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Os 4 erros mais cometidos ao estudar para concursos públicos — e como contorná-los

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Apostar em várias áreas, não pensar a longo prazo e se desgastar em horas de estudo estão entre os erros mais comuns dos concurseiros, segundo entrevistados. Tudo indica que busca por concursos públicos vai continuar em alta em 2025
Getty Images via BBC
A busca por estabilidade financeira, bons salários e benefícios faz com que milhares de pessoas no Brasil se dediquem a estudar para concursos com o objetivo de conquistar uma vaga no serviço público.
O ano passado mostrou a grandeza dessa procura: segundo o Censo dos Concursos 2024, realizado pela plataforma de cursos preparatório Qconcursos, mais de 13 mil certames foram lançados, um aumento de 30% em relação a 2023.
Entre os principais destaques, esteve a primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), o “Enem dos Concursos”, que ofereceu 6.640 vagas.
A iniciativa, criada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, entrou para a história ao registrar 2,14 milhões de inscritos — um recorde no Brasil.
Para 2025, a tendência deve continuar, com a expectativa de realização da segunda edição do Enem dos Concursos e o lançamento de grandes editais que já estão confirmados.
Mas estudar para concursos públicos pode ser desafiador: a sensação de não saber por onde começar, a falta de uma rotina e a pressão por bons resultados, por exemplo, podem dificultar a preparação — e até a aprovação.
Especialistas entrevistados pela BBC News Brasil apontam erros comuns que fazem com que muitas pessoas desistam no meio do caminho e compartilham dicas sobre como organizar os estudos.
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Erro 1: Não entender particularidades dos concursos
Principalmente para quem está començando, entender o “mundo dos concursos” é um desafio, segundo os especialistas.
“Não é igual a um vestibular, que acontece todo ano. Um órgão pode demorar 5, 10, 15 anos para fazer um concurso. E isso passa por várias etapas, que vai desde a autorização até o lançamento de edital”, explica Victor Tanaka, especialista em concursos públicos na plataforma de cursos Estratégia Concursos.
Além disso, os concursos são divididos em áreas, como fiscal, jurídica, administrativa, policial e bancária, entre outras.
Além de serem completamente diferentes, cada uma delas demanda um planejamento específico.
“Ele [o estudante] precisa pensar em qual área vai focar, se tem aptidão para ela, se é algo que gostaria de fazer. Não adianta estudar para áreas aleatoriamente. Fazer planejamento para a área policial é diferente de área fiscal. Se a pessoa não entende isso, ela perde muito tempo”, ressalta Tanaka.
Ele recomenda buscar conteúdos online, como vídeos de pessoas que foram aprovadas em áreas específicas, para a a entender como os concursos funcionam e se familiarizar com cada área.
Segundo Eduardo Cambuy, professor do Gran Concursos, querer aproveitar todos os editais que saem é um dos principais erros cometidos por iniciantes.
“Quando a pessoa não tem foco, ela fica menos competitiva, porque quer fazer tudo que aparece porque acha que está perdendo uma oportunidade. Só que deixa de ser uma oportunidade se você não se preparou para aquilo, não se dedicou”, afirma.
Erro 2: Administrar mal o tempo
Não é preciso fazer ‘maratona de horas’ na preparação para concursos, dizem entrevistados
Getty Images via BBC
Um passo fundamental para quem vai se preparar para um concurso é planejar os estudos.
Isso deve incluir o tempo que a pessoa tem disponível, o período que falta até a prova, as matérias que precisam ser estudadas e a avaliação se estas são fáceis ou difíceis.
Não ter um horário bem definido de estudos e achar que é preciso estudar muitas horas seguidas são erros comuns, dizem os especialistas entrevistados.
Tanaka afirma que é melhor ter um rotina de 2h a 3h todos os dias do que estudar 10h em um dia e não dar continuidade aos estudos nos dias seguintes.
“É muito comum você ouvir concurseiros dizendo que viraram a madrugada estudando, ou que faltaram a um compromisso de família porque queriam estudar 8h, 9h. Aí, no outro dia, essa pessoa não consegue fazer nada. Quando a pessoa passa horas do dia estudando, fica cansada. Em um mês, está fadigada e sem motivação”, destaca.
Segundo Cambuy, muitas pessoas acabam se atrapalhando por acharem que não têm tempo para estudar — quando, na verdade, só precisam de organização.
“Eu sempre sugiro que a pessoa mapeie as atividades do dia a dia. Quando ela faz isso, percebe que tem várias brechas que podem ser usadas para estudar”, afirma Cambuy, que rechaça a ideia de que só passa em concurso quem se dedicou exclusivamente a isso.
