Connect with us

Economia

Dólar abre em alta com investidores de olho em inflação no Brasil e nos EUA

Published

on

No dia anterior, a moeda norte-americana teve queda de 0,68%, cotada a R$ 5,8116. Já o principal índice da bolsa de valores caiu 0,81%, aos 123.507 pontos. Notas de dólar
Luisa Gonzalez/ Reuters
O dólar iniciou o pregão desta quarta-feira (12) em alta, com os mercados de olho nos novos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, enquanto ainda repercute os impactos do “tarifaço” implementado pelo presidente americano Donald Trump.
Por aqui, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, mostra que os preços subiram 1,31% em fevereiro. Esse foi o maior patamar do IPCA para um mês de fevereiro desde 2003, há 22 anos.
O resultado veio em linha com a expectativa do mercado, que estimava um avanço de 1,30%. Em janeiro, a inflação foi de 0,16%.
No acumulado em 12 meses, a inflação no Brasil avança 5,06%, acima do teto da meta do Banco Central do Brasil (BC). A meta é de 3% para a inflação anual, e será considerada cumprida se ficar em um intervalo entre 1,50% e 4,50%.
Já nos EUA, as projeções apontam para uma alta de 0,3% também em fevereiro, mas uma desaceleração em relação ao aumento de 0,5% observado no mês anterior.
Esses dados de inflação são observados com atenção por investidores internos e externos porque podem trazer novas pistas sobre a postura que os bancos centrais dos dois países devem adotar em relação à condução das taxas de juros nos próximos meses.
E a política tarifária de Trump continua gerando cautela nos mercados, que temem que as diversas taxas anunciadas pelo presidente no último mês possam gerar uma maior pressão inflacionária nos EUA, além do receio de que a maior economia do mundo possa viver um período de recessão.
Nesta quarta, entraram em vigor as tarifas de importação de 25% sobre o aço e alumínio que chegam aos EUA de todos os países. Em abril, outras taxas devem começar a valer, como as sobre produtos agrícolas e as tarifas recíprocas.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Dólar
Às 9h03, a moeda registrava alta de 0,24%, cotada a R$ 5,8253. Veja mais cotações.
No dia anterior, a moeda americana teve baixa de 0,68%, cotada a R$ 5,8116.
Com o resultado, acumulou:
alta de 0,37% na semana;
queda de 1,77% no mês;
perdas de 5,96% no ano.

a
Ibovespa
O Ibovespa começa a operar às 10h.
Na véspera, o índice teve baixa de 0,81%, aos 123.507 pontos.
Com o resultado, o Ibovespa acumulou:
recuo de 1,22% na semana;
alta de 0,58% no mês; e
ganho de 2,68% no ano.

