Economia
Entenda por que carne suína perdeu competitividade no mercado doméstico em fevereiro
Preço da carcaça de porco subiu 10,8% na comparação com janeiro. Alta nos insumos na avicultura e oferta recorde de carne bovina explicam movimento, segundo Esalq/USP em Piracicaba (SP). ‘Compra do Mês’: em um ano, preço da carne de porco tem alta de 32,84%
Com alta nas cotações, a competitividade da carne de porco caiu na comparação com as cotações de boi e de frango, principais concorrentes, em fevereiro de 2025, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP).
“No atacado da Grande São Paulo, os preços da proteína suinícola subiram mais que os da avícola. No sentido oposto, a carcaça bovina se desvalorizou no período”, aponta a pesquisa.
📉Em fevereiro, o preço da carcaça suína registrou elevação de 10,8% na comparação com janeiro, passando para R$ 13,20 o quilo. Pesquisadores do setor ressaltam o preço médio pago pela proteína seguiu avançando mesmo diante de um cenário de demanda menor.
🌽A oferta recorde de carne de boi no mercado doméstico, o aumento do preço dos insumos na avicultura, especialmente o do milho e, como consequência, a queda no poder de compra do produtor, explicam essa queda na competitividade. Entenda cenário, abaixo.
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Em fevereiro, o preço da carcaça suína registrou elevação de 10,8% na comparação com janeiro, passando para R$ 13,20 o quilo.
Arquivo Secom
Alta nos insumos
O levantamento do Cepea indica o poder de compra de avicultores paulistas frente ao milho caiu em fevereiro. “Isso se deve à forte valorização do insumo no mercado doméstico aliada ao enfraquecimento dos preços do frango vivo.
Conforme o Cepea, o Indicador do milho Esalq/BM&FBovespa, em Campinas (SP), teve média de R$ 80,76 a saca de 60 quilos em fevereiro. “Uma elevação de 8,9% frente à de janeiro”, apontam os pesquisadores do setor.
“Além da maior presença de compradores no spot, dificuldades logísticas e os baixos estoques domésticos explicam os aumentos das cotações do cereal”, completam.
Frango foi negociado a R$ 5,37 o quilo em fevereiro, queda de 2,4% em relação a janeiro
Reprodução EPTV
🐔No mercado de frango, colaboradores do Cepea relataram enfraquecimento na demanda por lotes de animais em alguns períodos do mês, o que pressionou as cotações no balanço mensal. Na média das regiões de São Paulo, o frango foi negociado a R$ 5,37 o quilo em fevereiro, queda de 2,4% em relação a janeiro.
Oferta recorde de carne bovina
A disponibilidade interna de carne bovina no início deste ano foi recorde. Segundo estimativas realizadas pelo Cepea, a soma de janeiro e fevereiro pode ter superado em 10% o volume do primeiro bimestre de 2024 e em 38% o de dois anos atrás.
Pesquisadores do Cepea destacam que, mesmo com toda a quantidade a mais, resultante do aumento da produção, o preço médio da carcaça com osso no atacado da Grande São Paulo esteve 25% maior que no começo do ano passado – valor deflacionado pelo IGP-DI.
Preços da carne suína aumentam em fevereiro
Reprodução/TV TEM
O preço do boi gordo (Indicador Cepea/Esalq, estado de São Paulo), no mesmo comparativo, avançou 23%. As exportações também evoluíram.
No comparativo de bimestres, considerando-se estimativa do Cepea para parte de fevereiro/25, o volume sobe por volta de 6% sobre o começo de 2024 e 33% sobre o início de 2023.
“Esses números mostram, simultaneamente, a força produtiva da pecuária nacional e a resiliência da carne bovina no cardápio do brasileiro, explicada em boa parte pela baixa taxa de desemprego”, aponta o Cepea.
Em janeiro, especificamente, a disponibilidade interna de carne bovina atingiu o máximo histórico, segundo cálculos do Cepea.
“Estima-se diminuição de quase 9% em fevereiro em comparação a janeiro, justificada pela redução dos abates no mês. Em relação a um ano atrás, no entanto, o Cepea projeta crescimento de cerca de 7%”, apontam informações do boletim mais atualizado.
Queimadas influenciam na produção pecuária
Juliana Sussai/Embrapa
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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