responsável pelo parecer que irá destinar todos os recursos da União de 2026.

Já a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 deve ser relatada neste ano pelo PT e a liderança do partido quer indicar o nome de Carlos Zarattini (PT-SP). Como a lei é responsável por criar as regras para o Orçamento, é estratégico para o Planalto ter um nome governista no comando.

Relações Exteriores

Mais uma vez, o PL deve pedir a Comissão de Relações Exteriores. O cargo pode ficar com o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Mas um segundo nome surge na disputa: o deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP).

Embora a cúpula do PL avalie que Eduardo Bolsonaro é o melhor nome, em especial pelas articulações que tem feito com os Estados Unidos, há um entendimento de que ele “tem frustrado” parlamentares por não dar conta do volume de trabalho, já que assumiu a Secretaria de Relações Internacionais do partido. Com isso, por vezes ele não retorna mensagens e telefonemas de outros deputados da sigla.

Como terceira pedida de comissão, o PL deve escolher entre a Comissão de Segurança Pública – colegiado importante por guardar relação com a Oposição, pela bancada da bala – ou a Comissão de Educação, hoje presidida por Nikolas Ferreira (PL-MG).

Internamente, a avaliação é que Nikolas Ferreira ganhou cada vez mais protagonismo no partido e estaria insatisfeito de abandonar a presidência de um colegiado.

Fiscalização e Turismo

O PT também tem a intenção de pedir a presidência da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle. Entre suas atribuições, está o acompanhamento e a fiscalização financeira e orçamentária da União – ou seja, é um colegiado sensível para o governo. Além disso, a comissão pode convocar ministros de diferentes áreas para dar explicações.

Já a Comissão de Turismo deve ser pedida pelo PSD, que também quer pleitear no governo o Ministério do Turismo, hoje comandado pelo União Brasil. A escolha do colegiado é usada como argumento pelos parlamentares de que o partido tem interesses diretos com o tema e que vários estados e municípios fortes no turismo são do PSD – por exemplo, o Rio de Janeiro com Eduardo Paes.

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

Published

on

By

A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

Continue Reading

Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

Published

on

By

Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

Continue Reading

Política

Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

Published

on

By

Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

Continue Reading

Trending

Copyright © 2022 InfoDourados