Economia
Preço dos ovos deverá continuar alto por mais dois meses, estima Associação
Nesta semana, a elevação dos preços dos ovos já chega a 40% em diversas regiões do país, informou a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Preços dos ovos dispararam nas últimas semanas.
Romildo de Jesus/Estadão Conteúdo
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) avaliou nesta terça-feira (18) que o mercado de ovos, cujos preços dispararam recentemente, “deverá se normalizar até o final do período da quaresma, com o restabelecimento dos patamares de consumo das diversas proteínas”.
A entidade ponderou que não dá para afirmar, com certeza, o momento em que os preços dos ovos cairão, pois isso depende do próprio mercado do produto.
Ovos estão em falta e com preço em alta
➡️ Mas avaliou que, por mais dois meses, a tendência é de que os preços continuem pressionados, caindo somente perto do fim da quaresma — em meados de abril.
De acordo com a ABPA, a alta registrada atualmente nos preços dos ovos representa uma “situação sazonal”, comum ao período pré e durante a quaresma.
“Após longo período com preços em baixa, a comercialização de ovos aqueceu pela demanda natural da época, quando há substituição de consumo de carnes vermelhas por proteínas brancas e por ovos”, afirmou a ABPA, por meio de nota.
A entidade informou que os custos de produção acumularam alta nos últimos oito meses, com elevação de 30% no preço do milho e de mais de 100% nos custos de insumos de embalagens.
E avaliou que, ao mesmo tempo, as temperaturas em níveis históricos têm impacto direto na produtividade das aves, com reflexos na oferta de produtos.
Em janeiro, a inflação oficial do país teve alta de 0,16%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com desaceleração.
➡️Os preços dos alimentos, entretanto, continuaram pressionados, com aumento de 0,96% na alimentação e bebidas.
IPCA sobe 0,16% em janeiro; inflação dos serviços preocupa
Supermercados preocupados
Na semana passada, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) alertou para o aumento expressivo no preço dos ovos de galinha repassado pelos fornecedores ao varejo.
“Desde a segunda quinzena de janeiro, a combinação de alta demanda e oferta restrita tem levado a reajustes significativos. Nesta semana, a elevação já chega a 40% em diversas regiões do país”, informou a associação.
A Abras informou que as empresas iniciaram a programação de abastecimento das lojas para atender à demanda sazonal da quaresma, mas a acrescentou que restrição na oferta, e os aumentos sucessivos de preços, preocupam os supermercados.
Além disso, segundo explicou Marcio Milan, vice-presidente da Abras, o consumidor também tem recorrido mais aos ovos de galinha devido à alta dos preços das demais proteínas (como carnes, por exemplo).
Além do aumento do preços, a Abras observou que os consumidores também enfrentam uma redução no peso médio dos ovos pois, com a entrada em vigor de uma portaria da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, a nova classificação diminuiu o peso médio dos ovos em quase 10 gramas por unidade, afetando o custo/benefício do produto.
Por fim, a Associação Brasileira de Supermercados informou “segue monitorando a evolução dos preços e reforça a importância do equilíbrio no mercado para evitar impactos excessivos ao consumidor”.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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