Economia
Trump determina investigação para taxar importação de cobre nos EUA
Missão de analisar uma possível taxação sobre o metal ficou com o secretário de Comércio do país, Howard Lutnick. Objetivo é garantir a segurança nacional, afirmou o republicano. Trump assina ordem executiva no Salão Oval, na Casa Branca.
Reuters
O presidente Donald Trump ordenou que o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, lidere uma investigação para a possível aplicação de tarifas sobre a importação de cobre no país.
O objetivo, segundo o republicano, é incentivar a produção do metal nos EUA e, assim, garantir a segurança nacional. Além da produção de veículos elétricos, o cobre é importante para a produção de hardware militar, semicondutores e uma ampla gama de bens de consumo.
Em ordem executiva, Trump determinou que Lutnick realize uma investigação de segurança nacional, com base na Lei de Expansão do Comércio, de 1962 — a mesma que Trump usou em seu primeiro mandato para impor tarifas globais de 25% sobre aço e alumínio.
“O cobre é um material crítico, e o fornecimento dele é vital para a nossa segurança nacional. Nos últimos anos, lidamos com um problema de dumping estrangeiro, que impactou a produção e a fabricação doméstica do metal”, disse o presidente dos EUA.
O conselheiro de comércio da Casa Branca, Peter Navarro, disse que a investigação seria concluída rapidamente, “no tempo de Trump”.
Trump retalia países que impõem tarifas aos EUA
Segundo Navarro, a China estaria usando subsídios estatais e influência econômica para ganhar controle sobre a produção global de cobre, da mesma forma que agora domina a produção de aço e alumínio.
Os países mais afetados por novas tarifas de cobre dos EUA seriam Chile, Canadá e México, que foram os principais fornecedores de cobre refinado e artigos de cobre em 2024, de acordo com dados do U.S. Census Bureau.
“Assim como nossas indústrias de aço e alumínio, nossa grande indústria de cobre foi dizimada por atores globais atacando nossa produção doméstica,” disse Lutnick, em um comunicado. “Para reconstruir nossa indústria de cobre, investigarei a imposição de possíveis tarifas.”
Lutnick disse que as indústrias dos EUA e a defesa nacional dependem do cobre e “ele deve ser produzido na América, sem isenções, sem exceções.”
“É hora de o cobre voltar para casa,” disse Lutnick.
A medida é o mais recente esforço de Trump para construir uma barreira tarifária em torno da economia dos EUA. Faz parte da campanha do presidente para reconstruir uma base manufatureira americana em declínio há muito tempo e redesenhar décadas de relações comerciais.
Na segunda-feira (24), o republicano disse que tarifas gerais de 25% sobre importações do México e do Canadá estavam “no cronograma”, antes do prazo de implementação, previsto para 4 de março. A declaração veio em meio aos esforços que os países têm adotado para evitar as taxas.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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