“Hoje em dia, é muito comum a pessoa conciliar o trabalho com os estudos. Para essas pessoas, a média de estudo acaba sendo de 3h-4h por dia, que é uma média boa para ter bons resultados”.
Para Tanaka, o planejamento também inclui a definição de estratégias na hora de estudar.
De acordo com ele, existe um conjunto de matérias comuns em cada área que cai em 80% dos processos.
“Começar a estudar a partir desse ciclo básico de matérias, e aliar a teoria a questões de prova e à revisão de conteúdo, ajuda o estudante a se manter em alto nível”, afirma.
Erro 3: Não se preparar para o médio a longo prazo
Planejamento de estudos e tempo é fundamental para concurseiros, dizem entrevistados
Getty Images via BBC
Apesar de subestimado por muitas pessoas, o planejamento financeiro e mental tem impacto direto na vida do concurseiro — principalmente aqueles que abriram mão do trabalho para se dedicar aos estudos.
Tanaka destaca que passar em um concurso público é um processo de médio a longo prazo e, por isso, é importante ter uma reserva financeira para esse período de preparação.
“Se ela não tiver esse planejamento, a falta de dinheiro vai afetar o estado mental dela, gerando ansiedade e um ciclo de desespero”, pontua.
Além disso, é importante considerar que a conquista da vaga pode demorar mais do que o esperado.
“O concurseiro precisa estar preparado para essa realidade. Pode ser que ele tente duas, três vezes e não passe. Mas se ele não estiver mentalmente preparado para isso, é bem provável que desista antes de alcançar o objetivo”, complementa.
Erro 4: Esperar publicação do edital para estudar
Há ainda quem espere o edital sair para começar a estudar.
Entretanto, os editais geralmente são publicados 90 dias antes da prova — o que, segundo Cambuy, é um prazo insuficiente para iniciar os estudos.
“Não dá para aprender 16 matérias em dois, três meses. Esse período após a publicação do edital é uma reta final, em que o estudante vai ajustar detalhes, fazer revisão e questões de prova”, destaca Cambuy.
Mesmo sem edital, a recomendação dos especialistas é que o estudante se prepare com matérias comuns que costumam aparecer em cada área e com provas antigas.
De acordo com Tanaka, o prazo recomendado para se preparar para um concurso varia de uma área para outra — mas, no geral, é de no mínimo um ano.
“É claro que há concursos menos complexos que você consegue estudar em seis meses, como para policial, por exemplo. Mas área fiscal, por exemplo, é no mínimo um ano estudando”.
Dicas para manter a consistência dos estudos
Assim como em uma atividade física, manter a motivação é um dos maiores desafios para quem estuda para concursos públicos.
No início, a empolgação é grande, mas, com o tempo, o cansaço e outros fatores que vão surgindo podem dificultar a continuidade.
Os especialistas entrevistados pela BBC News Brasil compartilham dicas práticas para manter a consistência dos estudos.
Respeite seu limite
Se você só tem 2h por dia para estudar, estude essas 2h todos os dias. Não tente se desdobrar para estudar 4h diárias, porque logo você pode ficar cansado e sem motivação. Segundo Cambuy, é melhor ter constância do que intensidade.
“Quando acaba, você vai estar feliz e motivado”, afirma.
Siga uma rotina
O que mantém a motivação, segundo os especialistas, é a rotina.
“A partir do momento que você tem uma rotina para estudar, você entra no modo automático”, garante Tanaka.
Estabeleça pequenas metas
Estabeleça metas diárias, semanais e mensais de questões e disciplinas para estudar.
Ter pequenas metas ajuda a manter a motivação durante processos longos, uma vez que são mais fáceis de atingir e o cérebro fica condicionado a recompensas.
Tenha momentos de descanso e lazer
Os períodos de descanso e lazer são fundamentais para quem se propõe a estudar para concursos públicos.
Dormir bem, fazer atividades físicas e cuidar da alimentação impactam na disposição, memorização e energia do estudante.
“O cérebro precisa de oxigenação. Depois que a pessoa faz pausas de descanso, ela volta a estudar com outra energia”, afirma Cambuy.
Tenha paciência
Persistência e paciência são duas palavras-chaves para quem estuda para concurso público.
Da mesma forma que uma pessoa que se propõe a perder peso não vai conseguir fazer isso de forma saudável em um curto espaço de tempo, quem estuda para concurso público precisa entender que o resultado desejado, em geral, não chega rápido.
“Não dá para desistir porque fez um primeiro concurso e não passou. É preciso olhar para sua evolução e focar no objetivo final”, finaliza Tanaka.
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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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