Economia
Trump diz que novo acordo comercial com a China ‘é possível’
Presidente dos Estados Unidos falou a jornalistas a bordo do Air Force One. Donald Trump, presidente dos EUA, e Xi Jinping, presidente da China, em foto de 29 de junho de 2019
Reuters/Kevin Lamarque
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quarta-feira que “é possível” um novo acordo comercial com a China. O republicano afirmou, ainda, que esperava que o presidente chinês, Xi Jinping, visitasse o país norte-americano, mas não deu um cronograma de sua viagem.
“Teremos, no final das contas, presidente Xi e todo mundo vindo [para os Estados Unidos]”, afirmou Trump enquanto comentava sobre a possibilidade de outros líderes visitarem o país. O republicano falou a jornalistas enquanto estava a bordo do Air Force One — avião que transporta o presidente dos EUA.
Uma conversa ou interação entre os dois presidentes é vista como crucial pelo mercado para uma potencial flexibilização ou atraso nas tarifas comerciais.
Confira as medidas que Trump anunciou desde o início do governo nos EUA
A última vez que Xi Jinping viajou aos Estados Unidos foi em novembro de 2023, quando fez sua 5ª visita ao país como presidente da China. Na época, o chefe de Estado chinês teria ido aos EUA para uma cúpula com o então presidente norte-americano, Joe Biden. O encontro resultou em acordos para retomar as comunicações militares e conter a produção de fentanil.
Trump e Xi haviam conversado pouco antes de Trump assumir o cargo, em 20 de janeiro. Na época, discutiram questões como TikTok, comércio e Taiwan.
Na véspera, Trump afirmou que estava conversando com a China sobre o TikTok, em um momento em que os Estados Unidos buscam intermediar a venda do aplicativo, que é da empresa chinesa ByteDance.
Washington e Pequim têm relações tensas há anos por diferenças que vão desde tarifas comerciais e segurança cibernética, até TikTok, Taiwan, Hong Kong, direitos humanos e as origens da Covid-19.
México, Canadá, UE e China: entenda por que ‘tarifaço’ de Trump não chegou ao Brasil
‘Tarifaço’ de Trump
Desde o início do seu mandato, o novo presidente dos EUA tem anunciado uma série de tarifas a vários de seus parceiros comerciais.
Na última quarta-feira, Trump afirmou que anunciará novas tarifas no próximo mês ou antes, acrescentando madeira e produtos florestais aos planos previamente anunciados de impor tarifas sobre carros importados, semicondutores e produtos farmacêuticos.
Trump disse que estava pensando em uma tarifa de 25% sobre madeira e produtos florestais, que entraria em vigor por volta de 2 de abril, quando se espera uma tarifa sobre automóveis de aproximadamente o mesmo valor.
Segundo Trump, a aplicação de tarifas visa lidar com déficits comerciais e problemas nas fronteiras, como a travessia de migrantes sem documentos e o tráfico de fentanil. Ele também afirmou que irá impor taxas sobre a União Europeia, mas não detalhou a alíquota ou quando isso acontecerá.
Enquanto Trump não havia adotado medidas concretas de taxação, os reflexos eram positivos nos mercados emergentes, incluindo o Brasil.
Medidas como o aumento de tarifas de importação e a política anti-imigração de Trump podem gerar mais inflação nos EUA. Além disso, a renúncia de impostos para favorecer as empresas norte-americanas é vista como um risco para as contas públicas do país.
Esses fatores indicam que o Fed terá mais dificuldade de controlar os preços, mantendo os juros elevados no país. As taxas mais altas mudam todo o fluxo de investimentos no mundo, já que os agentes econômicos priorizam os títulos públicos americanos (as treasuries) e o dólar.
No Brasil, a fuga de capital e a consequente valorização da moeda americana podem levar o Banco Central do Brasil (BC) a elevar a taxa Selic, impactando negativamente a atividade econômica brasileira. Além disso, o Brasil também pode ser afetado por uma desaceleração da economia chinesa caso Trump confirme taxações elevadas contra os asiáticos.
Outro reflexo para o Brasil é o aumento de oferta de produtos chineses. Com os EUA importando menos do país, itens manufaturados asiáticos (com preços muito mais baixos) tendem a buscar outros mercados.
Economia
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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