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Economia

Dólar abre em baixa em dia mais calmo nos mercados, com resultados de grandes empresas na agenda

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No dia anterior, a moeda norte-americana avançou 0,66%, cotada a R$ 5,7261. Já o principal índice da bolsa de valores encerrou com um recuo de 0,95%, aos 127.309 pontos. Notas de dólar.
Murad Sezer/ Reuters
O dólar abriu em baixa nesta quinta-feira (20), em um dia de agenda mais tranquila no mundo todo, mas com investidores de olho nos resultados corporativos referentes ao quarto trimestre de 2024 de grandes empresas brasileiras.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Em meio a decretos de Trump elevando tarifas, veja principais itens do comércio entre Brasil e EUA e as tarifas cobradas
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Dólar
Às 09h02, o dólar caía 0,31%, cotado a R$ 5,7084. Veja mais cotações.
No dia anterior, a moeda americana teve alta de 0,66%, cotada a R$ 5,7261.
Com o resultado, acumulou:
alta de 0,54% na semana;
recuo de 1,90% no mês; e
perdas de 7,34% no ano.

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Ibovespa
O Ibovespa começa a operar às 10h.
Na véspera, o índice teve baixa de 0,95%, aos 127.309 pontos.
Com o resultado, acumulou:
queda de 0,71% na semana;
ganho de 0,93% no mês;
alta de 5,84% no ano.

O que está mexendo com os mercados?
O grande destaque da semana fica com a ata da reunião de janeiro do Fed, divulgada nesta quarta-feira. Na ocasião, o comitê manteve inalterada a taxa básica de juros do país, na faixa entre 4,25% a 4,50% ao ano.
O documento indicou que as propostas feitas pelo presidente norte-americano Donald Trump em seus primeiros dias de governo já trouxeram preocupações sobre uma eventual alta da inflação no país, com empresas dizendo ao BC dos EUA que, em geral, esperam aumentar os preços para repassar aos consumidores os custos das tarifas de importação.
“Em particular, os participantes citaram os possíveis efeitos de potenciais mudanças na política comercial e de imigração, a possibilidade de que os acontecimentos geopolíticos perturbem as cadeias de suprimentos ou gastos das famílias mais fortes do que o esperado”, diz a ata.
Os dirigentes do Fed ainda destacaram que alguns indicadores de expectativas de inflação, uma das maiores preocupações da instituição, “haviam aumentado recentemente”, reforçando a leitura de que o BC norte-americano deve manter os juros elevados por mais tempo.
A inflação anual nos EUA atingiu 3,0% em janeiro, enquanto a meta do Fed é de 2,0%, os preços continuam sendo pressionados por um mercado de trabalho resiliente, com baixa taxa de desemprego, e a economia aquecida — o que gera maior demanda por bens e serviços e gera inflação.
Nesse sentido, o mercado também continua de olho nos efeitos das diversas tarifas de importação impostas por Trump. Na noite da última terça-feira (18), por exemplo, o presidente norte-americano anunciou uma nova tarifa de 25% para os automóveis importados que chegarem aos EUA.
Nesta terça, a presidente do Fed de SãoFrancisco, Mary Daly, disse que o BC dos EUA deve manter os custos dos empréstimos no nível em que estão até que o progresso da inflação seja mais visível.
“A política monetária precisa permanecer restritiva até… eu ver que estamos realmente continuando a progredir em relação à inflação”, disse, em uma conferência de bancos comunitários organizada pela American Bankers Association.
Cenário político doméstico
Sem grandes destaques na agenda brasileira, o destaque do pregão fica com o cenário político, com a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro e outras 33 pessoa por tentativa de golpe.
As denúncias contra o ex-presidente são pelos crimes de:
liderança de organização criminosa armada;
tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
golpe de Estado;
dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da união;
deterioração de patrimônio tombado.
Além disso, a PGR afirmou que Bolsonaro foi o líder da organização que tentou derrubar a democracia no Brasil.
Caso a denúncia seja aceita pelo STF, o ex-presidente se tornará réu e responderá a um processo penal no Supremo. Segundo o blog da Andréia Sadi, ministros do STF pretendem julgar Bolsonaro ainda em 2025, na tentativa de evitar contaminar o processo eleitoral de 2026, quando haverá uma nova eleição para a Presidência da República.
O mercado reage às denúncias com incertezas sobre a possibilidade de Bolsonaro ser preso ou não e o que isso poderia significar para a política brasileira, explica o analista de investimentos Vitor Miziara.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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