Connect with us

Economia

Dólar inicia pregão com investidores de olho em cenário geopolítico global e à espera de novos dados econômicos

Published

on

No dia anterior, a moeda norte-americana teve queda de 0,76%, cotada a R$ 5,7712. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores, fechou em queda de 0,65%, aos 125.147 pontos. Notas de dólar.
Reuters
O dólar inicia o pregão desta quarta-feira (5), com investidores atentos ao cenário geopolítico mundial, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerir assumir o controle da Faixa de Gaza.
No Brasil, o mercado aguarda a divulgação dos dados de produção industrial pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Também no cenário interno, investidores repercutem falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a inflação no país. Lula disse, nesta manhã, que vai se reunir com representares do setor de alimentos para procurar solução para o aumento dos preços.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
SAIBA MAIS:
ÚLTIMO PREGÃO DE 2024: Dólar acumulou alta 27% no ano; Ibovespa teve recuo de 10%
DE R$ 5,67 PARA ACIMA DE R$ 6: Entenda a disparada do dólar desde o fim de 2024
O TOM DE LULA: Falas do presidente impactaram a moeda em 2024; entenda
Dólar acumula alta de quase 28% em 2024
Dólar
Veja mais cotações.
No dia anterior, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,76%, cotada a R$ 5,7712.
Com o resultado, acumulou:
queda de 1,13% na semana e no mês;
recuo de 6,61% no ano.

a
Ibovespa
O Ibovespa começa a operar às 10h.
Na véspera, o índice fechou em queda de 0,65%, aos 125.147 pontos.
Com o resultado, acumulou:
queda de 0,78% na semana e no mês;
ganho de 4,04% no ano.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O que está mexendo com os mercados?
Os desdobramentos do “tarifaço” imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, continuam a impactar os mercados globais.
Nesta terça-feira (4), a China impôs novas tarifas sobre importações dos EUA, em retaliação às taxações norte-americanas. O gigante asiático determinou um imposto de 15% para carvão e Gás Natural Liquefeito (GNL) dos EUA e 10% para petróleo bruto, equipamentos agrícolas e alguns automóveis.
As taxas passam a valer na próxima segunda-feira (10). A decisão do gigante asiático é mais um passo na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, e coloca a atenção sobre a efetividade das ameaças tarifárias dos EUA, uma estratégia antiga usada pelo país para favorecimento próprio.
A leitura, no entanto, é que esse “tarifaço” tem perdido a força. Isso porque só na segunda-feira, por exemplo, Trump já recuou de suas ameaças e fez acordo com o México e com o Canadá. Em ambos os casos, o tratado determinou a pausa das tarifas durante um mês, além de medidas de ambos os países para controlar o que passa por suas fronteiras.
No entanto, a leitura é que esse “tarifaço” tem perdido força. Na segunda-feira, Trump fez acordos com o México e o Canadá, que determinaram a pausa das tarifas durante um mês, além de medidas de ambos os países para controlar o que passa por suas fronteiras.
Agenda do dia: de olho nos juros e em dados de atividade dos EUA
No cenário doméstico, as atenções estão voltadas para a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que aconteceu na semana passada. O encontro resultou na decisão de aumentar a taxa básica de juros (Selic) em 1 ponto percentual.
No documento, o comitê afirmou que as expectativas de inflação aumentaram significativamente nos últimos meses, para o curto, médio e longo prazo. As projeções indicam uma inflação acima da meta pelos próximos seis meses consecutivos.
A partir de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo é uma inflação de 3% – considerada cumprida se oscilar entre 1,5% e 4,5%.
No regime de meta contínua, se a inflação ficar fora do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos, a meta é considerada descumprida. Se as projeções se concretizarem, 2025 terá um novo estouro da meta de inflação.
Entre os fatores que pressionam a inflação, o Copom destaca:
Alta dos preços dos alimentos;
Pressão do dólar sobre a economia;
Perspectivas cautelosas sobre a capacidade do governo de equilibrar as contas públicas.
Com esses fatores em mente, a instituição já indicou um novo aumento de 1 ponto percentual na próxima reunião, o que deve levar a taxa Selic a 14,25% ao ano. Outras altas ainda são esperadas, e o mercado projeta os juros a 15% ao ano até o fim de 2025.
Juros mais altos atraem mais investidores, pois os títulos públicos passam a oferecer rentabilidades mais atrativas. Isso pode ajudar a reduzir a pressão do dólar.
No exterior, foram divulgados os dados da indústria dos EUA. Segundo o Departamento de Comércio norte-americano, as novas encomendas de produtos manufaturados caíram em dezembro, puxadas por um declínio nas reservas de aeronaves civis. A demanda em outros setores, no entanto, foi firme.
Além disso, as vagas de emprego em aberto na maior economia do mundo também recuaram no último mês de 2024. O número baixo de demissões, por outro lado, ainda sugere que o mercado de trabalho não está desacelerando abruptamente.

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Correção: jogos do Brasil em dias úteis

Published

on

By

O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

Continue Reading

Economia

Correção: jogos do Brasil em dias úteis

Published

on

By

O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

Continue Reading

Economia

Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

Published

on

By

Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

Continue Reading

Trending

Copyright © 2022 InfoDourados