Economia
PEC da Blindagem é escárnio com a população e evidencia espírito corporativo do Congresso
Ana Flor: PEC da Blindagem é escárnio e mostra espírito corporativo do Congresso
Em um momento em que o Brasil enfrenta desafios econômicos e sociais urgentes, como a alta no preço dos alimentos, a crise na saúde e os problemas de segurança pública, o Congresso Nacional escolhe dar prioridade a um tema que não interessa à população: a própria proteção contra investigações criminais.
A chamada “PEC da Blindagem” é uma proposta ainda informal, sem pontos definidos. Mas serviria para limitar ações policiais contra parlamentares e restringir buscas no Congresso.
A discussão, já ventilada em outros momentos, ressurge em resposta direta às recentes operações da Polícia Federal, que miram o desvio de recursos de emendas parlamentares e trouxeram à tona um esquema de corrupção que envolvia até celulares escondidos em forros e dinheiro guardado em buracos secretos.
A proposta de emenda à Constituição preveria, por exemplo, que, caso haja um pedido de prisão contra parlamentares em exercício, eles ficariam detidos dentro das dependências do Congresso, criando uma espécie de “área de confinamento” para deputados e senadores acusados de crimes.
Congressistas também falam em eventual autorização das direções de Senado e Câmara para operações serem feitas no parlamento.
Na prática, a medida impediria que investigações avançassem de forma efetiva e dificultaria a aplicação de punições concretas. Isso ocorre em um contexto onde já existe um Conselho de Ética que opera de forma lenta e raramente impõe penalidades significativas a parlamentares envolvidos em escândalos.
O Congresso deveria estar preocupado em debater soluções para o país, como maneiras de aliviar o custo de vida da população e fortalecer o combate à corrupção.
No entanto, o foco parece ser, mais uma vez, a autopreservação. Com as recentes investigações envolvendo assessores e gabinetes, e com a perspectiva de que novas apurações sobre emendas parlamentares avancem, o Parlamento se mobiliza para criar barreiras e dificultar punições.
A proposta, se aprovada, representaria um retrocesso e um claro desrespeito à expectativa da sociedade, que deseja ver políticos sendo responsabilizados por seus atos, e não protegidos por mecanismos criados sob medida para garantir impunidade.
O avanço dessa PEC só reforça o espírito de corpo do Congresso, colocando os interesses dos parlamentares acima dos anseios da população.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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