Economia
Lecar mostra maquete do 459, que será o primeiro carro híbrido brasileiro; veja FOTOS
SUV terá motor 1.0 turbo como gerador de energia e entregará 165 cv de potência. Bagageiro será maior que o do Toyota Corolla Cross. O mock-up do Lecar 459 já está pronto e o protótipo deve ser testado no fim do primeiro semestre
Divulgação | Lecar
A montadora brasileira Lecar revelou neste sábado (15), com exclusividade ao g1, o mock-up (maquete em isopor) do 459, modelo de estreia da marca e que será o primeiro carro híbrido brasileiro. Maquetes como essa ajudam os projetistas a identificar possíveis falhas no projeto.
O Lecar 459 será um SUV cupê, desenhado como uma versão menor do Tesla Model 3. São 4,35 metros de comprimento, 1,82 metros de largura, 1,52 metros de altura e 2,70 metros de distância entre-eixos. O porta-malas terá capacidade de 530 litros.
O tamanho é ligeiramente inferior ao do Toyota Corolla Cross, que tem 4,46 metros de comprimento, 1,82 metros de largura, 1,62 metros de altura e 2,64 metros de distância entre as rodas. O bagageiro do SUV japonês perde, com 440 litros.
Pelo tamanho, o Lecar 459 parece ser um carro que vai competir com os SUVs compactos e os quase extintos sedãs médios.
Lecar 459 será cerca de 10 cm menor que o Toyota Corolla Cross
Divulgação | Lecar
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Com mais esse passo da Lecar, o 459 deixa de ser apenas uma projeção 3D. Mas ainda há um porção de detalhes que devem sair do papel.
O interior, por exemplo, ainda não foi revelado, mas a marca informou que o couro dos bancos será fornecido pela JBS, empresa conhecida pelo comércio de proteína animal.
Já o conjunto mecânico vai dispor de 165 cv de potência e, segundo a marca, promete acelerar de 0 a 100 km/h em 10,9 segundos.
Novamente abrindo o comparativo com o Toyota Corolla Cross, outro híbrido, o Lecar 459 deva ter 43 cv a mais de potência. Isso fará com que a aceleração de 0 a 100 km/h seja 2 segundos mais rápida que a do competidor japonês.
459 terá caída cupê bastante acentuada
Divulgação | Lecar
Veja a ficha técnica do 459:
Motor: 1.0 turbo;
Combustível: flex;
Potência: 122 cv a 5.000 rpm;
Torque: 22 kgfm;
Potência combinada: 165 cv;
Torque combinado: 26 kgfm;
Aceleração de 0 a 100 km/h: 10,9 segundos;
Comprimento: 4,35 m;
Largura: 1,82 m;
Altura: 1,52 m;
Entre-eixos: 2,70 m;
Porta-malas: 530 litros;
Rodas: 18 polegadas;
Pneus: 225/50;
Preço: R$ 147.900.
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Carro brasileiro com fabricação chinesa
Em entrevista exclusiva ao g1 em novembro de 2024, o proprietário da Lecar, Flávio Figueiredo Assis, afirmou que as primeiras unidades do Lecar 459 serão fabricadas na China devido à facilidade de produção
“O chinês é muito especialista em carro elétrico, são imbatíveis. Mas, a gente aqui no Brasil domina os processos, domina a língua e estamos acostumados com o Custo Brasil”, comentou Assis.
Segundo ele, o 459 será um híbrido de entrada. Após a nacionalização, 83% das peças do veículo serão produzidas no Brasil. Isso ajudará na reposição de peças e reduzirá os custos logísticos, facilitando o pós-venda.
“Os chineses são imbatíveis em carros elétricos”, diz CEO da Lecar
Fornecedores nacionais
Buscando a neutralidade de carbono, a montadora pretende utilizar etanol, uma matriz energética brasileira, em todos os seus veículos, incluindo a picape Campo.
O Lecar 459 terá um motor híbrido flex, semelhante aos modelos híbridos flex da Toyota, como o Corolla e o Corolla Cross, mas como uma diferença fundamental: o motor a combustão não vai tracionar as rodas.
O 1.0 turbo, fabricado no Paraná, servirá apenas como fonte de energia para a bateria. O Lecar 459 será tracionado exclusivamente por motores elétricos. O propulsor a combustão do Lecar 459 será fornecido pela Horse, uma empresa do grupo Renault.
O propulsor flex alimenta o gerador de 50 kW, que transfere a carga para a bateria. Esse motor pode carregar a bateria de 30% a 90%. Veja no vídeo:
Funcionamento do sistema híbrido do Lecar 459 é semelhante ao do BWM i3
Segundo Rodrigo Rumi, vice-presidente da Lecar, o 459 está com boa parte do conjunto motriz definido e o processo de estruturação do carro está bastante adiantado.
“Para estrutura e monobloco e estrutura também já temos parceiro definido, mas ainda falta definir os fornecedores para acessórios e acabamentos. Devemos ter um carro rodando no primeiro semestre”, revela Rumi.
Lecar 459 terá motor 1.0 turbo de 122 cv que vai gerar energia para o conjunto elétrico
Vinicius Montoia | g1
A bateria tem capacidade de 18,4 kWh e contém 96 células. Para comparação, o Jeep Grand Cherokee 4xe, um dos híbridos mais potentes e caros do Brasil, tem bateria de 17,3 kWh.
Para completar o conjunto híbrido, a WEG, empresa brasileira de equipamentos elétricos, fornecerá geradores e inversores para a Lecar. A empresa será responsável pelo desenvolvimento do motor elétrico, do gerador de energia e do inversor, que ajuda a recuperar energia para a bateria.
Lecar 459 terá 96 módulos de bateria
Vinicius Montoia | g1
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Governo propõe aumentar limite do MEI para R$ 140 mil e ampliar contratação de funcionários
Simples Nacional.
Simples Nacional/Divulgação
Um projeto de lei complementar enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (29) propõe ampliar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de até dois funcionários.
A proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A medida atinge mais de 13 milhões de microempreendedores registrados no país.
Agora no g1
O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para atualizar as regras do regime simplificado.
Atualmente, o teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada ao longo dos anos — causada pela inflação e pelo aumento natural das receitas — tem dificultado a permanência de empreendedores na categoria.
A proposta busca justamente evitar que pequenos negócios precisem migrar para regimes tributários mais complexos à medida que crescem. Com o novo modelo, a ideia é permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem sair da formalização.
Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa tem caráter estratégico para a economia.
“Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar”, disse.
A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Agora, o texto começa a tramitar no Congresso e ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor.
Simples Nacional
Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor.
A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI.
Atualmente, podem aderir ao Simples:
microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano;
transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano;
microempresas com até R$ 360 mil por ano; e
empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais.
De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.
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