O que está mexendo com os mercados?
O destaque do pregão de terça (11) ficou, mais uma vez, com o noticiário internacional. Após o que foi chamado por especialistas de um “dia sangrento” para os mercados globais na segunda-feira, em meio a temores de que uma recessão dos EUA poderia vir adiante, os investidores estavam mais ponderados.
Parte do alívio veio após a Ucrânia concordar com um cessar-fogo imediato de 30 dias com a Rússia, o que pode ser positivo para o mercado de commodities.
Ainda assim, analistas continuam a soar o alarme de que os mercados serão penalizados diante do alto nível de incertezas com a política tarifária intermitente de Trump.
“A incerteza e a volatilidade continuam neste mercado”, disse Mona Mahajan, chefe de estratégia de investimentos da Edward Jones, à Reuters. “O crescimento econômico começou a desacelerar antes mesmo da incerteza tarifária nos EUA. Isso não é incomum no primeiro trimestre do ano, mas o que é incomum é aumentar a incerteza em torno da política.”
Em entrevista à Fox News no último domingo (9), Trump não descartou uma recessão e um aumento de preços no “período transitório” (de implementação) de suas medidas, e minimizou as preocupações das empresas com a falta de clareza de suas políticas tarifárias.
Com isso, a Business Roundtable, uma associação sem fins lucrativos composta pelos CEOs das principais empresas dos EUA, marcou uma reunião com Trump nesta terça-feira. A ideia seria pedir uma previsibilidade maior ao presidente norte-americano, sinalizando que a continuidade de uma guerra comercial poderia ser prejudicial à economia do país.
O ‘tarifaço’ de Trump
O presidente norte-americano tem constantemente ameaçado os principais parceiros comerciais do país com a implementação de tarifas de importação, mas também tem recuado de suas medidas com certa frequência.
Na última semana, por exemplo, Trump voltou a isentar as tarifas de 25% anunciadas sobre as importações do Canadá e do México durante um mês. A decisão veio após os dois países prometerem uma série de retaliações aos EUA pelas taxas impostas.
Antes, o republicano já havia adiado as tarifas, após ter feito um acordo com os dois países para que reforçassem a segurança de suas fronteiras.
Já na manhã desta terça-feira, Trump afirmou que vai dobrar a tarifa planejada sobre todos os produtos de aço e alumínio importados do Canadá pelo país, em resposta à província de Ontário, que impôs uma tarifa de 25% sobre a eletricidade exportada para os EUA. Após o anúncio do presidente dos EUA, o premiê de Ontário voltou atrás.
O vai e vem das tarifas de Trump tem aumentado as incertezas comerciais, com dúvidas sobre quais tarifas prometidas realmente entrarão em vigor e temores de que uma nova guerra comercial afete a inflação e o crescimento dos EUA e de vários outros países pelo mundo.
Agora, a atenção fica com as novas taxas sobre aço e alumínio importados pelos EUA, que entraram em vigor nesta quarta (12). A expectativa é que a medida tenha impacto em vários países do mundo, inclusive para o Brasil.
Agenda de indicadores
Na agenda econômica desta quarta-feira (12), o destaque no Brasil é a divulgação do IPCA. O indicador apontou que os preços no país subiram 1,31% em fevereiro, o maior patamar para o mês desde 2003.
Todos os grupos pesquisados pelo IBGE tiveram alta nos preços, com destaque para Habitação, com a alta da energia elétrica residencial, Educação, com os reajustes das mensalidades escolares, e Alimentação e bebidas, com a continuidade da inflação dos alimentos.
No acumulado em 12 meses, a inflação registra um avanço de 5,06%, acima do teto da meta do Banco Central para o ano, que é de 3%,
Na terça-feira (11), o destaque doméstico ficou com os dados de produção industrial do IBGE.
Em janeiro, a indústria brasileira registrou uma variação nula — ou seja, de 0% — em relação ao mês anterior, depois de reportar três meses consecutivos de queda. Em relação a janeiro do ano passado, porém, a produção industrial avançou 1,4%, e acumulou alta de 2,9% em 12 meses.
Para Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura Investimentos, os números indicam que a indústria brasileira inicia 2025 “em ritmo fraco” e com sinais de que todo o primeiro trimestre pode ser desafiador.
“No geral, esse resultado reforça o cenário de desaceleração gradual da economia, com a indústria ainda enfrentando desafios para recuperar a queda acumulada de 1,2% nos últimos quatro meses”, comenta Igor Cadilhac, economista do PicPay.
Nos EUA, as atenções ficaram com o relatório de emprego Jolts, divulgado pelo Departamento do Trabalho norte-americano.
O documento indicou que as vagas de emprego em aberto no país subiram em janeiro, mas que é provável que a demanda por mão de obra diminua nos próximos meses, em meio a preocupações de que as tarifas e os cortes de gastos do governo dos EUA possam causar uma forte desaceleração na atividade econômica.
*Com informações da agência de notícias Reuters

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Correção: jogos do Brasil em dias úteis

Published

on

By

O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

Continue Reading

Economia

Correção: jogos do Brasil em dias úteis

Published

on

By

O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

Continue Reading

Economia

Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

Published

on

By

Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

Continue Reading

Trending

Copyright © 2022 InfoDourados