Economia
Cerveja, glitter e mais: preços disparam e deixam Carnaval mais caro; veja como economizar
Levantamento da Rico indica que uma série de fatores contribuíram para a alta no período. Alta do dólar pode deixar Carnaval de 2026 ainda mais caro. Carnaval.
Reprodução/Prefeitura de Avaré
Nem a vida do folião está fácil no Brasil. Um levantamento da Rico mostra que os artigos típicos do Carnaval ficaram bem mais caros na última década, acima da média medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
A cesta de itens carnavalescos teve alta de 95% em 10 anos, enquanto a inflação oficial do país subiu 75%.
O preço das bebidas alcoólicas, por exemplo, mais do que dobrou em 10 anos, com uma alta de 106,32% no período. Favorita para a ocasião, a cerveja teve um aumento de mais de 63% no período.
O pacote turístico também subiu mais que o IPCA, com ganho de 86%. Outros artigos, como maquiagens (40%) e bijuterias (56%), tiveram altas mais comedidas.
Veja a tabela abaixo:
A ‘gelada’ mais cara
Segundo a analista de research da Rico Maria Giulia Figueiredo, uma combinação de fatores justifica o aumento dos preços da cerveja e de outras bebidas alcoólicas ao longo dos últimos anos.
“O primeiro grande impacto vem da alta nos custos de produção, principalmente dos insumos básicos como milho e trigo, ambos usados na cevada”, diz a analista.
Ela explica que, como esses insumos são em boa parte importados, são mais sensíveis à variação cambial. “Ou seja, quanto mais desvalorizado o real, mais caro o insumo”, afirma.
Além disso, outros fatores que contribuíram para o aumento desses produtos foram:
A alta de preços de embalagens, especialmente do alumínio, que sofreram oscilações no mercado internacional e impactaram os custos para fabricantes;
A elevação do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre bebidas alcoólicas em alguns estados; e
O efeito sazonal, que costuma refletir o aumento da demanda por esses produtos em épocas como verão e Carnaval.
Já os itens de maquiagem, bijuterias e vestimentas, além de serviços de estética, podem sofrer com o efeito sazonal do Carnaval.
“Cresce a procura por cosméticos, tinturas capilares, glitter e acessórios, levando muitos lojistas a ajustarem os preços para aproveitar o pico da demanda”, afirma a analista.
No caso do setor de serviços, a especialista diz que além da maior demanda por produções especiais para festas, blocos e desfiles, há também outros fatores que explicam o aumento dos preços.
“Esse aumento não acontece apenas pelo acréscimo de demanda, mas também por custos operacionais mais elevados, como a necessidade de um número maior de profissionais ou horário de atendimento estendido”, completa.
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O que esperar à frente?
Apesar da expectativa de que os níveis elevados dos juros no país minguem o consumo — o que, na teoria, poderia aliviar os preços — há ainda uma série de fatores internos e externos a serem considerados que podem deixar a cerveja (e os demais itens) ainda mais caros em 2026.
“Como muitos dos custos que pressionam os preços do Carnaval vêm de fatores externos, como câmbio e tributos, a taxa de juros pode ter um impacto limitado no controle de preços”, afirma Figueiredo.
“Além disso, um ambiente de juros elevados pode dificultar o acesso ao crédito e reduzir o poder de compra da população, o que pode influenciar o consumo em eventos futuros”, acrescenta.
Como driblar o aumento de preços?
Segundo o educador financeiro e diretor da Multimarcas Consórcios, Fernando Lamounier, manter o controle dos gastos durante o período de festas é fundamental para evitar o endividamento.
“Ter um plano estratégico oferece tranquilidade, garantindo que as festividades não causem impactos negativos nas finanças a longo prazo”, afirma.
Veja algumas dicas do especialista:
Estabeleça um limite de gastos: antes de cair na folia, o ideal é analisar quanto se está disposto a gastar sem comprometer outros compromissos financeiros, como contas e alugueis;
Planeje com antecedência: desta forma, é possível evitar excessos e compras que ultrapassem o limite pré-estabelecido. É importante considerar o quanto será gasto com alimentação, fantasias, além de buscar passagens e hospedagem com antecedência caso pretenda curtir em outra cidade ou estado;
Economize com transporte: em muitos casos, as festas ocorrem próximas a estações de trem e metrô ou linhas de ônibus, portanto é possível evitar o uso de aplicativos que estarão com valores elevados por conta da alta procura. Ao reservar uma hospedagem, o ideal é levar em conta as possibilidades de trajeto até o local de destino.
Comidas e bebidas: Faça um planejamento para as refeições e opte por alternativas mais econômicas. Leve lanches e água de casa para reduzir gastos durante as celebrações. Se caso for em restaurantes e bares, escolha ambientes comuns em vez de opções turísticas que costumam serem mais caras. Opte por estadias com “all inclusive”, na grande maioria das vezes costuma valer a pena.
Busque alternativas gratuitas: blocos e festas sem custo de entrada estão espalhadas por diversas cidades e são uma opção para quem quer economizar. Também podem ajudar quem prefere destinar a maior parte do orçamento para alimentação ou estadia. Outra alternativa é poupar construindo a própria fantasia ou reutilizando de carnavais anteriores.
Dê preferência a compras à vista: o uso de cartões de crédito e o excesso de parcelas pode comprometer o equilíbrio financeiro por longos períodos. Caso possível, optar por pagamentos em dinheiro, débito ou PIX.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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